Lei de Parkinson

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A lei de Parkinson foi publicada por Cyril Northcote Parkinson, pela primeira vez, num artigo publicado pela revista The Economist em 1955, sendo depois reimpresso junto com outros artigos no livro Parkinson's Law: The Pursuit of Progress, Londres: John Murray, 1958 , baseado em sua extensa experiência no serviço civil britânico, e diz que:

O trabalho se expande de modo a preencher o tempo disponível para a sua realização.

De acordo com Parkinson, isso se deve a dois fatores: (1) "funcionários querem multiplicar subordinados, não rivais" e (2) "funcionários criam trabalho um para o outro." Ele também apontou que o total de empregados dentro de uma burocracia aumentou de 5% a 7% ao ano "invariável à quantidade de trabalho (se houver) a ser feito".

A "lei de Parkinson" é também usada para referir-se a uma derivativa da original, relacionada à computação: "os dados se expandem para preencher o espaço disponível para armazenamento"; comprar mais memória encoraja o uso de técnicas que requerem mais memória. Foi observado nos últimos 10 anos que o uso de memória envolvendo sistemas tende a dobrar a cada 18 meses, em média. Felizmente, a capacidade de memória disponível por um preço constante tende a dobrar a cada 24 meses (ver Lei de Moore); infelizmente, as leis da física garantem que isto não poderá continuar para sempre.

A "lei de Parkinson" pode ser melhor generalizada como: "a demanda de um recurso sempre expande para adequar-se à oferta daquele recurso." Geralmente uma extensão é adicionada a essa frase, notando que "o inverso não é verdade".

É interessante notar que essa generalização tornou-se muito similar à lei econômica da oferta e da procura; que quanto mais baixo o custo de um serviço, maior a demanda deste.

Aplicações da Lei de Parkinson[editar | editar código-fonte]

A Lei de Parkinson é aplicada em muitas áreas do conhecimento humano.

  • Em gestão de projetos, tarefas individuais com datas-limite raramente terminam antes, pois as pessoas fazendo o trabalho tendem a expandi-lo para terminá-lo próximo à data de entrega. Junto com a síndrome do estudante, tarefas individuais quase sempre têm a garantia de que irão atrasar.
  • As pessoas vêem a lei aparecer em suas atividades diárias. Não importa quantas coisas haja sob responsabilidade de uma pessoa, ela tende a concluí-las. Isso leva à frase, "se você quer que algo seja feito, dê para alguém ocupado" pois parece que as pessoas ocupadas são melhores em "gestão de tempo." Enquanto isso até pode ser verdade, é justo afirmar que, como eles estão fazendo mais, seu trabalho não está expandindo indefinidamente para preencher tempo não-ocupado.

Coeficiente de ineficiência[editar | editar código-fonte]

Parkinson também propôs uma regra sobre a eficiência de conselhos administrativos. Ele definiu um coeficiente de ineficiência, sendo o número de membros do conselho a principal variável.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]