Diana, Princesa de Gales

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Diana
Princesa de Gales e Duquesa de Rothesay
Marido Carlos, Príncipe de Gales
Descendência
Guilherme, Duque de Cambridge
Henrique de Gales
Nome completo
Diana Frances Spencer
Casas Spencer (nascimento)
Windsor (casamento)
Pai John Spencer, 8.° Conde Spencer
Mãe Frances Shand Kydd
Nascimento 1 de julho de 1961
Sandringham, Inglaterra, Reino Unido
Morte 31 de agosto de 1997 (36 anos)
Paris, Ile-de-France, França
Enterro 06 de setembro de 1997
Althorp, Inglaterra, Reino Unido
Religião Anglicana
Assinatura
Brasão

Diana Frances Spencer (posteriormente Diana, Princesa de Gales, Sandringham, 1 de julho de 1961Paris, 31 de agosto de 1997), também conhecida mundialmente por Lady Di, foi uma aristocrata, filantropa e a primeira esposa de Charles, filho mais velho e herdeiro aparente de Elizabeth II do Reino Unido.[1] Seus dois filhos, os príncipes William e Harry, são respectivamente o segundo e o quarto (após o nascimento do príncipe George, seu neto) na linha de sucessão ao trono do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e de outros doze países da Commonwealth, tais como Canadá, Nova Zelândia, Antígua e Barbuda, Austrália, Jamaica e Bahamas.[2]

Após o seu casamento com o príncipe de Gales, Diana tornou-se uma das mulheres mais famosas do mundo, celebridade perseguida por paparazzi, um ícone da moda, ideal de beleza e elegância feminina, admirada por seu trabalho de caridade, em especial por seu envolvimento no combate à AIDS e na campanha internacional contra as minas terrestres.[3] [4] [5]

A sua trágica e inesperada morte ocorrida após um acidente de carro na cidade de Paris, em 1997, foi seguida de um grande luto público pelo Reino Unido e, em menor escala, pelo mundo. Seu funeral, realizado em setembro do mesmo ano, foi assistido globalmente por cerca de 2,5 bilhões de pessoas, tornando-se um dos eventos mais assistidos da história da televisão.[6]

Mesmo muitos anos após sua morte, a "princesa do povo" continua sendo uma celebridades frequente na imprensa, servindo de tema para muitos livros, jornais e revistas. Estima-se que seu nome seja citado, pelo menos, oito mil vezes por ano na imprensa britânica.[7]

Os vários biógrafos de Diana divergem-se quando o assunto é a decadência de seu casamento. Andrew Morton, por exemplo, culpa a "crueldade" de Carlos pelo fim do relacionamento deles, enquanto que Sally Bedell Smith aponta os supostos "distúrbios mentais" de Diana como sendo os responsáveis pelo desgaste da relação.[8] A jornalista Tina Brown, por sua vez, atribui o desastre à ingenuidade da princesa em uma ficção forjada pelos tabloides.[9]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Família, nascimento e infância[editar | editar código-fonte]

Lady Di durante o International Leonardo Prize, em 1995.

Descendente de aristocratas britânicos, filha do visconde Edward John Spencer e de Frances Shand Kydd, sendo assim Diana respectivamente neta dos nobres Albert Spencer, 7º Conde Spencer e Edmund Burke-Roche, 4.º Barão Fermoy. Diana Frances Spencer nasceu como a terceira filha do sexo feminino e penúltima do casal, em 1 de julho de 1961, na aldeia de Sandringham, no condado inglês de Norfolk. Seus pais demoraram uma semana para escolher seu nome, uma vez que eles esperavam um menino que fosse o herdeiro da família Spencer.[10] Ela teve quatro irmãos, sendo que um deles morreu assim que nasceu. São eles: John Spencer, Charles Edward Spencer e Elizabeth Sarah Lavinia.[11] [12] Diana foi batizada na igreja de Santa Maria Madalena, em Sandringham, pelo reverendo Percy Herbert e seus padrinhos foram John Floyd, presidente da Christie's, Mary Colman, Sarah Pratt e Carol Fox.[8]

