Pesquisa e desenvolvimento

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O termo pesquisa e desenvolvimento (P&D) ou investigação e desenvolvimento (I&D) tem um significado comercial importante que é independente da associação tradicional com pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

Em geral, atividades de I&D são conduzidas por unidades especializadas ou centros de pesquisa de empresas, universidades ou agências do Estado.

No âmbito comercial, "pesquisa e desenvolvimento" normalmente se refere a atividades de longo prazo e/ou orientadas ao futuro, relacionadas a ciência ou tecnologia, usando técnicas similares ao método científico sem que haja resultados pré-determinados mas com previsões gerais de algum benefício comercial.

Estatísticas de organizações voltadas para "I&D" podem expressar o estado de uma indústria, o grau de competitividade ou a taxa de progresso científico. Algumas medidas comuns incluem: valor do investimento em pesquisa, número de patentes ou número de publicações de seus funcionários.

Valores financeiros são boas medidas, pois eles são continuamente atualizados, podem ser públicos e refletem riscos.

Nos Estados Unidos, o valor médio destinado a pesquisa e desenvolvimento no setor industrial é de 3,5% das receitas. Empresas de alta tecnologia como um fabricante de computadores em geral gastam 7%. A Allergan (uma empresa de biotecnologia) está no topo da lista investindo 43,4% das receitas em I&D. Qualquer empresa que investe mais de 15% é exceção e em geral recebe reputação de ser uma empresa de alta tecnologia. Muitas empresas desta categoria são do ramo de medicamentos, como a Merck (14,1%) e a Novartis (15,1%). Mas muitas são do ramo de engenharia, como a Ericsson (24,9%).

Empresas que investem ou dependem muito de pesquisa e desenvolvimento costumam ser vistas como empresas de alto risco porque a flutuação no lucro é bastante atípica. Em geral estas firmas prosperam apenas em mercados onde os clientes possuem necessidades extremas, como remédios inovadores (muitas vezes experimentais), instrumentos científicos, mecanismos críticos para segurança (como os usados na aviação) e equipamento bélico (incluindo armamentos). Estas necessidades extremas justificam o alto risco de falha em projetos.

Na indústria bélica, por exemplo, o primeiro lote de vendas tem um custo de fabricação que é 10% a 15% do valor gasto em I&D. Nesta indústria, 90% dos projetos não produz qualquer produto utilizável. Ainda assim estes projetos fornecem informações vitais para que futuros projetos sejam bem sucedidos.

Empresas de alta tecnologia exploram formas de reutilizar tecnologias avançadas de maneira a amortizar melhor os custos em pesquisa. Elas muitas vezes usam processos de fabricação avançadas, caras certificações em segurança, software embarcado especializado, CASE, desenhos eletrônicos e subsistemas mecânicos.

Notas[editar | editar código-fonte]

Pesquisa e desenvolvimento podem ser considerados como um processo de redução de incerteza ou aprendizado. O caso desempenha um grande papel na pesquisa e desenvolvimento e muitos projetos usam esforços paralelos para lidar com a incerteza. O custo de um projeto de desenvolvimento em particular depende do tamanho e complexidade do produto a ser desenvolvido; do grau de avanço do desempenho em que se baseia; do estoque de conhecimentos básicos, materiais e componentes e do tempo de desenvolvimento. (Masnfiel)

Investigação e Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Este tema tem sido alvo de vários estudos económicos. É apontado como uma das soluções para que as empresas tenham um crescimento sustentado e acima das suas congéneres. A importância deste tema já se traduz em números e serve de comparação entre países. Para que se possa perceber e relativizar compara-se a despesa total em I&D por produto nacional bruto. Estes gastos não são exclusivos de nenhum sector em especial e são efectuados pelo Estado ou pelas Empresas. Estudo apresentado por Marc Melitz (Universidade de Princeton)refere que a maior produtividade das empresas exportadoras em relação às não exportadoras se deve ao maior investimento em I&D. A importância deste tema leva a que os governos anunciem o investimento realizado nesta área como factor critico de sucesso. Em Portugal os dados apresentados pelo governo em 2008 referem que o valor neste ano foi de 1.51% do PIB, mas muito abaixo da média da OCDE 2.28% do PIB. O estado Português tentou incentivar este tipo de investimento no sector privado tendo criado incentivos económicos de várias naturezas, resultou, dados apresentados pelo Ministério da Ciência Tecnologia e ensino Superior refere que o valor de 1.51% do PIB foi o melhor de sempre e deste valor as empresas cntribuíram com 0.76% (valor bastante expressivo já que triplicou desde 2005). Torna-se quase imperativo continuar a estimular as empresas para retirarem parte do investimento para I&D como solução para um continuo e renovado crescimento.

Fontes[editar | editar código-fonte]