E-business

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acrónimo do inglês Electronic Business (negócio eletrônico), é o termo que se utiliza para identificar os negócios efetuados por meios eletrônicos, geralmente na Internet. Muitas vezes é associado ao termo comércio eletrônico.[editar | editar código-fonte]

Pode-se definir e-business como negócios feitos pela da Internet no sentido mais amplo da palavra negócio, desde contatos diretos com consumidores, fornecedores como também análises de mercado, análises de de informações sobre o macroambiente, pesquisa de mercados, etc.

Conjunto de sistemas de uma empresa que se interligam e interagem com os sistemas de diversas outras empresas servindo como a infraestrutura do e-Commerce (comércio eletrônico).

E-business tem como aplicação a criação de sistemas capazes de prover comunicação entre empresas, agilizando o processo de compra e venda entre elas. Existem inclusive sistemas que fazem pedido automáticos para outras empresas de acordo com o seu estoque de produtos, facilitando assim todo o processo de fabricação e venda, melhora a disponibilidade de produtos de acordo com a demanda.

Processo de análise e diagnóstico de uma estratégia de E-business[editar | editar código-fonte]

Enquadramento do negócio[editar | editar código-fonte]

A estratégia de e-business deve iniciar-se com um profundo conhecimento do negócio que se irá iniciar ou alterar. A primeira reflexão deverá incidir sobre o que se pretende com o novo negócio ou o que sustenta o actual modelo de negócio que é necessário reformular.

O gestor de projecto deverá refletir conjuntamente com os diversos departamentos da empresa sobre o seguinte conjunto de questões :

  • Em que sector se localiza o negócio que pretendo iniciar ou reformular?
  • Qual o actual posicionamento da empresa no mercado que se insere?
  • Quem são os abc concorrentes?
  • Quem são os potenciais concorrentes?
  • Qual o perfil dos actuais clientes da empresa?
  • Qual o perfil dos potenciais clientes da empresa?
  • Quantos são e quem são os principais fornecedores da organização?
  • Qual é a dimensão económica da empresa?
  • Qual é o desempenho económico-financeiro da empresa?
  • Que recursos financeiros dispõem a empresa para implementar uma estratégia de e-business?
  • Qual o numero de colaboradores da empresa?
  • Qual é o nível de qualificação dos colaboradores?
  • Qual a actual cobertura geográfica dos negócios da empresa?
  • Qual a cobertura geográfica futura dos negócios?
  • A empresa já internacionalizou a sua actividade ou pretende fazê-lo?
  • Qual a estratégia de crescimento dos negócios da organização?

Experiência na economia digital[editar | editar código-fonte]

Neste processo de análise e diagnóstico, será fundamental aferir qual a familiaridade, envolvimento e abertura de toda a organização para um processo Web.

Será também importante elencar o grau de conhecimento sobre estas matérias por parte dos quadros superiores da organização, de forma a ser implementado um programa de formação adequado aos gestores indicados e eventualmente a toda a empresa.

Caso a empresa já possua um site, deverá efectuar uma descrição o mais exaustiva possível das suas lacunas ou limitações.

As questões mais importantes a colocar são as seguintes:

  • A empresa já possui um site?
  • Em caso afirmativo, quando foi lançado?
  • O novo site é uma evolução do anterior ou pretende incluir novas funcionalidades?
  • Quem foi o responsável pela concepção do site actual?
  • Quais as falhas mais importantes do site actual?
  • Quais as limitações mais importantes do actual site?
  • Quais os objectivos dos conteúdos do site actual?

Objetivos[editar | editar código-fonte]

Os objectivos que estão por detrás de uma presença Web, deverão enquadrar os conteúdos, a imagem gráfica, a funcionalidade e a tecnologia de suporte ao site.

É de extrema importância que a organização esteja segura dos objectivos que pretende atingir com a sua presença na Web. No limite mínimo o seu objectivo será o de marcar uma presença meramente institucional.

O nível de sofisticação digital deverá estar de acordo com as necessidades da empresa, da sua estratégia, do seu posicionamento e ainda da sua capacidade financeira.

Os objectivos da presença na Web poderão ser de diversa ordem como a redução de custos, aumento de receitas, entre muitos outros.

Uma presença na Web poderá permitir um conjunto de objectivos / processos que são:

Conclusão[editar | editar código-fonte]

Após a definição da estratégia, mas antes da sua implementação, a empresa deverá validar a solução encontrada a partir das seguintes questões:

  • Existe algum concorrente actual ou potencial com uma presença na internet como a que foi definida pela empresa?
  • Em que módulos ou processos se pretende que a presença na Web seja mais eficiente que os actuais processos de negócio??