Os pais de Diana se separaram em 1968, quando ela tinha oito anos de idade, por conta de um caso extraconjugal que sua mãe mantinha com o empresário Peter Shand Kydd. Como consequência, Diana e seu irmão Charles foram levados por sua mãe para viver em um apartamento no distrito de Knightsbridge, onde a princesa foi matriculada numa escola diária local.[10] No Natal do mesmo ano, Diana e seu irmão foram comemorar a data com seu pai, que se recusou a deixar os filhos retornarem à capital londrina com a mãe. Subsequentemente, em 1969, o casal disputou a custódia dos filhos na justiça. O juiz a concedeu ao pai, que foi apoiado por um depoimento de sua sogra contra Frances.[10]

A separação de seus pais, bem como os conflitos decorrentes desse fato, foi determinante para a infância "infeliz" da princesa.[13] [14] Pensando em não cometer os erros dos pais, Diana queria constituir uma família unida e feliz.[15] Biógrafos de Diana acreditam que ela desenvolveu uma doença mental decorrente de uma infância problemática. Tal fato, no entanto, é negado por parentes e amigos dela.[16]

Educação e juventude[editar | editar código-fonte]

Com a morte de seu avô paterno Albert Spencer, em maio de 1975, o pai de Diana tornou-se o oitavo Conde Spencer. Diana e suas irmãs, como resultado disso, receberam cada uma o título de lady, prerrogativa comum entre filhas de condes britânicos. Seu irmão Carlos tornou-se, por sua vez, o novo Visconde Althorp.[10] Pouco tempo depois, John Spencer e seus quatro filhos mudaram-se para Althorp, em Northamptonshire, a propriedade ancestral da família Spencer do século XVI, deixando Park House, que era alugada da família real.[17]

Diana frequentou, inicialmente, a Riddlesworth Hall, uma escola preparatória para meninas, na qual foi reconhecida pelo seu talento para as artes, em particular para a dança e para a música.[18] Diana também era uma excelente esportista, tendo praticado tênis, natação, hóquei e salto ornamental.[5] Seu pai depois a matriculou em West Heath Girl's School, em Sevenoaks, Kent, esperando que esta respeitável escola aproximasse Diana mais dos estudos e a afastasse do balé, que provavelmente era a maior paixão de sua infância e juventude. A princesa foi educada em West Heath por cinco anos, mas não passou em seus exames finais, mesmo em segunda tentativa e por isso foi transferida, em 1977, para a Instituto Alpin Videmanette, uma escola para moças que ficava na Suíça.[18]

Quando retornou à Inglaterra em 1978, aos dezessete anos, ela ganhou de seus pais um apartamento na cidade de Londres, para onde se mudou e, em setembro do mesmo ano, se matriculou em um curso de culinária francesa em Cordon Bleu, mesmo detestando o ofício. Com a ajuda de sua mãe, ela obteve um emprego como professora de balé no conhecido estúdio Vacani, onde trabalhou por pouco tempo.[19]

Embora fosse filha de nobres, ela trabalhou como uma mulher normal que procurava independência e realização pessoal. Entrou para a brigada da "fita de veludo encarnada", uma associação para mulheres da alta sociedade que procuravam seguir padrões e valores bastante liberais, sendo vulgarmente conhecidas como "Sloane Rangers".[20] Diana inscreveu-se em duas agências de emprego: Solve Your Problems e Knightsbridge Nannies, fazendo tarefas domésticas, como faxineira e babá, antes de se tornar professora do jardim de infância Young England School, em Pimlico.[20] [21]

A sua vida em Londres era tranquila: não ia a discotecas nem a festas extravagantes, optava por locais mais modestos e calmos, pois era tímida, insegura e sensível. Passava habitualmente os fins de semana em Althorp, junto de sua família e amigos. Lady Diana, numa entrevista, disse que naqueles anos queria se manter "tidy", uma expressão britânica usada para designar "virgindade", porque ela esperava alguém especial.[14]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 1978, Diana e sua irmã Sarah foram convidadas para o aniversário de trinta anos do príncipe Carlos. Numa carta para a sua babysitter, Mary Clarke, Diana revela que teria planejado, juntamente com os seus irmãos, Charles e Jane, casar a sua irmã mais velha, Sarah, com o príncipe Carlos[22]

Outro convite, desta vez feito pela rainha para uma semana de caça em Sandringham, veio em janeiro de 1979. Em julho do mesmo ano, Diana e sua irmã Jane foram convidadas pela Rainha para o Castelo de Balmoral, na Escócia.

