Maranata

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Maranata (do original em hebraico מרנא תא, maranâ tâ, "vem, Senhor!") é uma expressão aramaica que ocorre duas vezes na Bíblia. Primeiramente empregada pelo apóstolo Paulo na Primeira Epístola aos Coríntios capítulo 16 versículo 22 (Se alguém não ama ao Senhor, seja anátema. Maranata.), o termo é a composição de duas palavras, que transliteradas dão origem à palavra Maranata e que significa "O Senhor vem!" ou ainda "Nosso Senhor vem!". No desfecho do livro do Apocalipse, a mesma expressão é utilizada como uma oração ou pedido, desta feita na língua grega, e traduzida por: “Vem, Senhor”.

Origens históricas do nome[editar | editar código-fonte]

A Palavra Maranata se encontra na bíblia em 1 Coríntios 16:22 Se alguém não ama o Senhor Jesus Cristo, seja anátema; maranata!

Antes do seu estudo seria bom lembrar, que embora apareça no mesmo verso ao lado de anátema, não deve ser unida com ela como se fosse uma só frase. A expressão "Maranata" constitui-se num período após anátema.

Quando um judeu encontrava um outro antes da vinda de Jesus diziam Marãn, que significava Senhor Nosso ou o Messias Virá, e depois da vinda de Jesus, quando o mesmo judeu não convertido a Jesus encontrava outro judeu continuava dizendo Marãn, porém encontrando-se com um judeu convertido a Jesus este acrescentava a palavra Athá , assim essas duas palavras juntas eram ouvidas Marãn + Athá que tem o significado "o messias veio, está aqui e voltará" Traduzida como ora vem Senhor Jesus! [1] http://www.maranataonline.org.br/index.php?item=texto&tipo=1&id=110

Na época do Velho Testamento, o Rei viajava para fazer justiça. Um arauto (Mensageiro do Rei) ia adiante dele tocando a trombeta e advertindo o povo: O Rei está vindo, Maranata !. Aqueles que esperavam por justiça desejavam a vinda do Rei. O povo da terra a ser visitada preparava-se para sua chegada limpava e reparava os caminhos, demonstrando assim obediência e desejo de agradar ao Rei.

A palavra parece ter sido usada como uma "senha" entre os cristãos da igreja primitiva, e provavelmente foi neste sentido usada pelo Apóstolo Paulo.

Entretanto, a palavra anátema colocada logo antes no texto bíblico causa algumas discrepâncias em traduções para língua utilizada nos dias atuais pois como os textos originais em grego do Novo Testamento não tinham pontuação, alguns tradutores que não conheciam o significado da palavra Maranata colocavam as palavras juntas e traduziram o verso como Se alguém não ama ao Senhor seja anátema maranata. Mas é certo que a expressão assim colocada não faz sentido.

A palavra “Maranata” era também utilizada nos cultos para invocar a presença do Senhor na Ceia.

Era usada ainda para expressar o desejo de seu retorno para estabelecer seu Reino. Equivale ao pedido feito pela Igreja na oração dominical: “Venha o teu Reino”. Com relação à volta do Senhor Jesus, “Maranatha” tinha um duplo sentido: era uma oração — “Vem, Senhor” — e uma expressão de fé — “O Senhor está voltando!”. A frase pode ter sido usado como saudação entre Os primeiros cristãos, e é possivelmente desta maneira que ele foi usado pelo apóstolo Paulo.

O sentido grego original de "anátema"A doação ou sacrifício a Deus, conduz à interpretação de que" Anathema Maranatha "em um contexto do Novo Testamento pode significar" um dom de Deus para a vinda de nosso Senhor. " John Wesley em sua obra Notas sobre a Bíblia comenta que, "Parece ter sido comum com os judeus daquela época, quando tinham pronunciado anátema sobre qualquer um, para acrescentar a expressão siríaco, Maran - atha, isto é," O Senhor, "ou seja, a vingança sobre ele ". A Enciclopédia Católica afirma, "Anathema significa também ser sobrecarregado com Maledictions ... Em uma data próxima a Igreja adoptou a palavra anátema para significar a exclusão de um pecador da sociedade dos fiéis, mas a maldição foi pronunciada, principalmente contra os hereges." O entendimento negativo da Maranatha começou a desaparecer no final do século XIX; Jamiesen, Fausset e comentários de Brown de 1871 Maranatha separado do anátema da mesma forma como os estudiosos modernos.[necessário esclarecer] No entanto a interpretação tradicional ainda é ocasionalmente encontrada entre alguns cristãos de hoje.[carece de fontes?]

Utilização da palavra nos dias atuais[editar | editar código-fonte]

"Maranata" é o nome de uma música por artista cristão Michael Card. É também o nome de uma canção Christian hip hop artista Sho BarakaBand, bem como o título de um álbum de black metal sueco Funeral Mist.