Etapas fundamentais de uma estratégia de E-business[editar | editar código-fonte]

Objetivos da estratégia[editar | editar código-fonte]

A empresa deverá recolher e tratar um conjunto de informações, nomeadamente sobre o mercado onde irá actuar, sobre os seus concorrentes, clientes, fornecedores, parceiros e fornecedores da solução de e-business. Após o tratamento da informação, a empresa deverá definir os seguintes aspectos:

  • Reavaliar a visão e a missão da empresa;
  • Analisar o sector ou negócio que irá abordar;
  • Identificar os actuais concorrentes da empresa e a sua posição competitiva;
  • Constituição ou não de uma empresa Web separada da actual;
  • Definir se pretende globalizar os negócios;
  • A empresa deverá fixar objectivos, pretende ser líder, challanger, ou abordar um nicho de mercado.

Formulação da estratégia E-business[editar | editar código-fonte]

Após a obtenção dos resultados provenientes da análise sectorial e da posição competitiva, a empresa pode definir e formular estratégias e planos de comércio electrónico mais específicos e realistas.

As questões fundamentais que se levantam quando da formulação de uma estratégia e-business são os seguintes:

  • Como descobrir oportunidades estratégicas ou de negócio?
  • Qual o modelo de negócio adequado?
  • Qual a solução técnica a utilizar?
  • Qual a melhor a análise custo / beneficio e a melhor análise de risco do investimento?

Implementação da estratégia[editar | editar código-fonte]

  • Desenvolvimento de planos detalhados de forma a atingir os grandes objectivos estratégicos.
  • Planeamento adequado de forma a adequar a empresa às mutações do mercado.
  • Constituir uma equipa Web e atribuir tarefas funcionais.
  • Implementação de projectos-piloto.
  • Planeamento dos recursos necessários / disponíveis.
  • Selecção de parceiros.
  • Como coordenar o B2B (business to business) e ou B2C (business to consumer).

Avaliação da estratégia[editar | editar código-fonte]

A avaliação dos resultados produzidos deverá ser monitorizada periodicamente, de forma a verificar se a organização caminha em direcção às metas estratégicas definidas.

Aspectos fundamentais a acompanhar:

  • Verificar se o projecto e a estratégia Web fornecem os resultados esperados;
  • Verificar se a estratégia e o projecto são adequados e viáveis no ambiente actual;
  • Reavaliar / validar a estratégia inicial;
  • Identificar os eventuais fracassos o mais cedo possível e determinar os motivos do insucesso.

Como medir os resultados?

  • A avaliação do desempenho terá que ser efectuada de uma forma objectiva e clara.
  • Deverão ser utilizadas métricas comparativas (benchmarks) para os diferentes departamentos relacionados com a concepção e implementação do projecto.

Alguns exemplos de análise da avaliação do projecto:

  • Tempo de resposta às consultas dos clientes;
  • Qualidade de resposta;
  • Nível de segurança e fiabilidade;
  • Tempo de download;
  • Pontualidade de cumprimento dos pedidos;
  • Período de actualização de informação;
  • Disponibilidade;
  • Eficácia e navegabilidade.

Aspectos a considerar numa estratégia de E-business[editar | editar código-fonte]

Um dos erros habituais nas empresas, quando adoptam uma estratégia de e-business é o da liderança e implementação do processo. Contrariamente ao desejável grande parte das soluções são concebidas pelos departamentos de TI ( Tecnologias de informação), sem a participação activa dos diversos departamentos da organização.

O erro acima indicado provoca a concepção e implementação de soluções por vezes de elevada qualidade técnica, mas que no entanto estão totalmente desajustadas às necessidades das empresas e dos seus parceiros e como consequência não produzem o retorno desejado.

Uma estratégia de e-business só poderá produzir eficácia se for transversal a toda a organização e se contar com um envolvimento activo da alta direção.

Será importante analisar toda a cadeia de valor da empresa de forma a obter o maior nível de integração, transversalidade e criação de valor.

Uma correcta estratégia de e-business deverá ainda considerar aspectos fundamentais como a estratégia da organização, o cenário económico, financeiro, o portfólio de produtos da empresa e o seu ciclo de vida, as necessidades e a satisfação dos seus clientes, a legislação nacional e internacional, conhecimento dos procedimentos dos concorrentes e a envolvente tecnológica.

