Marie-Dominique Chenu

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Marie-Dominique Chenu, OP (Soisy-sur-Seine, 1895 - 11 de Fevereiro de 1990), teólogo francês com grande influência no Concílio Vaticano II.

Entrou para a Ordem dos Pregadores em 1913 e concluiu os seus estudos, em Roma, em 1920, tornando-se professor no convento de Le Saulchoir. Especialista em história da Idade Média, foi efectuando também estudos teológicos. Um dos seus primeiros livros Une école de teologie(1937), foi em 1942 colocado no Index, o índice dos livros proibidos da Igreja Católica. Soube da notícia pela rádio e profundamente afecta, tanto mais que era superior do seu convento, nessa mesma noite demitiu-se do seu cargo directamente ao arcebispo de Paris, que lhe disse para ter calma, pois «dentro de vinte anos todos falaremos como você».

Depois da II Grande Guerra, entre 1946 e 1952 foi professor na Universidade de Sorbonne, em Paris. Reabilitado, ainda que não de forma completa, pois apenas pode participar no concílio Vaticano II como consultor de um bispo de Madagascar, veio a ser reconhecido como um dos mais influentes teólogos do século XX.

Foi director do Bulletin thomiste de 1924 a 1934; director da Revue des sciences philosophiques et théologiques de 1928 a 1934; fundador do Institut d'études médiévales, anexo à Universidade de Montreal (em 1932); membro da Société de philosophie, de Lovaina; presidente da Société thomiste; colaborador de numerosas revistas de teologia, filosofia e história; consultor do Secretariado para os não-crentes.

Fundador da revista teológica Concilium. Grandes especialista em Tomás de Aquino.

Livros publicados[editar | editar código-fonte]

  • Une école de théologie (1937)
  • Introduction à l' étude de saint Thomas (1950);
  • La théo1ogie comme science au XIIIe siec1e (1942);
  • La théo1ogie au XIIe siec1e (1957).
  • La Théologie est-elle une science? (Fayard, Paris, 1957)
  • Peuple de Dieu dans le monde (Cerf, Paris, 1966).