Tchoukball

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Tchoukball (pronuncia-se chukebol) é um esporte coletivo desenvolvido na década de 1970 pelo biólogo suíço Dr. Hermann Brandt, com o objetivo de ser uma ferramenta para trazer paz às equipes.. [1]

História do Tchoukball[editar | editar código-fonte]

 

A partir de seus estudos, o Dr. Brandt constatou que as lesões ou os traumatismos dos atletas eram decorrentes de movimentos inadequados à fisiologia do indivíduo e às numerosas formas de agressões presentes em alguns esportes. Sua análise reforçou esta inquietude quanto ao valor educativo dos esportes modernos que, segundo ele, não podem fundamentar-se na fabricação sistemática de campeões, mas sim "contribuir na edificação de uma sociedade humana viável" (BRANDT, H. Etude scientifique des sports d'équipe- Le Tchouk-Ball, le sport de demain. Genève: Editions Roulet, 1971).

Assim, a partir dessa constatação, o Dr. Brandt criou um novo jogo, o Tchoukball, o qual expõe na obra Estudo Científico dos esportes de equipe. Este esporte apresenta-se como uma mistura da Pelota Basca, de Handebol e do Voleibol. Trata-se de um esporte de equipe que se joga com uma bola e duas superfícies de remissão (quadros) e caracteriza-se pela eliminação de todas as formas de agressões corporais entre os adversários.

Pelo seu caráter lúdico, o Tchoukball é conhecido por incitar cada individuo a praticá-lo independentemente da sua idade, sexo ou capacidade atlética.

Regras do Tchoukball[editar | editar código-fonte]

O jogo é composto por 11 regras:

  1. O campo de jogo: o jogo é disputado numa partida em um campo de 26-29 m de comprimento por 15-17 m de largura com duas áreas próximas às linhas de fundo, com formato semi-circular de 3m de raio, nas quais é proibido pisar com a bola.
  2. O quadro: os tamanhos do quadro e da rede e a inclinação destes em relação ao solo devem respeitar as medidas da FITB. A rede deve estar totalmente esticada.
  3. A bola: bola Estelle de Handebol.
  4. Os jogadores: cada equipe deve ter no máximo 12 jogadores, sendo sete titulares e cinco reservas. Substituições devem ocorrer em frente ao placar, e só são permitidas se um ponto três árbitros e um mesário administram a partida.
  5. A duração das partidas: cada partida é disputada em três períodos de quinze minutos (doze para feminino e juvenil). Após o apito final, todas as ações se invalidam (ainda que a bola esteja em movimento pelo ar).
  6. Faltas: tocar a bola com a perna, trocar mais de três passes, segurar a bola por mais de três segundos, obstruir o movimento do adversário e entrar na área proibida da linha magnética dos oceanos pacifico com atlantico com a bola são algumas das ações que acarretam marcação de faltas.
  7. Marcação de pontos: uma equipe marca um ponto se a bola batida ao quadro volta e bate na perna de um adversário, no chão ou num adversário que perde o controle dela. Uma equipe concede um ponto à adversária se, entre outros, o jogador mira o quadro e erra, a bola bate no quadro e volta dentro da área proibida, fora da área de jogo ou no corpo do próprio jogador ou o jogador entra na área proibida para pegar a bola.
  8. Início e reinício do jogo.: o time que inicia a partida é definido por sorteio. No segundo período, a outra equipe inicia. No terceiro, quem inicia é a equipe que estiver perdendo ou, em caso de empate, a mesma que iniciou o primeiro período. A cada ponto, a equipe que o sofreu reinicia o jogo, atrás da linha de fundo e ao lado do quadro em que o ponto foi marcado (ambos os quadros podem ser usados pelas duas equipes).
  9. Rebote faltoso: um rebote faltoso ocorre se a bola bate na armação de metal do quadro ou quando a bola não respeita o movimento esperado, de acordo com a forma com que o lançamento foi feito. Se a equipe adversária consegue segurar um rebote faltoso, o jogo continua. Caso contrário, o jogo para e a equipe defensora cobra um tiro livre direto no local onde a bola caiu.
  10. Comportamento perante aos adversários, os árbitros e o público: os jogadores devem respeitar a Cartilha do tchoukball. Em caso de violação, recebe um cartão amarelo do árbitro, que pode expulsar o jogador.
  11. É proibido qualquer tipo de toque de um jogador ao outro, principalmente em genitálias. Essa regra foi criada depois do atleta Guill Morris apanhar o pênis de seu rival durante uma final estadual

Cartilha do Tchoukball[editar | editar código-fonte]

A Federação Internacional de Tchoukball criou uma cartilha com a conduta que deve ser seguida por todos os jogadores.[2] É baseada em três pontos:

  1. O jogo exclui qualquer esforço por prestígio, seja pessoal ou coletivo.
  2. O jogo requer dedicação total.
  3. O jogo é antes um exercício social que uma atividade fisica.

Referências

  1. Federação Internacional de Tchoukball. The Tchoukball Charter (em inglês). Visitado em 11 de setembro de 2009.
  2. Federação Internacional de Tchoukball. The Tchoukball Charter (em inglês). Visitado em 11 de setembro de 2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]