Em agosto de 1979, um fato devastador para Carlos aconteceu: seu tio-avô e padrinho, Lorde Mountbatten, foi assassinado pelo IRA. Eles eram tão próximos que Mountbatten era visto como o "pai substituto" dele. Em um encontro com amigos mútuos, Carlos e Diana sentaram-se um do lado do outro e começaram a conversar alegremente até o assunto sobre o funeral de Mountbatten ser tocado. Diana disse:

Cquote1.svg

Você parecia tão triste (…) Meu coração ficava vazio enquanto via você daquele jeito, e eu pensei: 'Isso não está certo, você está completamente sozinho, você deveria ter alguém para cuidar de você.

Cquote2.svg

Dali em diante, a figura que Carlos tinha de uma amiga de infância em Sandringham , transformou-se definitivamente, e ele começou a procurá-la. Em fevereiro de 1980, foi a primeira vez que Diana passou um fim de semana em Sandringham sem a companhia de uma irmã, apenas da família real. Há rumores de que a então ex-namorada do príncipe, Camilla Parker Bowles (sua atual esposa), ajudou-o a escolher Diana Spencer como esposa. Camilla fazia parte do restrito círculo de amigos de Charles.

Noivado[editar | editar código-fonte]

A Princesa de Gales em 1987

As constantes aparições de Diana e Carlos juntos, começaram a atrair a atenção da imprensa, e o tabloide The Sun escreveu que um novo romance real tinha tido início. A cada momento que saía de seu apartamento, ela era seguida por jornalistas. No dia 6 de fevereiro, Charles combinou um encontro com Diana no Castelo de Windsor. Lá, ele falou o quanto sentiu sua falta durante uma viagem à Suíça e pediu a sua mão em casamento.

No dia 23 de fevereiro, depois de contar as novidades para a família e amigos, Diana saiu de seu apartamento em Coleherne Court e partiu para o Palácio de Buckingham, a fim de evitar a mídia. O Palácio de Buckingham anunciou o noivado no dia 24 de fevereiro de 1981. Diana ficou no palácio em companhia de dois empregados, mas não de seu noivo.

Uma semana antes do casamento, Diana assistiu a uma partida de pólo em que Charles estava jogando. Na arquibancada, ela começou a chorar novamente. Isso aconteceu um pouco depois que ela soube que seu noivo estava planejando entregar o bracelete a Camilla. O Palácio de Buckingham, em resposta, disse que foi exaustão. Apesar disso, Diana e Carlos tiveram bons momentos durante seu noivado e pareceram felizes juntos enquanto estavam nas ruas, cumprimentando o público.

Casamento[editar | editar código-fonte]

O casamento ocorreu na Catedral de Saint Paul em Londres, numa quarta-feira, no dia 29 de julho de 1981. A cerimônia contou com 3500 convidados (incluindo Camilla Parker Bowles e seu então esposo Andrew) e foi assistida por aproximadamente um bilhão de pessoas em todo mundo via satélite. Diana se tornou oficialmente Sua Alteza Real a Princesa de Gales e foi imediatamente elevada a terceira mulher mais importante da monarquia britânica, somente atrás da rainha Elizabeth II e da rainha mãe. Diana viajou a vários países em missões da família real britânica, em 1982, representou a rainha Elizabeth II no funeral da princesa Grace Kelly de Mônaco. O maior casamento real do século XX passou a ser comparado a um conto de fadas, e rapidamente a princesa conquistou o público com sua beleza, chamando, muitas vezes, mais atenção do que seu marido.

