Tubo de Crookes

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Imagem com dois tubos de Crooke: claro e escuro.

Um tubo de Crookes é um experimento elétrico num tubo de descarga, parcialmente no vácuo, inventado pelo físico inglês William Crookes[1] e outros por volta de 1869-1875,[2] através do qual os raios catódicos foram descobertos.[3]

Em uma ampola, William Crookes submeteu um gás a uma menor que a pressão atmosférica e uma alta tensão. Quando os elétrons saem do cátodo, colidem com moléculas do gás e ocorre a ionização do gás e liberação de luz que ilumina toda a ampola. A partir desses experimento , J. J. Thomson observou que esse fenômeno é independente do gás e do metal utilizado no elétrodo. Concluiu que os raios catódicos podem ser gerados a partir de qualquer elemento. A partir dessa conclusão, Thomson pôde, posteriormente, descobrir a existência do elétron.

A "ampola de Crookes" é feita de vidro ou quartzo e dentro dela se faz o vácuo. Ela contém duas placas metálicas ligadas a uma fonte de tensão elétrica. A placa ligada ao pólo negativo é chamada de catodo e a outra, ligada ao pólo positivo, é o anodo. Quando a tensão entre o catodo e o anodo fica bem elevada surge um feixe luminoso que sai do catodo e atravessa o tubo. São os "raios catódicos". Esses experimentos fizeram Thomson concluir que os raios eram na verdade um feixe de partículas carregadas negativamente e que possuiam massa.

Referências

  1. Crookes, William. (December 1878). "On the illumination of lines of molecular pressure, and the trajectory of molecules". Phil. Trans. 170: 135–164. DOI:10.1098/rstl.1879.0065.
  2. "Crookes Tube". The New International Encyclopedia 5. (1902). Dodd, Mead & Co.. 470. Consultado em 2008-11-11. 
  3. Crookes tube. The Columbia Electronic Encyclopedia, 6th Ed.. Columbia Univ. Press (2007). Página visitada em 2008-11-11.
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