Pashtunistão

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Locais onde a língua pashtun é falada.

Pashtunistão (em pachto: پښتونستان; em farsi:پشتونستان; transl.: Pashtunistān) ou Pakhtunistão (em dari, urdu: پختونستان; transl.: Pakhtunistān) é o conceito de um país independente constituído pelas áreas dominadas pelos pashtuns no Afeganistão e Paquistão. A ideia esteve em voga durante a década de 1970; nacionalistas pashtuns acreditam que esta pátria histórica teria sido dividia em 1893 pela Linha Durand, uma fronteira traçada entre a Índia britânica e o território afegão.[1] .

Hoje em dia, no entanto, Pashtunistão é um termo que se refere a todas as áreas habitadas pelos pashtuns, e não carrega mais conotações separatistas, embora ainda contenha uma noção romantizada de uma terra pertencente aos pashtuns. Os pashtuns do Paquistão frequentemente se referem às províncias que habitam como Pakhtunkhwa, sem qualquer conotação nacionalista ou separatista, lutando apenas para que a província da Província da Fronteira Noroeste para este nome - que significa "Quarteirão Pashtun".

Os pashtuns formam o maior grupo étnico do Afeganistão; o pachto é a sua principal língua, falada por cerca de 80%. Concentram-se principalmente no sul e no leste do país. No Paquistão encontram-se na região já mencionada, no noroeste do país; a área paquistanesa do Pashtunistão compreende uma área que vai de Chitral, no norte (onde os pashtuns são uma minoria, e os khowar formam a maior parte da população) até Sibi, no sudoeste, incluindo intencionalmente a região etnicamente misturada do Baluquistão. As áreas majoritariamente pashtun do Paquistão ocidental incluem a Província da Fronteira Noroeste, as Áreas Tribais Administradas Federalmente, o Distrito de Mianwali e a parte norte do Baluquistão. O principal idioma falado nestas áreas é o pachto, porém um pequeno número de afegãos falantes do persa (dari) pode ser encontrado onde quer que refugiados afegães estiverem vivendo temporariamente.[2]

Após a invasão soviética do Afeganistão, em 1979, cerca de 5 milhões de refugiados, a maioria pashtuns, migraram para o Paquistão. Estes refugiados não são incluídos até hoje no número oficial de pashtuns no Paquistão, já que não são cidadãos paquistaneses, e possuem um prazo de permanência no país que vai até dezembro de 2009.[3] Em maio de 2008 ainda existiam dois milhões de refugiados afegães no Paquistão, a maior parte pashtuns.[4] .

Referências

  1. [1] Pakistan: Analyst Discusses Controversial 'Pashtunistan' Proposal
  2. "Pashtunistan." Encyclopædia Britannica. 2008. Encyclopædia Britannica Online. 29 Sep. 2008 <http://www.britannica.com/EBchecked/topic/445556/Pashtunistan>.
  3. http://www.irinnews.org/Report
  4. Two million Afghans still living in Pakistan: UN

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Ahmed, Feroz (1998) Ethnicity and politics in Pakistan. Karachi. Oxford University Press.
  • Ahmad, M.(1989) Pukhtunkhwa Kiyun Nahin by Mubarak Chagharzai; PP: 138-139
  • Amin, Tahir (1988) -National Language Movements of Pakistan. Islamabad Institute of Policy Studies.
  • Buzan, Barry and Rizvi, Gowher (1986), South Asian Insecurity and the Great Powers, London: Macmillan, p. 73.
  • Caroe, Olaf (1983) The Pathans with an Epilogue on Russia. Oxford University Press. page 464,465