As capacidades e arquitectura do hardware e software são fundamentais para o sucesso da estratégia de e-business, pois permitirão ou não uma navegação amigável, segura, rápida, adequada a todos os intervenientes do processo. A responsabilidade técnica da solução deverá ficar a cargo do departamento de tecnologias e informação (TI) da empresa, no entanto com completa colaboração e envolvimento de todos os departamentos.

Iniciativas possíveis de uma estratégia de E-business[editar | editar código-fonte]

As acções ou iniciativas que uma organização poderá implementar ou adoptar são muito díspares e variam de organização para organização, no entanto será importante considerar os seus objectivos estratégicos, o modelo de negócio, o nível de internacionalização da empresa, os recursos disponíveis, o seu posicionamento.

Abaixo enuncia-se as acções mais utilizadas, nas organizações com maior sofisticação digital.

  • E-Sales: Permite a optimização da força de vendas, pela da troca de informação por meios electrónicos, melhorando e acelerando processos de forma a um melhor aproveitamento das oportunidades de mercado. Torna viável um maior suporte á equipa de vendas que normalmente actua no exterior da empresa e uma melhoria da coordenação com os outros departamentos da companhia.
  • E-Know-How: Gestão do Know-How e do capital de conhecimento de uma empresa, procurando que este seja partilhado e rentabilizado pela organização de uma forma global. O conhecimento, as experiências e habilidades dos colaboradores, são disponibilizados verdadeiramente a toda a equipa, com o objectivo da satisfação dos objectivos da companhia e de todos os stakeholders.
  • E-Collaboration: Consiste num trabalho conjunto na organização pela utilização da ferramenta intranet. Para parceiros considerados estratégicos como fornecedores, clientes poderá ser disponibilizado um serviço extranet de forma a permitir um melhor planejamento, coordenação, inovação de processos e práticas de negócio para que as tomadas de decisão sejam mais eficazes.
  • E-Service: Fornecimento aos clientes de suporte técnico e comercial além do já vulgar aconselhamento on-line sobre produtos e serviços (pré-venda e pós-venda). Este serviço permite a redução de custos, torna mais flexível o suporte aos clientes, gera cross selling (venda cruzada), fidelização dos clientes, melhoria das margens de comercialização, diferenciação e consequentemente incremento do valor acrescentado. A oferta do auto-serviço ou auto-atendimento beneficia o cliente porque passa a deter um maior controlo sobre todo o processo e beneficia a empresa, porque reduz os seus custos operacionais.
  • E-Commerce: Estamos perante uma dos instrumentos mais utilizados na economia digital, que permite a compra e venda de produtos e serviços via Web, podendo essas transacções revestir a forma business to business - B2B (empresa para empresa) ou business to consumer - B2C (empresa para consumidor final).
  • Supply Chain Management: Controle de fluxos de materiais, serviços e informação que percorrem toda a cadeia de valor da empresa, permitindo uma diminuição de custos, aumento da velocidade e transparência dos processos e redução de estoques.
  • CRM (customer relationship management): Esta é uma das ferramentas fundamentais para as organizações que pretendem ser inovadoras e diferenciadoras nos mercados que abordam, pois a oferta de produtos e serviços é inúmera, os clientes são cada vez mais sofisticados e com menos propensão a consumir produtos massificados. O CRM é um poderoso meio de gestão de relacionamento com os clientes, tornando possível estabelecer relações de uma forma individual e personalizada, sendo ainda possível utilizar a informação para posteriormente tratar outros clientes de uma forma diferenciada. A partir deste conceito a empresa amplia a sua capacidade de comercializar produtos e serviços com maior valor acrescentado, sendo possível praticar o marketing one to one. De uma forma geral os clientes premeiam esta abordagem, pois os produtos comercializados e os serviços prestados satisfazem de uma forma mais adequada as suas necessidades. O CRM utilizado de uma forma eficaz permite uma interação com os clientes de diversas formas ou por diversos meios. Uma abordagem CRM sofisticada e integrada aborda o cliente por meios como a internet, SMS, telemarketing, cartões de fidelização e outros meios disponíveis.
  • EDI (Electric data interchange): O EDI na prática consiste na transferência de dados entre empresas, por meio de redes públicas e privadas, tornando possivel a partilha de informação e bases de dados entre diversas organizações.
  • E-Community: É uma forma de interacção entre funcionários, clientes, fornecedores, parceiros e outros membros de uma comunidade, em torno de temas de interesse comum por meio de chat, fórum, ou blog.

