Quarto em Arles
| Quarto em Arles |
| Vincent van Gogh, outubro de 1888 |
| óleo em tela |
| 72 × 90 cm |
| Museu Van Gogh, Amsterdã |
Quarto em Arles é um quadro do impressionista holandês Vincent van Gogh, pintado em outubro de 1888. A obra é, sem dúvida, uma das mais conhecidas obras do artista e até mesmo do mundo.[1]
O famoso quadro retrata o quarto que Vincent van Gogh alugou na "casa amarela", na cidade de Arles, na França, país onde trabalhou durante quase toda a sua existência. Pintou a obra mais de duas vezes, cerca de um ano depois, enquanto estava internado no hospício de Saint-Rémy-de-Provence.[1]
Hoje a obra original está exposta no Museu van Gogh em Amsterdã, Países Baixos.
Índice |
[editar] Segunda versão da pintura
| Quarto em Arles (2ª versão) |
| Vincent van Gogh, setembro de 1889 |
| óleo em tela |
| 73 × 92 cm |
| Instituto de Artes de Chicago |
A segunda versão da pintura encontra-se no Instituto de Artes de Inglaterra.
[editar] Terceira versão da pintura
| Quarto em Arles (3ª versão) |
| Vincent van Gogh, setembro de 1889 |
| óleo em tela |
| 56.5 × 74 cm |
| Museu de Orsay |
Van Gogh, a pedido de seu irmão Theo, fez uma cópia de Quarto em Arles em 1889. A "cópia", entretanto, não é exata; nota-se o uso de tons mais azuis que o original, redução da ênfase das fendas no assoalho, bem como diferenças em dois porta-retratos nas paredes.
Essa tela atualmente encontra-se no Museu de Orsay, em Paris.
[editar] Sobre
Desta vez é muito simplesmente o meu quarto, aqui tem de ser só a cor a fazer tudo; dando através da simplificação um maior estilo às coisas, deverá sugerir a idéia de calma ou muito naturalmente de sono. Em resumo, a presença do quadro deve acalmar a cabeça, ou melhor, a fantasia.
– Van Gogh
Embora buscasse a impressão de tranquilidade em seu quadro, este reflete a tensão, a solidão e desarreigamento de Van Gogh na ocasião da pintura. Os objetos do quarto não tem relação entre si, o piso aparenta cair para frente, a janela está entreaberta, os quadros pendem em direção à cama, os móveis em diagonal, tudo parece refletir o caos em que Van Gogh mergulhara.[1]