Soroban

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Soroban

Soroban (そろばん) é o nome dado ao ábaco japonês, que consiste em um instrumento para cálculo, originalmente chinês, e levado para o Japão em torno de 1600 d.C.. É um instrumento utilizado até hoje no Japão e em outras partes da Ásia. Ainda no Japão, o seu ensino é realizado para crianças a partir do 8 anos de idade, e para poder se trabalhar na maior parte dos escritórios por lá, é necessário possuir uma certificação, pelo menos no grau três, o menor grau de certificação. O seu treinamento é realizado com o instrumento e sem o uso dele também. A repetição dos exercícios levam o treinando a um nível em que consegue realizar os cálculos mentalmente. Nesta modalidade, existe um campeonato de cálculo mental, o flash anzan.

Origens[editar | editar código-fonte]

As origens do ábaco ou soroban, como é conhecido em japonês, remontam ao uso de sulcos na areia e pedras para realização de cálculos. O significado original de Ábacus era para descrever um tabuleiro coberto com pó ou areia, cuja superfície era dividida com linhas, que representavam casas numéricas. Para se realizar um cálculo, desenhava-se sobre a areia diversos símbolos. Existe vestígios que levam a crer que o berço deste instrumento tenha sido a Mesopotânia (IV milênios antes de Cristo). Este ábaco é conhecido atualmente como Ábaco de Areia ou Ábaco de Pó.

Logo depois, surgiu um tabuleiro, parecido como o tabuleiro de damas ou gamâo, com linhas, em que se movimentavam pedras sobre estas. Foi bastante utilizado no Egito, Roma, Grécia, Índia e outras antigas Civilizações. Em um trecho das anotações de Heródoto (484-425 a.C.), aparentemente refere-se ao Ábacus: "Os que moram no Egito movem as suas mãos da direita para a esquerda enquanto que os que vivem na Grécia movimentam da esquerda para a direita, quando calculam." Este era o Ábaco de Linha.

Apesar de os Romanos conhecerem o Ábaco de Linha, eles utilizavam um ábaco bem mais avançado: uma tábua com sulcos em que se dispunham pedras ou contas. Estas pedras eram movimentadas para cima ou para baixo e haviam também sulcos na parte superior e lateral direita, para cálculos que envolviam frações.

Os primeiros ábacos chineses são um aperfeiçoamento do ábaco romano sulcado. O ábaco na China é conhecido como Suan Pan e em um livro chamado "Tratados Matemáticos Ancestrais", escrito a aproximadamente 1700 anos por Hsu Yo, no fim da Dinastia Han, e comentado por Chen Luan há 1400 anos, existe uma descrição de como deveria ser o Soroban daquela época. Ele é bastante parecido com o Ábaco Romano Sulcado, tanto em termos de construção, como em termos de utilização.

Na Dinastia Ming (1368 a 1644 d.C), ainda na China, o Suan Pan tornou-se um instrumento bastante popular. Em outro livro entitulado "Ch'o Ching Lu" contém este dizer popular: "Um servidor, após algum tempo de trabalho, passa a fazer somente o que lhe é ordenado. São como o Suan Pan." Existem diversos livros escritos na Dinastia Ming que atestam a grande popularidade do Suan Pan, o mesmo utilizado até hoje na China. Este Suan Pan é baseado no sistema hexadecimal, possui duas contas na parte superior (representando cinco unidades numéricas cada) e cinco na parte inferior (representando um unidade numérica cada uma), permitindo o uso de valores de zero a quinze.

Construção[editar | editar código-fonte]

O Soroban é composto de diversas colunas, cada uma representando uma unidade, dezena, centena, etc. Cada coluna, por sua vez, contém duas partes: uma em cima e outra embaixo. Na parte de cima fica uma conta por coluna, que significa, cada conta, cinco unidades numéricas, e estas contas se chamam godama porque go significa cinco e dama, peça. Na parte de baixo de cada coluna, existem quatro contas, cada uma significando uma unidade numéricas e se chamam ichidama porque ichi significa um e dama significa peça.

Assim, quando as peças ou contas superiores estão para cima, e as contas inferiores estão para baixo, o Soroban está "zerado". Quando movemos uma pedra da parte de baixo para cima, teremos o 1, se movermos mais um, teremos a representação do 2, e assim por diante. Para representarmos o 5, basta movermos a pedra superior, da casa numérica eleita como a cada das unidades, para cima. Apesar de parecer simples fazer cálculos com este instrumento, é necessário o aprendizado de técnicas (bastante simples, em verdade), para se conseguir realizar qualquer operação de soma, por exemplo. Depois de dominada a técnica (Shuzan ou 珠算), seu uso é muito mais rápido do que o de uma calculadora

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