Coreia do Sul

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대한 민국
大韓民國

(Daehan Minguk)
República da Coreia / Coréia
Bandeira da Coreia do Sul Brasão da Coreia do Sul
(Bandeira) (Brasão de armas)
Lema nacional
널리 인간을 이롭게 하라
"Trazer benefícios a todas as pessoas"
Hino
Aegukga
(hino patriótico)
Imagem:LocationSouthKorea.png
Capital
(e maior cidade)
Seul
37° 32' N, 126° 57' E
Língua oficial coreano
Governo
- Presidente
- Primeiro-ministro
República presidencialista
Lee Myung-bak
Han Seung-soo
Estabelecimento
- Gojoseon
- Declaração de independência
- Libertação
- Primeira República
- Reconhecimento pelas Nações Unidas

   3 Out. de 2333 a.C.


   1 Mar. de 1919 (de jure)
15 Ago. de 1945
15 Ago. de 1948

12 Dez. de 1948

Área
- Total


- Água (%)


99.646 km² (108º)
38.492 sq mi
0,3
População
- est. Fev. de 2007
- Densidade



49.024.737 h. (25º)
480 h/km² (18º)
1.274 /sq mi
PIB (PPC)
- Total
- Per capita
est. 2006
$1,180 trilhão[1] (11º)
$24.200 (34º)
IDH (2006) 0.912 (alto) (26º)
Moeda Won sul-coreano (KRW)
Fuso horário


- Verão (DST)

Korea Standard Time (UTC+9)
não observado (UTC+9)
Código Internet .kr
Código telefónico +82

A República da Coreia (português europeu) ou Coréia (português brasileiro) , geralmente conhecida por Coreia ou Coréia do Sul, é um país asiático que ocupa a metade sul da península da Coreia. Limitada a norte com a Coreia do Norte, a leste com o mar do Leste (mar do Japão), a sul com o estreito da Coreia, através do qual faz fronteira com o Japão, e com o mar da China Oriental e a oeste com o mar Amarelo, do outro lado do qual se estende a China. Além da parte continental e de muitas ilhas costeiras, inclui também as ilhas de Cheju, no Mar da China Meridional, e de Ullung, no Mar do Leste. Capital: Seul. A flor nacional da Coréia do Sul é o hibisco-da-síria.

Índice

[editar] História

Ver artigo principal: História da Coreia do Sul

Depois do fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, as superpotências do mundo dividiram a Coréia em duas zonas de influência, seguindo-se, em 1948, a instalação de dois governos: um norte comunista, apoiado pela URSS e China, e um sul capitalista apoiado pelos Estados Unidos. Em Junho de 1950 começou a Guerra da Coreia. O sul, apoiado pelos Estados Unidos, e o norte apoiado pela União Soviética acabaram por atingir uma situação de impasse e foi assinado um armistício em 1953, dividindo a península ao longo da zona desmilitarizada, próxima do paralelo 38, que tinha sido a linha de demarcação original.

A partir daí, a República da Coreia, no sul, sob o governo autocrático de Syngman Rhee e a ditadura de Park Chung Hee, alcançou um rápido crescimento económico. A agitação civil dominou a política até que os protestos tiveram sucesso em derrubar a ditadura e instalar uma forma de governo mais democrática nos anos 80. Uma reunificação das duas Coreias tem permanecido no centro da política do país, muito embora ainda não tenha sido assinado um tratado de paz com o Norte. Em Junho de 2000 realizou-se uma histórica primeira conferência Norte-Sul, como parte da "política do Sol" sul-coreana, apesar de um aumento recente de preocupação com o programa de armas nucleares da Coreia do Norte.

[editar] Política

Ver artigo principal: Política da Coreia do Sul

A Coréia do Sul é uma república semi-presidencialista. O chefe de estado da República da Coréia é o presidente, eleito por voto directo popular para um único mandato de cinco anos. Além de ser o mais alto representante da república e o comandante-em-chefe das forças armadas, o presidente também tem consideráveis poderes executivos e nomeia o primeiro-ministro depois de aprovado pelo parlamento, além de também nomear e presidir o Conselho de Estado, ou governo.