"Maranata" é a palavra de oração recomendada pela Comunidade Mundial de Meditação Cristã, a comunidade de seguidores da doutrina de John Main sobre a prática da meditação cristã. A expressão é também utilizada por cristãos católicos da Renovação Carismática e de movimentos católicos jovens, para referenciar a Parusia (isto é, a segunda vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo no fim dos tempos) e para pedir que ela aconteça. Parte do nome dado a uma igreja protestante Igreja Cristã [Maranata http://www.igrejacristamaranata.org.br/].

Mais Estudos sobre a expressão[editar | editar código-fonte]

A sentença “Maranata” aparece em 1º Coríntios 16:22. Essa não é uma palavra ou frase grega, nem hebraica, mas é antes uma transliteração em letras gregas de uma frase em aramaico. Por detrás do texto grego estão as palavras aramaicas mar (“Senhor”) e uma forma do verbo ˒ătā˒ (“vir”). A questão essencial levantada por essa expressão, porém, é a segmentação correta da expressão (ou seja, como maran atha ou como marana tha), seu significado, e o dialeto aramaico específico que ela representa. A sentença "maran atha" poderia significar tanto “Nosso Senhor tem vindo,” ou talvez (caso atha seja interpretado como particípio) “Nosso Senhor está vindo” (possivelmente, “virá”). A divisão da palavra "marana tha" seria por contraste “Nosso Senhor, venha!” (tha sendo imperativo). A segmentação apropriada da expressão é, portanto, essencial para sua interpretação apropriada, e isso por sua vez depende de uma correta determinação do dialeto aramaico que essa expressão representa.

O contexto da expressão no Novo Testamento está em uma fórmula. O uso de Paulo está ligado a uma maldição: “Se alguém não ama o Senhor, seja anátema. Maranata!”. No caso foi utilizado o dialeto na forma "marana tha".

Na verdade a expressão é uma conjuração de maldição, e não um anseio da igreja para que o Senhor Jesus venha, como é pregado por muitos no meio evangélico. Paulo utiliza essa expressão para conjurar todo aquele que não ama ao Senhor Deus, com um decreto em forma de um dialeto aramaico que na prática significa "Que o Senhor venha sobre aquele que não o ama". Neste caso a expressão "venha" era comumente utilizada como o verbo de ação de sentença e morte daquele cujo decreto era impetrado. Um exemplo no Antigo Testamento era quando o rei mandava um de seus soldados "ir sobre" algum alvo em expecífico. Como não era uma lingua evoluída, a expressão "ir" e "vir" era um verbo prático da própria ação. Daí o motivo de Paulo utilizar-se dessa forma, usando o dialeto aramaico que era a forma bruta de dizer "que Deus venha sobre o que não o ama".

As expressões bíblicas que realmente designam o anseio da igreja pela volta do Senhor Jesus estão, na verdade, em Apocalipse 22-17, que diz: O Espírito e a noiva dizem: "Vem!" E todo aquele que ouvir diga: "Vem!" Quem tiver sede venha; e quem quiser beba de graça da água da vida.

Neste texto sim, estão claramente figurados o Espírito, que cuidou da noiva, a noiva propriamente dita, que é a Igreja fiel adornada, e também o noivo que é tão fortemente chamado pelos dois primeiros elementos.

Uma perspectiva aparece também em 1º Coríntios. 11:23-26, uma seção eucarística que inclui a prescrição “Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.”. Neste caso, o final do verso nos fala claramente no sentido de que o próprio Jesus decreta que Ele já estava vindo mesmo antes de ter sido assunto ao céu, profeticamente dizendo que voltaria para buscar seu povo. Não foi utilizada a expressão em aramaico de conjuração de maldição.

Percebe-se que ao falar dos anseios da igreja, não haveria motivos para Paulo utilizar-se da expressão em aramaico de conjuração para se expressar, pois se tratava de algo que precisava ser facilmente entendido por gregos e hebreus, e para isso ele utilizou-se do grego comum para escrever Apocalipse 22 20: Aquele que dá testemunho destas coisas diz: "Sim, venho em breve!" Amém. Vem, Senhor Jesus!

O que se deve levar como exemplo mais claro de estudo é que toda conjuração de maldição em aramaico jamais foi traduzida, e sim transliterada, e a expressão "maranata" era nada mais que uma transliteração de uma conjuração, talvez a mais temida, e por isso utilizada por Paulo para expressar a potente condenação sobre aqueles que não andavam nos caminhos de Deus, notando-se o tom firme nas palavras de Paulo, ao escrever estes versos.

Ao se utilizar uma expressão de tamanho teor escatológico, deve-se pesquisar assiduamente o real significado da mesma, pois neste caso, uma expressão tida como "o desejo da igreja pela volta do Senhor Jesus", na verdade é uma conjuração de maldição sobre aquele que não ama a Deus. Paulo passa a responsabilidade de julgamento dos que não praticam a justiça e a verdade para as mãos de Deus, proclamando esta expressão no sentido de "Venha a mão de Deus sobre o anátema", abreviadamente "Condene Deus ao que não o teme".

Referências

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