Quatro ocupações

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Pintura de Tang Yin que retrata um proprietário de terras com duas cortesãs.

As quatro ocupações ou quatro categorias do povo[1] (chinês simplificado: 仕农工商, chinês tradicional: 仕農工商) foram uma estrutura hierárquica social desenvolvida na antiga china por estudiosos do legalismo ou do confucionismo e que existia desde a Dinastia Chou. É considerada uma parte central da estrutura social da filosofia Fengjian.[2] Em ordem decrescente, a hierarquia determinava os shi (estudiosos donos de terras), os nong (camponeses fazendeiros), os gong (artesões) e os shang (comerciantes).[2] Estas categorias abrangentes eram muito mais uma idealização do que uma realidade prática, devido à comercialização da sociedade chinesa nos períodos Sung e Ming, que ofuscou as linhas que dividiam essas quatro distinções sociais.

Este sistema não esteve presente em todos os outros grupos sociais existentes na China pré-moderna. A definição da identidade da classe shi mudou com o passar do tempo, de uma casta de guerreiros para uma elite intelectual aristocrática e, finalmente, para uma elite estudiosa burocrática com menos ênfase na arcaica linhagem nobre. Havia ainda uma fusão gradual dos mercadores ricos e dos proprietários de terras, culminando no período mais tardio da dinastia Ming.

Este sistema de ordem social foi utilizado por todos os países bastante afetados pela cultura chinesa. Em japonês, chamam-se as classes de "Shi, nō, kō, shō" (士農工商, shinōkōshō?), em coreano "Sa, nong, gong, sang" (사농공상) e em vietnamita "Sĩ, nông, công, thương" (士農工商). A maior diferença na adaptação sempre foi a definição do shi (士).

Referências

  1. Brook, 72.
  2. a b Fairbank, 108.