O parlamento coreano, unicameral, chama-se Assembleia Nacional, ou Gukhoe (국회). Os seus membros servem em mandatos de quatro anos. A legislatura tem actualmente 299 lugares, dos quais 243 são eleitos por voto regional e os restantes são distribuídos por votos de representação proporcional. O corpo judiciário mais elevado é o Supremo Tribunal, cujos juízes são nomeados pelo presidente com o consentimento do parlamento.

A 12 de Março de 2004, a Assembléia Nacional Sul-coreana votou a destituição de Roh Moo-hyun devido a acusações de fraude eleitoral e incompetência. O voto foi de 193-2, com os partidários de Roh abstendo-se de votar. Os membros do Partido Uri, favorável a Roh, bloquearam o plenário por três dias para evitar o voto, até que foram retirados à força pelos legisladores da oposição e os guardas de segurança. As atribuições do Executivo de Roh foram suspensas até uma decisão final feita pelo Tribunal Constitucional e o primeiro-ministro Goh Kun dirigiu o país como Presidente em exercício.

A tentativa da Assembléia Nacional para destituir Roh encontrou forte resistência. Apesar da popularidade de Roh estar em cerca de 30% devido a agitação social, a alegação de ilegalidades na eleição presidencial de 2002, a criação de um novo partido e freqüentes informações falsas, levaram muitos coreanos a pensarem que a destituição era uma medida muito severa e a popularidade de Roh subiu rapidamente para 50%, após a assembléia ter votado pelo seu impeachment. O resultado da eleição parlamentar de abril de 2004 mostrou o apoio popular a ele, com o Partido Uri ganhando a maioria das cadeiras.

Em 14 de maio de 2004, o Tribunal Constitucional derrubou a decisão de impeachment, devolvendo a Roh a presidência do país, e Roh teve seu prestígio aumentado após esse episódio.

Em Dezembro de 2007, Lee Myung-bak, antigo presidente do município de Seul e ex-executivo da Hyundai, vence as eleições presidenciais.

[editar] Subdivisões

Ver artigo principal: Subdivisões da Coréia do Sul

A Coréia do Sul está subdividida em nove (9) províncias e sete (7) regiões municipais.

[editar] Geografia

Ver artigo principal: Geografia da Coreia do Sul

A Coréia forma uma península que se estende ao longo de 1100 km desde a sua junção com o resto da Ásia e que é flanqueada pelo mar Amarelo a oeste e pelo Mar do Leste (mar do Japão) a leste e termina no Estreito da Coréia e no mar da China Meridional, a sul. A paisagem da metade sul consiste de cadeias montanhosas parcialmente cobertas de floresta, a leste, separadas por vales profundos e estreitos, e de planícies costeiras densamente povoadas e cultivadas, a sul a e oeste.

O clima local é relativamente temperado, com a precipitação a ser mais forte no verão, durante uma breve estação chuvosa chamada jangma, e com invernos que podem por vezes ser muito frios. A capital e maior cidade da Coréia do Sul é Seul, no noroeste do país. Outras cidades principais são Incheon, situada perto de Seul, Daejeon, localizada no centro do país, Gwangju, situada no sudoeste e Daegu e Busan, localizadas no sueste.

[editar] Economia

Ver artigo principal: Economia da Coréia do Sul
Seul, capital e maior cidade do país.
Seul, capital e maior cidade do país.

A Coréia do Sul possui a décima segunda maior economia do mundo (14ª pela paridade de poder aquisitivo) e a terceira maior da Ásia, atrás apenas do Japão e da China (e da Índia, por PPA). Sendo principal dos tigres asiáticos, o país atingiu um rápido crescimento econômico com a exportação de manufaturados, um forte contraste em relação à estagnação econômica da Coréia do Norte, que piorou com o colapso da União Soviética. O PIB per capita da Coréia do Sul é cerca de 12 vezes maior que o norte-coreano.[2]

Na década de 1950, a Coréia do Sul era um dos países mais pobres da Ásia.[3] Ao final da Segunda Guerra Mundial, o país herdou um sistema econômico colonial projetado apenas para as necessidades japonesas. Grande parte da infra-estrutura do país foi destruída durante a Guerra da Coréia (1950-1953).[4] Após a guerra, a Coréia do Sul tornou-se muito dependente do auxílio norte-americano.[5]

