Microlitíase testicular

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Microlitíase testicular

A microlitíase testicular é uma doença caracterizada pela presença de microcalcificações no interior dos túbulos seminíferos presentes no testículo. Sua patogênese é controversa e sua relevância clínica é incerta.[1] [2]

Esta doença geralmente é descoberta incidentalmente durante a ultrassonografia do escroto. Pode ser encontrada em indivíduos normais ou em associação a uma grande variedade patologias testiculares benignas e malignas, principalmente dos tumores testiculares.[1]

Dentre as patologias benignas, é descrita sua associação com a síndrome de Klinefelter, criptorquidismo, subfertilidade/infertilidade, infecções (tuberculose, filariose, etc), trauma, varicocele, cisto de epidídimo e neoplasias benignas, incluindo tumor carcinóide primário do testículo, teratoma maduro, tumor adenomatóide e tumor do cordão sexual-estroma. Dentre as neoplasias malignas, as microcalcificações foram observadas em casos de seminoma, teratoma maligno, tumor carcinóide metastático e carcinoma de células embrionárias.[1]

Em 1982, Ikinger e col.[3] , estudando 43 tumores testiculares demonstrou uma freqüência de 60% de microcalcificações nestes testículos e sugeriu que a microlitíase seria um sinal específico e precoce das neoplasias testiculares. Outros trabalhos, entretanto, defendem que esta associação seria casual, primeiro, pela ocorrência de microcalcificações nos testículos de pacientes com criptorquidismo e subfertilidade/infertilidade, fatores de risco conhecidos para o desenvolvimento destas neoplasias. E, segundo, pela presença de microcalcificações no testículo contralateral sem tumor.[4]

Estudos científicos não comprovam se a microlitíase pode ser considerada a causa de outras patologias. Entretanto, há evidências que justificam o acompanhamento ultrassonográfico dos pacientes portadores de microlitíase com a finalidade de diagnosticar precocemente os tumores testiculares.

Referências

  1. a b c Cristiane Abbehusen, José Marcelo Amatuzzi de Oliveira, Luzete Granero, Sérgio Ajzen e Jacob Szejnfeld. O Valor do Ultrassom na Microlitíase Testicular. Página visitada em 18 de abril de 2013.
  2. Gierke C.L.; King B.F.; Bostwick D.G.; Choyke P.L.; Hattery R.R. Large-cell Calcifying Sertoli Cell Tumor of the Testis: Appearance at Sonography. AJR 1994; 163:373-5.
  3. Ikinger U.; Wurster K.; Terwey B.; Mohring K. Microcalcifications in Testicular Malignancy - Diagnostic Tool in Ocult Tumor ? Urology 1982; 19(5):525-8.
  4. Hobarth K.; Szabo N.; Klinger H.C.; Kratzik C. Sonographic Appearance of Testicular Microlithiasis. Eur Urol 1993; 24:251-5.
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Ver também[editar | editar código-fonte]