Museu Histórico de Londrina
| Estação de Londrina | |
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| [[Ficheiro:{{{pictograma}}}|120px|border|left]]{{{legenda_pic}}} | |
| Uso atual | Museu |
| Localização | Londrina, PR |
| Coordenadas | |
| Mapa | {{{osmlink}}} |
| Código | PR-1486 |
| Linha | Linha Ourinhos-Cianorte |
| Linhas | {{{linhas}}} |
| Administração | RFFSA |
| Inauguração | 28 de Julho de 1935 (76 anos) |
| Fechamento | 10 de Março de 1981 (30 anos) |
| Movimento em | Não disponível |
| Serviços | |
O Museu Histórico de Londrina Padre Carlos Weiss é um órgão suplementar da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Sua sede atual, o prédio da segunda estação ferroviária da cidade, se localiza no centro da cidade de Londrina, Paraná.
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[editar] História
O Museu Histórico de Londrina Padre Carlos Weiss foi inaugurado no dia 18 de setembro de 1970, na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Londrina. A partir de 1974, o museu é anexado à UEL como órgão suplementar, estando vinculado ao Centro de Letras e Ciências Humanas da universidade.
Em 10 de dezembro de 1986 o museu passa a ocupar o prédio que outrora pertencia à segunda estação ferroviária de Londrina, cedido pela Prefeitura. O edifício do hoje Museu Histórico apresenta linhas arquitetônicas caracteristicamente ecléticas.
[editar] Dados técnicos
O museu possui 4 setores:
- Setor de Imagem e Som
- Setor de Objetos
- Setor de Biblioteca e Documentação (1.500 títulos)
- Setor de Exposições (Permante e Temporária)
- A própria edificação em sí, é 100% visitável, constituindo-se um "setor informal"
O Museu Histórico de Londrina (MHL), é um órgão suplementar da UEL (Universidade Estadual de Londrina) e funciona de terças-feiras à domingos (fechado para almoço) na antiga Estação Ferroviária da R.V.P.S.C., a Rede de Viação Paraná-Santa Catarina e conta com estacionamento interno gratuíto para visitantes e turistas. Inaugurada ao tráfego de trens cafeeiros e de transporte de passageiros em 1950 (substituindo a então estação em madeira que se situava 150 metros adiante, já demolida), seu Estilo Eclético surgiu das pranchetas do jovem projetista de 22 anos, o curitibano Euro Brandão, à época, atuando como funcionário da RVPSC. Com dimensões tão grandiosas quanto o orgulho da próspera cidade que o complexo atendia, (raras de se observar em localidades que não são capitais), contava como apoio externo uma residencia permanente do Chefe da Estação em terreno adjascente, incluindo criadagem, louças e escritório de reuniões (já demolida), Caixas D´àgua, Linhas Mortas e amplo eixo longitudinal à beira-linha, com galpões de transbordo, despacho e armazenamento à granel (demolidos). Além do projetista Euro Brandão, Durval de Brito e Silva, Laércio Forbek e Lineu Ferreira do Amaral, também participaram na coordenação e detalhamento dos projetos técnicos. Com forte predominância do estilo Tardo-Normando, com predominância do Ecletismo, a edificação foi concluída pela firma Irmãos Thá Construtora Curitiba (PR) e exibe em sua Fachada Social (Sul) janelas de canto do Modernismo, blocos ciclópicos de Cantaría e Falsos Enxaiméis, além do imponente projeto estrutural da Cobertura, com peças de telhas francesas (feitas pela Cerâmica São Caetano) de forte inclinação, mais propícios à países com a presença de invernos rigorosos (com precipitação de neve). Os próprios técnicos da R.V.P.S.C. fizeram os cálculos estruturais do prédio e, com a passagem do último trem de passageiros(10 de Março de 1981), os arquitetos Antonio Carlos Zani e Jorge Marão iniciam os projetos de reciclagem do espaço ferroviário, hoje, atuando como Museu Histórico de Londrina, principal ponto turístico e fotográfico da cidade.
Várias estações ferroviárias pelo mundo, também foram recicladas posteriormente para servirem como museus, destacando-se, como exemplos, as seguintes:
a) GARE DÓRSAY: Nas margens do Rio Siena em Paris (França) do qual, além de seu acervo dedicado integralmente ao Séc. XIX, abriga patrimônios culturais complementares do Museu do Louvre.
b) ESTAÇÂO DA LUZ: No Brasil a imponente estação em estilo inglês neoclássico era a sede da então SPR, a São Paulo Railway, abrigando atualmente o Museu da Língua Portuguesa.
UMA CURIOSIDADE SOBRE O PROJETO DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE LONDRINA: Quando criança em Curitiba, Euro Brandão era fascinado com o estilo imponente de uma mansão em estilo germânico (normando) no bairro do Batel em Curitiba, que veio a se tornar a verdadeira fonte inspiradora do estilo adotado anos depois, para o desenho em nankin feito no papel vegetal da Estação Ferroviária de Londrina, ao contrário da crença reinante por décadas, de ter sido a estação de Victória, em Londres, o referencial. Esta mansão normanda em Curitiba, pertencia ao então madeireiro de auracária, João José Zattar e existe ainda hoje (2010), na Avenida Batel, N° 99 (antiga Rua Benjamin Lins, 999).
(FONTE: ₢ Christian Steagall-Condé, arquiteto do Museu Histórico de Londrina - PR - UEL/2011)