Crise[editar | editar código-fonte]
John Travolta e a Princesa de Gales dançando na Casa Branca

Entretanto, no palácio real, as tensões entre Carlos e Diana aumentavam constantemente. O príncipe estava sempre comprometido com seus deveres, e Diana estava sempre se sentindo solitária e suspeitava, cada vez mais, de que ele estaria tendo um caso extra-conjugal com Camilla Parker-Bowles. Em público, eles continuavam a aparentar um casal apaixonado. No meio da década de 1980, após o nascimento dos dois filhos do casal, Carlos passou a ficar mais tempo com seus amigos, incluindo Camilla, bem como a ficar mais tempo em Highgrove House, enquanto que Diana permanecia no Palácio de Kensington.

Para descrever o colapso do casamento entre Carlos e Diana, a mídia britânica e internacional chamou-a de Guerra dos Galeses. O nome deriva da Guerra das Duas Rosas, uma série de disputas entre a Casa de York e a Casa de Lencastre pelo trono inglês. A "Guerra dos Galeses" teve início no final dos anos 80, quando veio a conhecimento público que o casamento de Carlos e Diana estava arruinado. Chegou ao seu climax em 1992, quando o Príncipe e a Princesa de Gales formalmente se divorciaram.

Separação e divórcio[editar | editar código-fonte]

Os príncipes de Gales finalmente se separaram em 9 de dezembro de 1992. O divórcio foi finalizado em 28 de agosto de 1996. O acordo criado pelos advogados dos príncipes estabelecia que Diana poderia continuar vivendo no Palácio de Kensington; que a guarda dos príncipes Guilherme e Henrique seria dividida entre eles; e que uma quantia de £17 milhões de libras seria concedida a Diana. Uma carta-patente de Isabel II do Reino Unido de 21 de agosto de 1996 tornou oficial que todas as ex-esposas de príncipes britânicos perderiam o status de Sua Alteza Real depois do divórcio.

Quando Diana recebeu a notícia de que perderia seu título de "Sua Alteza Real", chorou muito, entretanto seu filho, Guilherme vendo que a mãe estava com depressão, lhe prometeu a devolução do título, quando fosse coroado. Após o divórcio seu título oficial passou a ser Diana, Princesa de Gales, foi mantida como sendo uma princesa britânica e foi mantida como membro da família real britânica já que era mãe, na época, dos 2º e 3º colocados na linha de sucessão da coroa britânica.

Morte[editar | editar código-fonte]

A Chama da Liberdade, que fica acima da entrada do túnel onde Diana morreu. Os fãs de Diana o decoram com cartazes, que são, por lei, removidos pelas autoridades francesas.

Em 31 de agosto de 1997, Diana morreu em um acidente automobilístico no túnel da Ponte de l'Alma, em Paris, França, quando era perseguida por sete paparazzis. Diana estava jantando com Dodi Al-Fayed,herdeiro da cadeia de lojas Harrods e então namorado da princesa,em um restaurante quando começou a perseguição por parte dos paparazzis.

No carro, Diana estava acompanhada de Dodi Al-Fayed e o motorista Henri Paul. A Mercedes-Benz S280 sedan deles bateu fortemente no 13° pilar do túnel. Como não havia barras metálicas entre os pilares, uma pequena mudança na direção do veículo poderia facilmente resultar numa colisão frontal.

O guarda-costas de Fayed, Trevor Rees-Jones, era o mais próximo do ponto de impacto e foi o único sobrevivente do acidente. Trevor também era o único ocupante do carro que estava utilizando o cinto de segurança - o que não é comum, pois guarda-costas precisam de livre movimento para proteger profissionalmente alguém [carece de fontes?]. Rees-Jones, depois de meses em coma no hospital, disse que não tinha lembranças do acidente.

