Pó de mico

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Conhecido como um tipo especial de pozolana, os esponjilitos e popularmente como pó-de-mico, os esponjilitos causam enormes ataques de coceira, por maior que seja a prudência, em quem se aproxima dos lugares nos quais se acumulam. O nome das pozolanas, por sua vez, vem de rochas vulcânicas encontradas na região de Pozzuoli, perto do monte Vesúvio, no sul da Itália.

Quando misturadas com cal, essas rochas, moídas, se transformam em cimento. Elas foram muito usadas pelos antigos romanos. O cimento usado no Coliseu de Roma tem material pozolânico em sua composição. Recentemente, o termo passou a ser aplicado também a produtos que têm a mesma utilidade. São pozolanas, por exemplo, escórias ácidas das usinas siderúrgicas, cinzas de termelétricas, rejeitos do craqueamento do petróleo, cinzas de resíduos vegetais e subprodutos da extração do carvão mineral.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

A Vagem da mucuna pruriens é recoberta com pelos (tricomas), dos quais se extraí o pó de mico

No Brasil, o pó de mico é oriundo dos tricomas que cobrem as superfícies das vagens de trepadeiras ou arbustos do gênero mucuna, conhecidos como olho-de-boi, mucunã, plantas que às vezes também são chamadas pó-de-mico. O tricoma destas plantas possui uma enzima proteolítica chamada mucunaína que provoca intensa coceira quando em contato com a pele. O pó-de-mico é usado na medicina popular para combater os vermes intestinais, ingerido misturado com mel. É também utilizado como brincadeira de mau gosto, onde é lançado sobre outra pessoa a fim de provocar coceira.

Onde Encontrar[editar | editar código-fonte]

É fácil encontrar essa substância em lojas de produtos espiritualistas ou que vendam produtos para a prática de Candomblé e Umbanda.