Trilogia Indianista

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O Romantismo brasileiro encontrou no indio uma de suas mais autênticas expressões. Não era preciso importar o mito do "bom selvagem", de Rousseau: ele estava vivo nas matas brasileiras, identificadas como o "paraíso perdido" que nem mesmo os brasileiros conheciam.

O indianismo foi uma das principais tendências do Romantismo brasileiro. Dele saíram algumas das melhores contribuições da nossa literatura romântica, quer na poesia de Gonçalves Dias, quer na prosa de José de Alencar.

A produção diversificada de Alencar estava voltada ao projeto de construção da cultura brasileira, no qual o romance indianista, buscando um tema nacional e uma língua mais brasileira, ganha papel de destaque.1

As principais realizaçãoes indianistas em prosa de nossa literatura são três romances de José de Alencar, conhecidos como Trilogia Indianista: O Guarani, Iracema e Ubirajara.

O Guarani: o mito da povoação[editar | editar código-fonte]

O guarani, romance histórico-indianista, foi publicado pela primeira vez sob a forma de um folhetim no Diário do Rio de Janeiro, em 1857. A obra se articula a partir de alguns fatos essenciais: a devoção e fidelidade de um índio goitacá, Peri, a Cecília; o amor de Isabel por Álvaro e o amor deste por Cecília; a morte acidental de uma índia aimoré provocada por D. Diogo, e a consequente revolta e ataque dos aimorés, ocorrido simultaneamente revolta e ataque dos aimorés, ocorrido simultaneamente a uma rebelião dos homens de D. Antônio, liderados pelo ex-frei Loredano, homem ambicioso e Devasso que queria saquear a casa e raptar Cecília. Willian Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães

Referencias[editar | editar código-fonte]

  1. Literatura brasileira : 2º grau / William Roberto Cereja, Thereza Analia Cochar Magalhães. - São Paulo:Atual, 1995.