Bienal de Veneza

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Detalhe da exposição (2001).
Detalhe da exposição, edição especial 2011-2012 [1]

A Bienal de Veneza (em italiano: Biennale di Venezia) é uma exposição internacional de arte realizada bianualmente desde 1895 em Veneza, Itália.

O nome "Bienal" deriva-se, naturalmente, da frequência bienal na qual se realizam os vários eventos, com exceção do Festival de Veneza, realizado anualmente.

Divisões da mostra[editar | editar código-fonte]

A Bienal organiza exposições multidisciplinares subdivididas em setores:

Também há o setor do Arquivo Histórico de Arte Contemporânea (Archivio Storico delle Arti Contemporanee-ASAC) que tem como objetivo a conservação do patrimônio da Bienal, em todos os seus âmbitos.

Historia da Bienal[editar | editar código-fonte]

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A iniciativa para criar a Bienal surgiu de um grupo de intelectuais venezianos chefiados pelo prefeito de Veneza da época, Riccardo Selvatico.

A primeira Bienal foi realizada em 1895; o carro chefe das primeiras edições eram as artes decorativas. O evento foi adquirindo se caráter internacional nas primeiras décadas do século XX: a partir de 1907, vários países começaram a instalar pavilhões nacionais na exposição. Depois da Primeira Guerra Mundial, a Bienal mostrou um interesse cada vez maior pelas inovações da Arte Moderna. Entre as duas grandes guerras, vários artistas modernos[vago] tiveram seus trabalhos ali exibidos.

A partir da edição de 1907 começaram a surgir um certo número de complexos (cerca de 27) criados por conceituados arquitetos (entre os quais Carlo Scarpa, James Stirling, Alvar Aalto, Bruno Giacometti, o grupo milanês B.B.P.R.).

Em 1930, o controle da Bienal passou da municipalidade de Veneza para o governo nacional Fascista. Nos anos 30, vários novos setores do evento foram criados: o Festival de Música em 1930, o Festival Internacional de Cinema em 1932 e Festival de Teatro em 1934. A partir de 1938, os Prêmios começaram a ser distribuídos na setor de arte.

Depois de uma pausa de 6 anos durante a Segunda Guerra Mundial, a Bienal foi restabelecida em 1948 com uma atenção voltada para os movimentos de avant-garde europeus e, depois os movimentos de arte contemporânea internacionais. O Expressionismo abstrato foi introduzido nos anos 50, Pop Art nos anos 1960. De 1948 à 1972, o arquiteto italiano Carlo Scarpa fez uma série de mudanças notáveis nos espaços de exposição da Bienal.

Os protestos de 1968 marcaram uma crise para a Bienal; os Grande Prêmios foram abandonados e deu-se mais ênfase às exposições temáticas ao invés das exposições monográficas. A edição de 1974 foi inteiramente dedicada ao Chile, como um grande protesto cultural contra a ditadura de Augusto Pinochet. Novos prêmios - Leão de Ouro, como os prêmios para a Mostra Internacional de Arte Cinematográfica de Veneza - foram criados; a arte pós-moderna entrou em cena com a crescente variedade e popularidade das exposições.

Em 1980 realizou-se pela primeira vez uma edição da Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza sob a direção de Paolo Portoghesi, abrindo pela primeira vez o espaço do Arsenal de Veneza.

A Bienal de Arte passa ser realizada em anos alternados aos da Exposição de Arquitetura.

Também em 1980 Achille Bonito Oliva e Harald Szeemann introduziram o "Aperto", uma seção de exposição imaginada para explorar a arte emergente. O historiador de arte italiana Giovanni Carandente dirigiu as edições de 1988 e 1990. Uma pausa de três anos foi intencionalmente feita para que a edição de 1995 coincidiria com o centenário da Bienal de Veneza. A edição de 1993 foi dirigida por Achille Bonito Oliva enquanto Jean Clair e Germano Celant foram nomeados como diretores às edições de 1995 and 1997 respectivamente.

Em 1999 e 2001, Harald Szeemann diriegiu duas edições em sequência (48a e 49a) trazendo uma representação maior de artistas da Asia e da Europa do Leste e um maior número de jovens artistas. Ele expandiu as mostras em vários novos espaços recém restaurados do Arsenal.

A 50ª edição, dirigida por Francesco Bonami, teve o número recorde de sete co-curadores, incluindo Hans Ulrich Obrist, Catherine David, Igor Zabel, Hou Hanru e Massimiliano Gioni.

A 51ª edição a Bienal abriu em Junho de 2005, tendo pela primeira vez duas curadoras, Maria de Corral eRosa Martinez. De Corral organizou "A Experiência da Arte" na qual incluiu 41 artistas, desde velhos mestres a figuras mais jovens. Rosa Martinez ocupou-se do Arsenal com "Sempre um Pouco a Frente". Baseado no "mito do viajante romântico" sua exposição envolveu 49 artistas, variando do elegante ao profano.

Na 51.ª Bienal, a artista americana Barbara Kruger foi premiada com o "Leão de Ouro" por sua obra completa.

Em 2007, Robert Storr houve o primeiro diretor americano de uma edição da Bienal. Ela foi intitulada Pense com os Sentidos – Sinta com a Mente. Arte no Tempo Presente. Naquele ano, o México gteve a sua primeira presença oficial na Bienal com a exposição do artista Rafael Lozano-Hemmer no palacio Van Axel.

O curador sueco Daniel Birnbaum foi escolhido para diretor artístico da edição de 2009 (53a Bienal).

A Bienal de Veneza teve diversas reformas. A primeira no ano de 1973 transformando-se em "Ente Autónomo do Estado" formulando um novo estatuto. Em fevereiro de 1998 foi publicado da Gazzetta Ufficiale o decreto de reforma que privatiza a Bienal que passa a er uma "Rmpresa de cultura". A última reforma foi em 2004 transformando a Bienal em "fundação".

Presidente da Bienal, nomeado em janeiro de 2008, é Paolo Baratta

Os pavilhões[editar | editar código-fonte]

A Bienal é instalada em numerosos pavilhões representando os artistas e os diferentes países convidados. Pela primeira vez, durante a 52ª Bienal (em 2007), houve um pavilhão africano.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

O cinema e a arte contemporânea são as categorias premiadas a cada edição da Bienal. Entre os prêmios é conferido o Leão de Ouro.

Referências

  1. Vittorio Sgarbi, Lo Stato dell'Arte, Moncalieri (Torino), Istituto Nazionale di Cultura, 2012

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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