Talassocracia

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O termo talassocracia (do grego Θάλασσα, thálassa, "mar" e κρατία, kratía, primeiramente "força", "poder", depois ganhando o significado de "governo", resultando no latim "-cratǐa" e, por conseguinte, no português "-cracia") refere-se a um estado cujo reino, governo ou poder centraliza-se em seu contexto marítimo - como, por exemplo, o império marítimo dos minoicos e, depois, dos fenícios, com sua rede de cidades mercantes; ou, ainda, anos depois, da Atenas do século V a.C.. É válido notar que talassocracias tradicionais raramente obtêm domínio sobre as partes do interior do território onde se localizam (cf. Tiro, Sídon ou Cartago).

O termo também pode referir-se simplesmente à supremacia naval de um estado - seja no sentido militar ou comercial da palavra.

A palavra "talassocracia", derivada dos termos gregos para "mar" e "governo", primeiro teve lugar entre os gregos da antiguidade para descrever o governo da Civilização Minoica, cujo poder dependia de sua marinha. Heródoto relatara a necessidade de contrabalancear a talassocracia fenícia por meio do desenvolvimento do "império marítimo" grego. Nisto está incluso o problema das sociedades pré-helênicas.


Exemplos[editar | editar código-fonte]

Exemplos mais modernos incluem a República de Veneza e a República de Ragusa. Os impérios Português, Holandês e Britânico também começaram como talassocracias, depois adquirindo grandes porções de terra.

Atualmente as frotas comerciais gregas excedem com larga vantagem as frotas marítimas de qualquer outra nação do planeta. A expressão "império dos mares" é geralmente usada para descrever a talassocracia moderna dos gregos.

Outras talassocracias[editar | editar código-fonte]