Profecia de Berchán

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A Profecia de Berchán é um poema histórico relativamente extenso escrito em irlandês médio. O texto está preservado na Real Academia da Irlanda, sob a referência MS 679 (23/G/4), junto com algumas cópias modernas. Foi escrito provavelmente no século XII, ou um pouco mais tarde, mas pretende ser uma profecia feita na Alta Idade Média.

O texto é composto de 205 estrofes em debide[1] , duas das quais estão danificadas (128, 168). Está dividido em duas partes. O reputado autor da primeira parte (estrofes 1-96) é um abade irlandês chamado Berchán, de quem o nome do poema se origina. A primeira parte consiste de uma história do próprio mosteiro de Berchán, uma recontagem dos ataques viking, e as descrições dos reinados de dezenove reis da Irlanda.

A segunda parte (estrofes 97-206) é apresentada como uma profecia anônima desenvolvida em torno da morte de São Patrício no século V, profetizando a vida de Columba e do rei Áedán mac Gabráin, e de vinte e quatro reis escoceses, a começar por Cináed mac Ailpín (morto em 858) e indo até Domnall Bán (morto em 1097). O poema é muito indireto na sua identificação dos reis da Escócia, e usa um grande número de obscuras imagens poéticas e metáforas. Ao contrário dos reis da Irlanda na primeira parte, não há glosas que acompanham os nomes dos reis. Contudo, os reis escoceses mencionados podem ser identificados, e este testemunho é útil. O poema é uma das fontes mais importantes para a história da Escócia, no período que cobre.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • (em inglês) Anderson, Alan Orr, Early Sources of Scottish History: AD 500-1286', 2 Vols, (Edimburgo, 1922), Vol. I., pp. Xxxiv-v
  • (em inglês) W.F. Skene Chronicles Of The Picts,Chronicles Of The Scots, And Other Early Memorials Of Scottish History. H.M General Register House Edinburgh (1867) Reimpresso por Kessinger Publishings's (2007) ISBN 1432551051 para uma tradução parcial em inglês (relacionada aos reis da Escócia) da "Profecia de São Berchán" p.79-105.

Notas

  1. Em debide (literalmente "cortado em dois"), as quadras são divididas em dois dísticos, os dois versos de cada dístico rimando entre si, Encyclopædia Britannica

Referências