Splicing alternativo

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Splicing alternativo produz duas isoformas da proteína.

Splicing alternativo é um processo pelo qual, durante a expressão génica, exões de um transcrito primário são clivados em locais diferentes na molécula de RNA recém sintetizada, as enzimas que exercem essa função de splicing são sustentadas pelo domínio do braço de carboxila do complexo da RNA polimerase II, deste modo com as diferentes composições dos íntrons que foram removidos, os mRNA maduros são compostos de bases com sequências diferentes, implicando assim em códons diferentes e consequentemente em polipeptídeos com sequências de amino ácidos distintas, o que constitui proteínas de diferentes funções que foram codificadas por um mesmo gene. [1] . Em muitos casos, o processo de splicing pode criar várias proteínas únicas por variações no splicing do mesmo transcrito primário.

A descoberta de apenas 30 000 genes em humanos não reflete a dimensão correta do número possível de proteínas a serem sintetizadas. O splicing alternativo permite que uma única fita de RNA mensageiro recém-sintetizada sofra diversas possibilidades de processamento, aumentando consideravelmente o número total possível de proteínas.

Splicing alternativo (também conhecido como splicing diferencial) é um processo regulado durante a expressão gênica que resulta na codificação de múltiplas proteínas por um mesmo gene. Nesse processo, certos exons podem ser incluídos ou excluídos do RNAm produzido por tal gene. Consequentemente, as proteínas traduzidas dos RNAm que sofreram o splicing alternativo serão diferentes quanto às suas sequencias de aminoácidos e em certos casos até mesmo quanto às suas funções biológicas.Esse processo permite que o genoma humano sintetize muito mais proteínas do que as derivadas dos seus 20.000 genes codificadores de proteínas.

Nos organismos eucarióticos, o splicing alternativo ocorre normalmente, o que é muito bom, pois aumenta a diversidade de proteínas que podem ser codificadas por um genoma que em alguns casos é limitado. A forma mais comum do splicing alternativo é o “exon skipping”, que consiste em “saltar” a leitura das partes malformadas do gene.

A produção de RNAm através do splicing alternativo é regulada por um sistema de proteínas que se ligam a sítios de ação durante a transcrição primária. Essas proteínas incluem ativadores do splicing, que promovem o uso de um sítio específico de splicing, e também incluem inibidores de splicing, que reduzem o uso de um sítio específico. Os mecanismos do splicing alternativo variam muito e novos exemplos têm sido constantemente descobertos. 

A descoberta de apenas 30 000 genes em humanos não reflete a dimensão correta do número possível de proteínas a serem sintetizadas. O splicing alternativo permite que uma única fita de RNA mensageiro recém-sintetizada sofra diversas possibilidades de processamento, aumentando consideravelmente o número total possível de proteínas.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ricardo Godinho, Ivan Keogh e Roland Eavey (2003) Perda auditiva genética. , Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, 69 (1). doi:10.1590/S0034-72992003000100016.

Referências

  1. Strachan, Tom; Read, Andrew. Human Molecular Genetics (em inglês). 4ª. ed. New York: Garland Science, 2011. 781 pp. p. 373-374. ISBN 978-0-815-34149-9.
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