SnoRNA

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SNORD73 (RF00071).

Small nucleolar RNAs (snoRNAs) são uma classe de pequenas moléculas de RNA que conduzem modificações químicas (metilação ou pseudouridilação) em RNAs ribossomais (rRNAs) e outros genes de RNA (tRNAs e outros pequenos RNAs nucleares).

O processamento do pré-RNA é realizado com a ajuda de um grande número de pequenos RNAs nucleolares (snoRNAs) que são agrupados com proteínas particulares para formar partículas chamadas pequenas ribonucleoproteínas nucleolares (snoRNPs). Os snoRNPs associam-se ao precursor do rRNA antes que ele seja completamente transcrito, realizando cortes enzimáticos em zonas específicas do transcrito. Todas estas alterações ocorrem após a incorporação dos nucleotídeos ao RNA nascente, isto é, pós-transcripcional.

Apesar da origem dos snoRNA ainda não ser algo certo, pensa-se que estes provêem dos intrões do mRNA. Muitas vezes, os intrões que não seriam transcritos para sintetizar proteínas, seriam transformados em snoRNAs, ficando com função catalítica. Esta teoria explica, assim, a importância, até agora, desconhecida dos intrões.

O tamanho da cadeia dos snoRNAs é variado, entre 60 a 300 nucleotídos. A variedade de tamanhos das cadeias pressupõe, pela parte dos snoRNAs, assumir variadas funções.

Vários snoRNAs foram descobertos anos atrás porque estavam presentes em quantidades relativamente grandes. Mais recentemente foi encontrada uma classe diferente de snoRNAs, em menor concentração, cujas cadeias são relativamente mais longas e que são complementares a secções do transcrito rRNA - são chamados, por isso snoRNAs antiparalelos.

Cada snoRNA antiparalelo liga-se a um porção específica do pré-rRNA para formar uma estrutura dupla, que serve como local de reconhecimento para enzimas que modificam um nucleotídeo em particular na sequência do pré-rRNA. Se o gene codificador de um desses snoRNAs é perdido, um dos nucleotídeos do pré-rRNA não sofre o processo de modificação enzimática.

Recentes estudos revelam que os snoRNAs, ao serem combinadas com proteínas para formar snoRNPs, não possuem sequências suficientes na sua cadeia para que sejam complementares da cadeia de rRNA, que portanto não será cortada.

Hipoteticamente, os snoRNAs ao juntarem-se a outras proteínas fora do complexo ribossómico, irão suportar outras funções bem distintas. A mais recente descoberta constatou que os snoRNAs não têm só como funções a modificação do rRNA e dos spliceossomal RNAs. Têm também como função a regulação do splicing alternativo em transcrições em forma de trans.