Tchoukball

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Pictograma do Tchoukball

Tchoukball (pronuncia-se chukebol) é um esporte coletivo indoor sem contato físico desenvolvido na década de 1970 pelo biólogo suíço Dr. Hermann Brandt, com o objetivo de ser uma ferramenta para trazer paz às equipes.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Partida de Tchoukball em andamento.

O tchoukball foi criado na Suíça após Dr. Hermann Brandt perceber que vários atletas se lesionavam na prática de atividades físicas.[2] Dr. Brandt decidiu, então, criar um esporte que não permitisse contato físico, como forma de construir uma sociedade humana viável.[3] O nome vem da união de "tchouk", o barulho que a bola faz ao bater no quadro, e "ball", bola em inglês.[4]

Na década de 1980, o esporte se desenvolveu principalmente em Taiwan (onde hoje é o terceiro esporte mais popular).[4] O país também sediou o primeiro torneio mundial, em 1984.[5]

Este esporte se caracteriza por combinar elementos do handebol, do voleibol e da pelota basca.[6] É gerido pela Federação Internacional de Tchoukball, fundada em 1971, que organiza campeonatos pelo mundo.[5] A Federação tem hoje treze países-membro e vinte e três membros observadores.[7]

Regras[editar | editar código-fonte]

O quadro usado nas partidas.

O jogo é composto por 10 regras

[8]
  1. O campo de jogo: o jogo é disputado numa partida em um campo de 26-29 m de comprimento por 15-17 m de largura com duas áreas próximas às linhas de fundo, com formato semi-circular de 3m de raio, nas quais é proibido pisar com a bola.
  2. O quadro: os tamanhos do quadro e da rede e a inclinação destes em relação ao solo devem respeitar as medidas da FITB. A rede deve estar totalmente esticada.
  3. A bola: deve ser redonda, com uma câmara de borracha e coberta com couro.
  4. Os jogadores: cada equipe deve ter no máximo 12 jogadores, sendo sete titulares e cinco reservas. Substituições devem ocorrer em frente ao placar, e só são permitidas se um ponto três árbitros e um mesário administram a partida.
  5. A duração das partidas: cada partida é disputada em três períodos de quinze minutos (doze para feminino e juvenil). Após o apito final, todas as ações se invalidam (ainda que a bola esteja em movimento pelo ar).
  6. Faltas: tocar a bola com a perna, trocar mais de três passes, segurar a bola por mais de três segundos, obstruir o movimento do adversário e entrar na área proibida com a bola são algumas das ações que acarretam marcação de faltas.
  7. Marcação de pontos: uma equipe marca um ponto se a bola batida ao quadro volta e bate na perna de um adversário, no chão ou num adversário que perde o controle dela. Uma equipe concede um ponto à adversária se, entre outros, o jogador mira o quadro e erra, a bola bate no quadro e volta dentro da área proibida, fora da área de jogo ou no corpo do próprio jogador ou o jogador entra na área proibida para pegar a bola.
  8. Início e reinício do jogo.: o time que inicia a partida é definido por sorteio. No segundo período, a outra equipe inicia. No terceiro, quem inicia é a equipe que estiver perdendo ou, em caso de empate, a mesma que iniciou o primeiro período. A cada ponto, a equipe que o sofreu reinicia o jogo, atrás da linha de fundo e ao lado do quadro em que o ponto foi marcado (ambos os quadros podem ser usados pelas duas equipes).
  9. Rebote faltoso: um rebote faltoso ocorre se a bola bate na armação de metal do quadro ou quando a bola não respeita o movimento esperado, de acordo com a forma com que o lançamento foi feito. Se a equipe adversária consegue segurar um rebote faltoso, o jogo continua. Caso contrário, o jogo para e a equipe defensora cobra um tiro livre direto no local onde a bola caiu.
  10. Comportamento perante aos adversários, os árbitros e o público: os jogadores devem respeitar a Cartilha do tchoukball. Em caso de violação, recebe um cartão amarelo do árbitro, que pode expulsar o jogador.

Cartilha do Tchoukball[editar | editar código-fonte]

A Federação Internacional de Tchoukball criou uma cartilha com a conduta que deve ser seguida por todos os jogadores.[9] É baseada em três pontos:

  1. O jogo exclui qualquer esforço por prestígio, seja pessoal ou coletivo.
  2. O jogo requer dedicação total.
  3. O jogo é antes um exercício social que uma atividade física.

Referências

  1. Federação Internacional de Tchoukball. The Tchoukball Charter (em inglês). Página visitada em 11 de setembro de 2009.
  2. Tekokatu. Tchoukball - História (em português). Página visitada em 11 de setembro de 2009.
  3. EducaçãoFísica.com.br. Tchoukball - História (em português). Página visitada em 11 de setembro de 2009.
  4. a b Federação Internacional de Tchoukball. History of Tchoukball (em inglês). Página visitada em 11 de setembro de 2009.
  5. a b Federação Internacional de Tchoukball. History of the FITB (em inglês). Página visitada em 11 de setembro de 2009.
  6. Resolution. Exotic Sports Dictionary (em inglês). Página visitada em 11 de setembro de 2009.
  7. Federação Internacional de Tchoukball. The FITB Today (em inglês). Página visitada em 11 de setembro de 2009.
  8. Tekokatu Tribo. As regras do (em português). Página visitada em 07 de fevereiro de 2011.
  9. Federação Internacional de Tchoukball. The Tchoukball Charter (em inglês). Página visitada em 11 de setembro de 2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]