Verde de Paris

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O Verde de Paris (ou Verde-Paris) foi um dos primeiros "inseticidas" a ser utilizado. Ele é lembrado como um dos exemplos mais emblemáticos de um inseticida sintético inorgânico, e tem uma história bastante peculiar.

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Verde de Paris é o nome trivial para um composto descoberto em 1808, designado por Aceto Arsenito de Cobre, cuja fórmula química corresponde a Cu(C2H3O2)23Cu(AsO2)2. A história engraçada deste composto é que ele começou por ser comercializado em 1814, não como pesticida mas sim como um mero pigmento para tintas, devido à cor verde intensa que apresentava. Só após se atribuir a culpa ao Verde de Paris pelos envenenamentos de algumas pessoas que pintavam quadros é que o composto foi completamente banido das tintas. Este veneno potente está inserido em inúmeros quadros pintados durante o século XIX.

Apenas em 1867 o Verde de Paris foi introduzido no combate a pestes, sendo o principal insecticida para combater o escaravelho da batata. Em 1900 era usado em tão larga escala que levou o governo dos Estados Unidos da América a estabelecer a primeira legislação no país sobre o uso de insecticidas.

O composto acabou por ser banido uns anos depois, devido sua extrema toxicidade para animais mamíferos.

Referência[editar | editar código-fonte]

Trecho do texto: "Pesticidas, ao ataque!", MARTA FRANCO (http://www.ajc.pt/cienciaj/n33/avulso1.php).