Após o golpe militar liderado pelo general Park Chung-hee em 1962, a Coréia do Sul embarcou numa série de planos qüinqüenais para o desenvolvimento econômico. A ênfase foi direcionada ao comércio exterior com a normalização das relações com o Japão em 1965 e houve uma subseqüente "explosão" no comércio e nos investimentos, seguida de uma rápida expansão das indústrias leves e pesadas nas décadas de 1960 e 1970. Durante esse período, a economia sul-coreana cresceu numa média anual de 8,6%.[6]

Esse crescimento fenomenal é muitas vezes chamado de "milagre do Rio Han", que é o principal rio que passa pela capital e maior cidade do país, Seul. Nas décadas de 1980 e 1990, o crescimento continuou enquanto a Coréia do Sul transformava-se de exportadora de tecidos e sapatos em um grande produtor global de automóveis, eletrônicos, navios e aço e, mais tarde, campos de alta-tecnologia, como monitores digitais, celulares e semicondutores.

Centro Comercial da Coréia.
Centro Comercial da Coréia.

O modelo sul-coreano de encorajar o crescimento de companhias grandes e competitivas internacionalmente através de financiamento fácil e incentivos fiscais levaram à dominância dos conglomerados controlados por famílias, conhecidos como chaebol, que cresceram com o apoio do regime Park.[7] Algumas viraram corporações globais, como Hyundai, Samsung, Daewoo, LG e Pantech. Em 2004, combinando tudo isso, a Coréia do Sul entrou no "clube das economias globais trilionárias".[8]

Desde a crise financeira asiática de 1997, o cenário empresarial mudou consideravelmente, resultado de grandes falências e reformas do governo. A crise expôs fraquezas persistentes na economia sul-coreana, como um setor financeiro indisciplinado e elevados empréstimos estrangeiros, o que acabou levando a duas rodadas de reestruturamento financeiro e econômico, em 1997 e em 1999, após o colapso da Daewoo.[9] O colapso da empresa foi considerado uma das maiores falências da história.[10] Em 2003, somente metade dos 30 maiores chaebol de 1995 ainda restavam.[11]

Entre 2003 e 2005, o crescimento econômico moderou-se para cerca de 4% ao ano.[12] Uma queda no poder aquisitivo do consumidor, atribuída a enormes dívidas pessoais no sistema de cartões de crédito, foi ofuscado pelo crescimento de exportações, especialmente para a China. Em 2005, o governo propôs uma reforma na legislação trabalhista e um esquema de pensão corporativa para ajudar a deixar o mercado de trabalho mais flexível, assim como novas políticas no mercado imobiliário para amenizar a especulação imobiliária.[13]

KTX, o trem expresso de alta velocidade da Coréia do Sul.
KTX, o trem expresso de alta velocidade da Coréia do Sul.

Uma inflação moderada, baixo nível de desemprego, muitas exportações e boa distribuição de renda caracterizam a economia da Coréia do Sul.[14] [15] [16]Uma recente reunião histórica de três dias entre o presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun, e da Coréia do Norte, Kim Jong-il, firmou um acordo de reconciliação permanente e pela aproximação econômica entre os dois países. O último encontro havia sido realizado em 2000 e uma multidão recebeu os dois presidentes na capital norte-coreana. O documento de oito pontos estipula que "O sul e o norte compartilham da opinião de que devem encerrar o atual sistema de armistício e criar um sistema permanente de paz".

Desde que a península coreana foi dividida entre Norte e Sul, pelo acordo contra-revolucionário entre a burocracia da URSS e o imperialismo mundial, após a guerra da Coréia entre 1950 e 1953, até hoje os dois países permanecem tecnicamente em guerra. Existem cerca de dois milhões de soldados na fronteira entre os dois países. As negociações pretendem também iniciar um processo de acordo de paz com a participação de outros países, como EUA e China. Pela primeira vez em 50 anos trens de carga poderão funcionar entre os dois países.

