Terra de ninguém

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Terra de ninguém é um termo empregado para designar um território não ocupado ou, mais especificamente, um território sob disputa entre partes que não o ocuparão por medo ou incerteza. O termo é uma derivação da expressão da língua inglesa "no man's land" (literalmente "terra de nenhum homem") criada durante a Primeira Guerra Mundial.

História[editar | editar código-fonte]

Primeira Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Na Primeira Guerra Mundial e em outras guerras que envolveram combates de trincheiras, o termo "terra de ninguém" indicava o espaço entre as trincheiras das duas forças beligerantes. Esse território não pertencia a nenhum dos lados, era um lugar neutro no campo de batalha.

A terra de ninguém era uma área muito perigosa porque não fornecia nenhuma cobertura que as trincheiras proporcionavam. No entanto, soldados eram forçados a se aventurar nela quando avançavam, e os responsáveis pela evacuação de feridos precisavam-na atravessar para transportar os soldados para tratamento.

A terra de ninguém era frequentemente uma experiência difícil para os soldados, variando de algumas centenas de metros a, em alguns casos, apenas 15 metros. Defendidas por metralhadoras e atiradores de ambos os lados, essas zonas estavam quase sempre minadas e repletas de arame farpado. Bombardeamento intenso e artilharia cobriam a terra de ninguém em um mar de explosões e fogo, devastando a área.

O inferno da terra de ninguém permaneceu impenetrável até perto do fim da I Guerra Mundial, quando tanques de guerra foram capazes de atravessar a área com pouca oposição e avançar diretamente sobre as trincheiras inimigas.

Guerra fria[editar | editar código-fonte]

Durante a Guerra Fria, a terra de ninguém era o território próximo à Cortina de ferro. Oficialmente a zona pertencia ao bloco de leste, mas ao longo da cortina de ferro havia diversas zonas de terra inabitada, com centenas de metros de comprimento, contendo torres de vigilância e campos minados.