Henri Paul e Dodi Al-Fayed morreram imediatamente, e Diana - sentada ao banco de trás - resvalou-se brutalmente durante o impacto e bateu no banco à sua frente, causando uma hemorragia interna e quebra de ossos (bacia e braço). Diana foi transportada para o Hospital Pitié-Salpêtrière, onde, apesar das numerosas tentativas de reanimação cardiorrespiratória, ela morreu às 4 da madrugada. Seu funeral, em 6 de setembro de 1997, foi assistido por aproximadamente dois bilhões de pessoas em todo o mundo.

No funeral de Diana, seu irmão Conde Spencer disse: Acima de tudo, nós agradecemos pela vida de uma mulher que tenho muito orgulho em poder chamar de minha irmã - a única, a complexa, a extraordinária a insubstituível Diana, cuja beleza, interna e externa, jamais se extinguirá de nossas mentes. Em 1997 o cantor Michael Jackson selecionou a canção Gone Too Soon na compilação Diana Princess of Wales Tribute em sua nobreza, pois em diversas ocasiões Michael nunca escondeu o quanto a admirava e amizade que tinham.

Legado[editar | editar código-fonte]

O interesse de Diana em ajudar as pessoas levou ao estabelecimento do Diana Memorial Award, prêmio conferido desde 1999 a jovens que têm demonstrado devoção e compromisso para com as causas advogadas pela princesa.[23] [24] Em 2002, Diana ficou em terceiro lugar, com pouco mais de treze por cento dos votos válidos, na lista dos maiores britânicos de todos os tempos, perdendo as duas primeiras colocações para Winston Churchill e Isambard Kingdom Brunel, primeiro e segundo colocados, respectivamente.[25] [26]

Cquote1.svg Ela foi o maior ícone mártir da fama. Ela morreu por causa disso Cquote2.svg
Lady Gaga sobre Diana[27]

Logo após a sua morte, foi criado o Fundo Memorial de Diana, Princesa de Gales, que tem como objetivo arrecadar dinheiro para dar continuidade ao trabalho humanitário desenvolvido por ela dentro e fora do Reino Unido. Foi dotado de doações feitas por pessoas ao redor do mundo nos dias e meses posteriores a sua morte. Estas totalizaram cerca de 20 milhões de euros, além de um adicional de 80 milhões gerados através de atividades comerciais - incluindo uma doação feita por Elton John e pela gravadora Polygram - gerado a partir da canção Candle in the Wind 1997 -, bem como a venda de produtos licenciados.[28] [29] [30] Os príncipes Guilherme e Henrique organizaram um concerto em homenagem a Diana, que foi realizado em 1° de julho de 2007, dia em que completaria 46 anos de idade.[31]

Filantropia[editar | editar código-fonte]

A princesa Diana tornou-se bastante conhecida por apoiar projetos de caridade, tanto antes como depois de seu divórcio. Ela foi madrinha de mais de cem instituições sociais e organizações de caridade e ajudava especialmente campanhas contra minas terrestres e combate à AIDS. Foi presidente dos hospitais Great Ormond Street e Royal Marsden Hospital, localizados em Londres, ambos especializados no tratamento de câncer. Por seus trabalhos filantrópicos, Diana recebeu diversos prêmios, entre eles o Nobel da Paz, por sua participação na "Campanha Internacional para a Eliminação de Minas".[32] [33] [34]

AIDS[editar | editar código-fonte]

Após se divorciar do príncipe Carlos, Diana afirmou que iria se ausentar das atividades humanistas, mas ela não conseguiu se ater a esta declaração por muito tempo.[32] Mesmo com os problemas pessoais pelos quais passava, Diana logo retomou suas atividades filantrópicas e se dedicou, em especial, aos projetos que tinham por objetivo combater a AIDS no planeta. Para arrecadar dinheiro para suas obras de caridade, ela muitas vezes dançou em bailes e até chegou a leiloar alguns de seus vestidos mais belos.[32] [35] Sua contribuição para mudar a opinião pública em relação aos portadores da doença foi lembrada em 2001 pelo então presidente americano Bill Clinton:[36]

