Sombria

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Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Emberizidae
Género: Emberiza
Espécie: E. hortulana
Nome binomial
Emberiza hortulana
Linnaeus, 1758
Emberiza Hortulano - MHNT

A sombria (Emberiza hortulana) é uma ave da família Emberizidae. Identifica-se pela cabeça esverdeada, com um "bigode" amarelo e pelo ventre avermelhado, sendo que a plumagem dos machos é mais vistosa durante a época de reprodução.

A sua alimentação consiste essencialmente de sementes, grãos, insectos e larvas [1] .

É uma ave migradora que nidifica na Europa e inverna em África.

Em Portugal ocorre sobretudo em zonas de altitude, frequentemente de dificil acesso, o que, juntamente com o facto de ser pouco tolerante da presença humana, explica que seja por vezes difícil de observar, apesar de não ser rara. É uma das espécies estivais mais tardias em Portugal, e prefere zonas abertas, frequentadas por gado e com a presença de rochas. Entre Maio e Agosto surge em quase todas a zonas serranas acima dos 800 metros localizadas a norte do Tejo. As melhores zonas de observação são no Parque Nacional da Peneda-Gerês, em particular no Planalto da Mourela, entre Covelães e Pitões das Júnias, e entre Pitões das Júnias e Tourém; na Serra da Estrela, onde é mais abundante; e na Serra de Leomil. Durante a migração de Outubro, também na zona de Sagres (Vila do Bispo) é comum ver a Sombria. Outros locais onde é possível encontrar a Sombria incluem as Serras do Alvão, Marão, Montesinho e no Parque Natural do Douro Internacional[1] .

Calcula-se que existam em Portugal poucos milhares de casais, apesar do Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal classificar a espécie como DD (informação insuficiente). Na Europa como um todo, a espécie é considerada pela BirdLife International como depauperada devido ao seu declínio histórico acentuado [1] .

Subespécies[editar | editar código-fonte]

A espécie é monotípica (não são reconhecidas subespécies).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c Pardela - Revista da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves - Nº35