Metal de sacrifício

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Metal de sacrifício parcialmente corroído ligado ao casco de um navio.

Metal de sacrifício ou "Eletrodo de sacrifício" é qualquer metal utilizado em estruturas submetidas a ambientes oxidantes, com o objetivo de ser oxidado em seu lugar. Esse metal deve possuir menor poder de redução do que o material utilizado na estrutura, para que possa ser "sacrificado" e protegê-la. O zinco e o magnésio são metais comumente utilizados com esse objetivo.[1] A utilização de um metal de sacrifício é um método de proteção catódica.

Exemplos[editar | editar código-fonte]

O ferro, utilizado em cascos de navio, em contato com a água do mar, se oxidaria muito facilmente se não houvesse um metal de sacrifício, normalmente o magnésio. Considerando que substituir plaquetas de magnésio é muito mais barato do que substituir a estrutura de ferro, fica clara a vantagem da sua utilização.[1]

Determinação da Posição do Metal de Sacrifício[editar | editar código-fonte]

Estado final, cerca de 24 horas após o início do experimento.

Logo a seguir, faremos uma descrição simples e informal de um experimento que poderá ser útil para o entendimento a respeito dos tópicos de metais de sacrifício.

Descrição do Experimento[editar | editar código-fonte]

Na teoria, o funcionamento de um material de sacrifício é descrito através de uma pilha galvânica. Mas, na prática, como podemos responder à seguinte pergunta: "Qual seria o melhor lugar para posicionar o metal de sacrifício no casco de um navio?" A resposta poderá ser concluída a partir do experimento a seguir, que pode ser reproduzido de forma bem simples com materiais bem comuns. Os materiais serão: Três pedaços de esponja de aço, três vasilhas pequenas e água. Disponha os pedaços de esponja de aço nas vasilhas da seguinte maneira:

  • Coloque um pedaço de esponja de aço em uma das vasilhas, e deixe-o completamente submerso em água.
  • Coloque outro pedaço de esponja de aço em outra vasilha, mas agora com metade submersa e a outra metade acima do nível da água.
  • Molhe um terceiro pedaço de esponja de aço, e coloque-o em outra vasilha, sem estar em contato com a água (apenas com a que ficou retida nele).
  • Por fim, deixe-os desta maneira por cerca de 24 horas.

O experimento acima, embora seja simples, nos leva a preciosas conclusões a respeito de como ocorre a oxidação no casco de um navio.

Conclusões do Experimento[editar | editar código-fonte]

Como pode ser visto na imagem ao lado, a região mais afetada pela oxidação não é aquela que está em contato direto com a água. De fato, a região das esponjas de aço mais afetada pode ser identificada como aquela que estava tanto em contato direto com o ar quanto em contato direto com a água. Podemos ver que a esponja completamente submersa quase não sofreu nenhum dano visível, embora a água tenha escurecido com o aço dissolvido.

Podemos ver também que o pedaço que estava em contato direto com o ar sofreu danos em vários pontos de sua superfície e, como observação mais importante, a esponja de aço que estava metade submersa e metade não submersa sofreu oxidação exatamente na região que estava em contato tanto com a água quanto com o ar. Principalmente esta, e as demais observações nos levam a concluir que, de fato, a região que está em contato direto com a água e com o ar sofrerá uma maior oxidação e, essa deveria ser uma região preferencial para se colocar um metal de sacrifício.

Essas conclusões podem também ser levadas a aplicações mais diretas como, por exemplo, onde deveríamos colocar o metal de sacrifício no casco de um navio? A resposta, dada pelo experimento realizado, nos mostra que a região que estará sob a superfície da água é a melhor escolha, a fim de proteger o metal do casco da oxidação.


Referências

  1. a b CARVALHO, Geraldo Camargo de. Química Moderna, volume único. Editora Scipione (2000). Pág. 361. ISBN 8526230212

Ver também[editar | editar código-fonte]

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