Cquote1.svg Em 1987, quando muitos acreditavam que a AIDS poderia ser contraída através do toque, a Princesa Diana sentou-se numa cama onde deitava um aidético e segurou sua mão. Ela mostrou ao mundo que as pessoas com AIDS não mereciam o isolamento, mas sim compaixão. Isso ajudou a mudar a opinião do mundo, ajudou as pessoas com AIDS, e também ajudou a salvar as pessoas em risco Cquote2.svg

Minas terrestres[editar | editar código-fonte]

A luta contra as minas terrestres foi outro projeto que recebeu o apoio e o empenho de Diana.[37] Para promover suas ideias do quanto as minas terrestres causavam de prejuízos à humanidade, ela viajou para África, em janeiro de 1997, trabalhando como uma voluntária do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Diana visitou sobreviventes das explosões de minas terrestres em hospitais, excursionou projetos organizados pela HALO Trust e compareceu em aulas de conhecimento sobre minas terrestres que ameaçavam casas e vilarejos.[38] [39] [40]

Em agosto do mesmo ano, Diana visitou a Bósnia com o Landmine Survivors Network.[40] A princesa tinha interesse em evitar os prejuízos que as minas causavam às pessoas, especialmente às crianças. Como resultado do empenho de Diana, foi assinado, por apelo da Organização das Nações Unidas, o Tratado de Ottawa, que proíbe o uso, a produção, a estocagem e a transferência de minas terrestres.[41]

Títulos, honras e brasão de armas[editar | editar código-fonte]

Monograma Real

Títulos[editar | editar código-fonte]

  • 1961-1975: A Honorável Diana Frances Spencer (por ser filha de um Visconde)
  • 1975-1981: Lady Diana Frances Spencer (título herdado após seu pai ter se tornado conde)
  • 1981-1996: Sua Alteza Real a Princesa de Gales (títulos recebidos no casamento com o Príncipe de Gales)
  • 1996-1997': Diana, Princesa de Gales (após divórcio, mas ainda membro da família real)

O título completo de Diana, enquanto esteve casada com o príncipe Carlos, era "Sua Alteza Real a Princesa de Gales, Condessa de Chester, Duquesa da Cornualha, Duquesa de Rothesay, Condessa de Carrick, Baronesa de Renfrew, Senhora das Ilhas e Princesa da Escócia".

Honras[editar | editar código-fonte]

O brasão de armas da princesa Diana enquanto esteve casada.

Brasão de armas[editar | editar código-fonte]

Como esposa do Príncipe de Gales, Diana usava um brasão de armas que incluía o real brasão de armas do Reino Unido com um plano, um escudo e um letreiro do brasão de armas do principado de Gales (o brasão do Príncipe de Gales), juntando dois brasões em um escudo com o 1° e o 4° quarteis plano branco, e o 2° e o 3° quartéis suportando três douradas bandas entrelaçadas com três bandas sinistras em um fundo de cena vermelho desfigurado com três conchas (o brasão de armas do Conde Spencer, pai de Diana). Os guardiões foram um leão coroado dourado do Brasão de Armas Real e um grifo alado do brasão dos Spencer. O escudo teve a coroa do Príncipe de Gales. Seu lema era Dieu Defend le Droit (Deus defende o direito, em português), também usado no brasão dos Spencer.

Com o divórcio, Diana passou a usar o brasão da família Spencer coroado com uma pequena coroa real.

Antepassados[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Sangue azul já importa menos em casamentos reais (em Português) British Broadcasting Corporation. Página visitada em 21 de abril de 2012.
  2. O trono britânico - [Guia dos Curiosos] (em Português) O Guia dos Curiosos. Página visitada em 21 de abril de 2012.
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  4. A novela da pessoa mais famosa do mundo (em Português) Diário de Notícias. Página visitada em 21 de abril de 2012.
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  7. Dez anos depois, Diana ainda está nas manchetes (em Português) British Broadcasting Corporation. Página visitada em 21 de abril de 2012.
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  41. Lady Di A Princesa do Povo (em Inglês) Revista EcoFênix. Página visitada em 21 de abril de 2012.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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