Movimento de Libertação dos Sem Terra

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

O Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) é um movimento político-social brasileiro criado em 1994 que busca a reforma agrária.[1]

É tido como uma dissidência do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

A invasão do Congresso Nacional[editar | editar código-fonte]

No dia 6 de junho de 2006 cerca de 500 integrantes do movimento invadiram a Câmara dos Deputados e promoveram um quebra-quebra, que resultou em janelas, portas, aparelhos de Raio-X e mesas destruídas, assim como uma estátua do ex-governador Mário Covas derrubada e arremessada. Os integrantes do movimento também viraram um automóvel, que seria sorteado e estava no saguão da Câmara. Durante o episódio 24 pessoas ficaram feridas.

Presos inicialmente pela segurança do Congresso, mais de quinhentos integrantes do movimento foram conduzidos para um presídio da capital brasileira. Suas lideranças declararam, então, que o ocorrido fora uma reação a ataques dos vigilantes do parlamento e que não havia sido premeditada.

Estas informações foram contraditadas por apreensões feitas nas quais constavam uma fita de vídeo, que demonstrava de forma cabal que toda a agressão havia sido adrede planejada e levada a efeito consoante estratégias preparadas com grande antecedência. Numa agenda também recolhida como prova, anotações do dirigente maior indicavam que o próprio Governo Federal e o Partido dos Trabalhadores vêm financiando o Movimento. [carece de fontes?]

Por instâncias da própria polícia, cerca de 500 integrantes foram soltos, permanecendo encarcerados mais de quarenta indivíduos, cuja participação no ataque ao Congresso estaria embasada em provas robustas. As acusações variam, além das decorrentes da destruição do patrimônio público, à formação de quadrilha e tentativa de homicídio.

Em 11 de março de 2009, o Tribunal de Contas da União determinou o bloqueio dos bens de Bruno Maranhão e a aplicação de multas aos dirigentes do INCRA pelo repasse irregular de 5,8 milhões de reais, O Tribunal entendeu que os pagamentos do INCRA financiaram a invasão do MLST à Câmara dos Deputados em 2006.[2]

Referências

  1. Movimentos sem-terra. Veja.com. Página visitada em 8 de julho de 2011.
  2. TCU determina bloqueio de bens de líder sem terra Bruno Maranhão. Folha online. Página visitada em 8 de julho de 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre movimentos sociais é um esboço relacionado ao Projeto Ciências Sociais. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.