Desenvolver uma estratégia de E-business[editar | editar código-fonte]

Vantagens de adoção de uma estratégia de[editar | editar código-fonte]

Questões Éticas e Legais em e-business[editar | editar código-fonte]

O comércio eletrônico permite novas formas e práticas do uso das informações dos clientes. Para proteger dados dos usuários é preciso observar leis e padrões éticos, com relação ao uso das inovações tecnológicas.

Privacidade[editar | editar código-fonte]

Os sistemas de pagamento eletrônico geralmente são informações de seus computadores e desta forma tem que proteger seus dados e identidade. No ano de 1890, o membro da Justiça da Corte Suprema dos Estados Unidos, LOURIS BRANDEIS , declarou que “ o direito de ser deixado sozinho’’ é um dos mais abrangentes direitos e o mais valioso para o homem civilizado, basicamente o direito trata-se do afastamento da visão pública. Com os sistemas de informação, a privacidade lida com o conjunto e uso ou mal uso de dado. Dados constantemente são coletados e armazenados sobre cada um de nós. Esses dados são frequentemente distribuídos em redes facilmente acessíveis e sem nosso conhecimento ou consentimento. Privacidade no trabalho O direito à privacidade no trabalho é também uma questão importante. Existe um conflito entre aos direitos dos funcionários que querem privacidade e os interesses das empresas que exigem conhecer mais sobre os funcionários.

Privacidade de e-mail Leis federais permitem que os empregadores monitorem os e-mail enviados e recebidos pelos funcionários, além do mais mensagens de e-mail apagadas dos discos rígidos podem ser também podem recuperadas e usadas em processos legais pela a lei da descoberta(obrigação de apresentar os dados na fase prejulgamento) aonde exigem que a empresas revelem todos os documentos relevantes do negocio.

Privacidade na internet

Uma solução potencial para a privacidade do consumidor é a tecnologia de varredura chamada plataforma de referências de privacidade que é proposta para proteger os usuários de sites que não oferecem o nível de proteção de privacidade desejado. Em 1998, foi elaborada a lei de proteção à privacidade de crianças on –line , essa lei dirigida a websites que fornecem entreterimento às crianças , exigindo –lhes colocar politicas abrangentes de privacidade em seus sites .

Lei de privacidade de 1974 aplica-se apenas a certas agências federais, a lei tem como objetivo fornecer certas salvaguardas para pessoas contra a invasão de privacidade .

Lei Gramm-Leach-Bliley de 1999, exige que todas as instituições financeiras protejam e garantam os dados não públicos dos consumidores contra o acesso ou não autorizado

Privacidade no trabalho[editar | editar código-fonte]

O direito à privacidade no trabalho é também uma questão importante. Existe um conflito entre aos direitos dos funcionários que querem privacidade e os interesses das empresas que exigem conhecer mais sobre os funcionários.

Privacidade de e-mail[editar | editar código-fonte]

Leis federais permitem que os empregadores monitorem os e-mail enviados e recebidos pelos funcionários, além do mais mensagens de e-mail apagadas dos discos rígidos podem ser também podem recuperadas e usadas em processos legais pela a lei da descoberta(obrigação de apresentar os dados na fase prejulgamento) aonde exigem que a empresas revelem todos os documentos relevantes do negocio.

Privacidade na internet[editar | editar código-fonte]

Uma solução potencial para a privacidade do consumidor é a tecnologia de varredura chamada plataforma de referências de privacidade que é proposta para proteger os usuários de sites que não oferecem o nível de proteção de privacidade desejado.

Em 1998, foi elaborada a lei de proteção à privacidade de crianças on –line , essa lei dirigida a websites que fornecem entreterimento às crianças , exigindo –lhes colocar politicas abrangentes de privacidade em seus sites .

Lei de privacidade de 1974 aplica-se apenas a certas agências federais, a lei tem como objetivo fornecer certas salvaguardas para pessoas contra a invasão de privacidade .

Lei Gramm-Leach-Bliley de 1999, exige que todas as instituições financeiras protejam e garantam os dados não públicos dos consumidores contra o acesso ou não autorizado.

Rastreamento Web[editar | editar código-fonte]

Os arquivos de registro em log são as fontes principais em que os negócios eletrônicos obtém informações dos visitantes sobre como seus usuários utilizam o site. A aplicação analítica dos arquivos de registros em log é entregar os dados registrados num provedor de serviços de aplicativos, ou instalar em um programa possível de extrais informações importantes dos arquivos internos.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Wikinomics - Don Tapscott[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Turban, Efraim. Tecnologia da informação para gestão: em busca do melhor desenvolvimento de estratégicas operacionais. 8 ed. ed. Porto Alegre: Bookmann, 2013. ISBN 978-85-8260-014-6.