Ponte de l'Alma

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48° 51′ N 02° 18′ E ← Coordenadas Ponte de l'Alma

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Ponte de L'Alma
Comprimento total 14 m
Largura 4 m
Geografia
Cruza Rio Sena
Localização Place de l'Alma, Paris, França
O túnel da Ponte de l'Alma

Ponte de l'Alma é uma ponte parisiense que cruza o Rio Sena, é famosa por ser cenário da morte da Princesa Diana em 31 de agosto de 1997.


História[editar | editar código-fonte]

Construção[editar | editar código-fonte]

A construção inicial da ponte ocorreu entre 1854 e 1856. Foi inaugurada por Napoleão III em 2 de Abril de 1856, Na época, cada um dos quatro pilares da ponte foi decorado com uma estátua de natureza militar: a Zouave e um granadeiro, por Georges Diebolt, e um skirmisher e um artilheiro, tanto esculpida por Arnaud.

Morte de Diana[editar | editar código-fonte]

Mais tarde naquela noite de sábado de 30 de agosto, a princesa e Fayed saíram do Hôtel Ritz, na Praça Vendôme, Paris, e ficaram juntos na margem norte do Sena. Pouco tempo depois, a 0:25 do dia 31 de agosto, a Mercedes-Benz S 280 deles (com câmbio manual) entrou no túnel abaixo da Praça de l'Alma em alta velocidade, seguido por nove fotógrafos franceses em motocicletas.

Na entrada do túnel, o carro deles perdeu o controle, desviou para a esquerda e colidiu diretamente com o décimo terceiro pilar que sustentava o teto, rodopiando até parar. Não havia contratrilhos entre os pilares para prevenir isso. Dois americanos que estavam em Paris ouviram a batida e correram para o local. Joanna Luz e Tom Richardson, ambos de San Diego, contaram à CNN que eles estavam caminhando pelo Sena quando ouviram uma explosão e tiros agudos vindos do túnel (estas testemunhas oculares não foram identificadas pela Scotland Yard).

Cquote1.svg Então eu e um homem alemão corremos até o túnel para ver se pudíamos ajudar alguém a sair do carro, e um outro alemão, no local, começou a correr acerca de nós para fora do túnel como se o carro fosse explodir, então retornamos e corremos para fora do túnel... mas quinze segundos depois voltamos .. os paparazzi fotografavam Cquote2.svg
Cquote1.svg Era um Mercedes azul, e o airbag estava no lado passageiro, e a buzina, depois da explosão houve uma buzina - por dois minutos, e eu pensei que era o motorista afundado no volante... Nós estávamos caminhando pelo rio Sena e ouvimos uma grande explosão... Cquote2.svg

Mesmo com as vítimas do acidente seriamente machucadas ou mortas dentro do carro destroçado, os fotógrafos continuaram a tirar fotos. Alega-se que Diana, em estado crítico, murmurou repetidas vezes: "oh, meu Deus", e, depois que os paparazzi foram retirados pelas equipes de emergência, que teria dito as palavras "me deixem em paz".

Dodi Fayed e Henri Paul tiveram morte instantânea. Trevor Rees-Jones estava ainda consciente e tinha sofrido múltiplos e sérios machucados no rosto. A perícia técnica, chamada Operation Paget confirmou que nenhum dos ocupantes do carro estava usando cinto de segurança no momento da colisão. Muitos especulam que, se Diana estivesse usando-o, seus ferimentos não teriam sido letais. A princesa ficou presa nas ferragens por cerca de uma hora, o teto foi cortado e ela pôde ser retirada viva. Depois de estabilizarem seus sinais vitais no local, Diana foi levada por uma ambulância ao Hospital Pitié-Salpêtrière, chegando lá pouco depois das 2:00 da madrugada. Apesar das tentativas de salvá-la, seus ferimentos internos eram muito extensos: devido ao choque contra o banco do ocupante, seu coração foi deslocado do lado esquerdo ao direito do seu peito, rompendo a veia pulmonar esquerda e o pericárdio, o que causou uma enorme hemorragia interna. Ela foi submetida a uma cirurgia de emergência, mas os danos eram irreparáveis. Duas horas mais tarde, às 4:00 da madrugada, devido ao choque hipovolêmico e à falência cardiorrespiratória, os médicos anunciaram que Diana havia falecido. Às 5:30, sua morte foi anunciada à conferência de imprensa feita por um doutor do hospital, Jean-Pierre Chevènement (ministro do Interior da França) e Sir Michael Jay (embaixador britânico da França).

Mais tarde naquela manhã, Chevènement, junto com Lionel Jospin, o então primeiro-ministro, com Bernadette Chirac, esposa do presidente Jacques Chirac, e com Bernard Kouchner, ministro da Saúde, visitaram o quarto de hospital onde estava Diana, já morta, a fim de prestar respeito. Depois de suas visitas, o arcediago anglicano da França, Pai Martin Draper, disse orações comendatórias do Livro de Oração Comum.

Por volta das 2:00 da madrugada, o Príncipe de Gales e as duas irmãs de Diana, Lady Sarah McCorquodale e Lady Jane Fellowes, chegaram em Paris; eles deixaram seu corpo noventa minutos depois.

Acesso[editar | editar código-fonte]

Localizado perto da estação de metro: Alma - Marceau.

Ver também[editar | editar código-fonte]