Mefedrona

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Mefedrona
Alerta sobre risco à saúde
Mephedrone-2D-skeletal.png
4-MMC 3D.gif
Nome IUPAC (RS)-2-methylamino-1-(4-methylphenyl)propan-1-one
Outros nomes miau-miau[1]
Identificadores
Número CAS 1189805-46-6
PubChem 29982893
ChemSpider 21485694
Propriedades
Fórmula química C11H15NO
Massa molar 177.24 g mol-1
Aparência pó branco (com cheiro de peixe)[2]
Farmacologia
Compostos relacionados
Compostos relacionados Metcatinona (sem o metil no anel aromático)
4'-Metil-α-pirrolidinopropiofenona (em vez do metilamino-, um 1-pirrolidinil)
4-Metilefedrina (cetona reduzida a álcool)
Excepto onde denotado, os dados referem-se a
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Alerta sobre risco à saúde.

A Mefedrona é uma substancia derivada da catinona, que possui efeito estimulante e empatógeno mais potente que as outras substancias de sua família. Foi muito utilizada na Europa em meados de 2010 por ser uma alternativa ainda legal, mais barata e mais energética do que o MDMA. E por ter um efeito único e causador de uso compulsivo criou um grande séquito de usuários pelo mundo todo. Especialmente por onde a cultura da musica eletrônica era muito difundida entre os jovens e jovens adultos, inclusive pelo fato de até então não ser identificada em exames que identificavam o uso de drogas. Causou centenas mortes por abuso da substancia e foi proibida em grande parte dos países pelo mundo todo. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária decidiu incluir a substância na relação de drogas de uso e comércio proscrito no Brasil, que consta na Portaria 344.[3] Era vendida como fertilizante, afim de driblar as leis que regulamentam os produtos químicos e poder ser comercializada de forma livre e aberta, inclusive por meio dos correios.

Efeitos[editar | editar código-fonte]

A droga apresenta efeitos parecidos com o do ecstasy e cocaína. O usuário ganha euforia, aumento compulsivo de desejo sexual, visão turva, inquietação, fala rápida, aumento dos níveis de alerta e desejo de socializar-se.[2] Produz sudorese exagerada, além de sede e pode ainda causar uma perda na noção de limite do desejo de hidratação, criando a possibilidade de uma intoxicação por excesso de hidratação. Pode ainda causar um aumento considerável dos batimentos cardíacos e se consumida em excesso pode causar alucinações e até ataques cardíacos. A readministração frequente pode causar problemas na circulação do indivíduo, problemas na mucosa nasal em caso de uso por insuflação e um baque emocional após o término do plateau da substância.

Vale lembrar também que a substância não passa por controle de qualidade como quando ainda não era ilegal (pois antes tinha uma pureza de cerca de 98%), logo a sua ingestão constitui um risco ainda maior ao usuário, o que cria mais um fator de risco aos usuários.[4]

Referências

  1. FARIÑAS, Julio (11 de julho de 2011). El crecimiento de las nuevas drogas legales alarma a la UE La Voz de Galícia. Página visitada em 03/08/2011.
  2. a b REINELT, Rodrigo (17 de março de 2010). Mefedrona - Uma nova droga no Reino Unido BRAHA. Página visitada em 03/08/2011.
  3. Agência Estado: Droga que provoca crises psicóticas é proibida no Brasil

4. Erowid, 4MMC, 4-MethylMethCathinone

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