Marca d'água
Marca d'água é uma imagem formada por diferenças na espessura de uma folha de papel, aplicando-se uma estampa na folha ainda úmida. Pode ser vista apenas quando o papel é colocado contra a luz, não interferindo no que está escrito ou impresso.
É utilizada para dificultar a falsificação de documentos, para atestar a autenticidade de origem do papel, como adorno ou como diferenciação entre diferentes fornecedores.
[editar] Técnicas e origem
A marca d'água se cria durante o processo de fabricação, enquanto a folha ainda está úmida, mediante compressão de uma ferramenta, chamada dandy, que é um cilindro metálico oco e que tem soldado um relevo com os desenhos que se quer aplicar.
Os papeis provenientes do oriente ou do mundo muçulmano não continham marcas d'água.
A técnica apareceu pela primeira vez em um papel produzido na cidade italiana de Fabriano, em 1282, com a marca de uma cruz grega e era usada para identificar o produtor. Posteriormente se notou que davam maior segurança contra falsificações.
Marcas elaboradas de alta qualidade são muito difíceis de falsificar em scaners ou fotocópias, por isso são muito utilizadas no fabrico de papel-moeda, selos postais e em impressões de documentos importantes. É muito utilizada na análise do papel, para determinar fabricante, datar livros antigos.
[editar] Emissoras
Várias emissoras pelo mundo e suas afiliadas usam uma marca d'água visivel seja no canto superior da tela ou inferior.A primeira marca d'água da tv brasileira foi o da Band em 1994 durante a Copa do Mundo.Seu designer era com o nome da emissora Band escrito no canto inferior da tela e com a bandeira ao seu lado.E por isso se tornou um dos marcos na tv brasileira, pois anos depois várias emissoras passaram a usar marca d'água como o SBT em 1997 e a Rede Globo em 1998
[editar] Bibliografia
- C.-M Briquet, Les Filigranes. Dictionnaire historique des marques du papier dès leur apparition vers 1282 jusqu'en 1600, G CORG-OLMS, 1991.
- R. Gaudriault, Filigranes et autres caractéristiques des papiers fabriqués en France aux XVIIe et XVIIIe siècles, CNRS Éditions - Éditions J. Telford, Paris, 1995.
- Jacques Duval, Moulins à papier en Bretagne du XVIe au XIXe siècle - Les papetiers et leurs filigranes en Pays de Fougères, L'Harmattan, Paris, 2005. ISBN 2-296-00246-3