[editar] Demografia

Ver artigo principal: Demografia da Coreia do Sul

A população da Coréia é uma das mais homogêneas, étnicamente e linguisticamente, do mundo. A única minoria é uma pequena comunidade chinesa, se bem que as pessoas cujos pais são casais mestiços (por exemplo, filhos de soldados americanos ou de homens de negócios europeus) sejam encaradas como uma minoria e frequentemente discriminadas (por exemplo, pelas crianças na escola). Coreanos viveram na Manchúria durante muitos séculos e são hoje uma minoria na China, e Josef Stalin enviou milhares de coreanos de Vladivostok e Khabarovsk, contra a sua vontade, para a Ásia Central (na antiga União Soviética), enquanto que a maioria da população coreana do Japão foi levada para o país como trabalhadores forçados durante o período colonial (entre 1910 e 1945).

A instabilidade política, social e económica na Coreia do Sul levou muitos sul-coreanos a emigrar para outros países, em particular os Estados Unidos da América, Canadá e o Brasil. A Califórnia tem um número muito alto de coreanos e coreano-americanos: bem mais de um milhão de pessoas.

[editar] Cultura

Ver artigo principal: Cultura da Coreia do Sul
Feriados
Data Nome em português Nome local Observações
Romanizado Hangul Hanja
1 de janeiro Ano-Novo Sinjeong 신정 新正  
1º mês e 1º dia do calendário lunar Ano-Novo Lunar Seolnal 설날   Geralmente no início de fevereiro; feriados de três dias consecutivos
1 de março Dia do Movimento de Independência Samil Jeol 3.1절
(삼일절)
三一節 Em comemoração ao "movimento de 1º de março", um movimento nacional que buscava a independência, ocorrido em 1919 em protesto contra a colonização japonesa
5 de maio Dia das Crianças Uhrininal 어린이날   Conhecido por "Dia dos Meninos" até 1975
8º dia, 4º mês do calendário lunar Aniversário do Buda Bucheonim Osinnal 부처님
오신날
釋迦誕辰日 Geralmente no fim de maio; também chamado de 석가 탄신일
6 de junho Dia da Memória Hyeonchung-il 현충일 顯忠日  
17 de julho Dia da Constituição Jeheonjeol 제헌절 制憲節 A primeira constituição proclamada em 1948
15 de agosto Dia da Independência Gwangbokjeol 광복절 光復節 Independência, encerrando em 1945 a colonização japonesa
8º mês, 15º dia do calendário lunar Dia de Ação de Graças Chuseok 추석 秋夕 Geralmente no fim de setembro; feriados de três dias consecutivos
3 de outubro Dia da Fundação Gaecheonjeol 개천절 開天節 "Festival da Abertura do Paraíso" (Ver Dangun.)
25 de dezembro Natal Seongtanjeol 성탄절 聖誕節 Também conhecido como 크리스마스

[editar] Referências

  1. https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/ks.html#Econ
  2. According to 2005 US government estimates (North: $1700; South: $20,400).GDP - Rank order - per capita (PPP). CIA Factbook. Página visitada em 2006-10-06.
  3. Working in South Korea. College Journal (Wall Street Journal). Página visitada em 2006-09-16.
  4. North Korean History. Michigan State University (Windows on Asia). Página visitada em 2006-09-16.
  5. Cumings (1997), 305-307; Nahm (1996), p. 448.
  6. Yang (1999), p. 594.
  7. See ch. 6 in Cumings (1997).
  8. Korea, South. CIA Factbook. Página visitada em 2006-10-06.
  9. KOIS (2003), pp. 238-239.
  10. [1]
  11. 18 out of 30, according to Country Studies: South Korea. The Economist (2003-04-10). Página visitada em 2006-04-06.
  12. GDP - Rank order - Real Growth Rate. CIA Factbook. Página visitada em 2006-09-15.
  13. Anti-Speculation Measures. Hankooki Ilbo. Página visitada em 2006-09-15.
  14. Field Listing - Inflation Rate - (consumer prices). CIA Factbook. Página visitada em 2006-09-15.
  15. Field Listing - Unemployment Rate -. CIA Factbook. Página visitada em 2006-09-15.
  16. Field Listing - Exports. CIA Factbook. Página visitada em 2006-09-15.

[editar] Ver também

Ferramentas pessoais
Outras línguas