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Ácido picolínico

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Ácido picolínico
Nomes
Nome IUPAC pyridine-2-carboxylic acid
Identificadores
Número CAS 98-98-6
PubChem 1018
ChemSpider 993
ChEBI 28747
SMILES
 
  • c1ccnc(c1)C(=O)O
InChI
 
  • InChI=1/C6H5NO2/c8-6(9)5-3-1-2-4-7-5/h1-4H,(H,8,9)
    Key:SIOXPEMLGUPBBT-UHFFFAOYAC
Propriedades
Fórmula química C6H5NO2
Massa molar 123.099 g mol-1
Aparência sólido cristalino branco ou escurecido
Ponto de fusão 136 - 138 °C
Solubilidade em água Levemente solúvel (0,41 %) em água [1]
Página de dados suplementares
Estrutura e propriedades n, εr, etc.
Dados termodinâmicos Phase behaviour
Solid, liquid, gas
Dados espectrais UV, IV, RMN, EM
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão.

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Alerta sobre risco à saúde.

Ácido picolínico, ou ácido piridino-2-carboxílico, é um composto orgânico com a fórmula C5H4N(CO2H). É um derivado da piridina com um substituinte ácido carboxílico na posição 2. É um isômero do ácido nicotínico, o qual tem a parte carboxila da cadeia na posição 3. É um sólido branco que é solúvel em água. Em química orgânica sintética, tem sido usado como um substrato na reação de Mitsunobu e na reação de Hammick.[2]:495ff

Química de coordenação

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Ácido picolínico é um agente quelante bidentado de elementos tais como cromo, zinco, manganês, cobre, ferro e molibdênio no corpo humano.[3]:72 Mmuitos de seus complexos são neutors em termos de carga e então comportam-se como lipofílicos. Após seu papel na absorção ter sido descoberto, suplementos alimentares contendo dipicolinato de zinco tornaram-se populares na medida que mostraram ser um meio eficaz de introdução de zinco no corpo.[4]

Biossíntese

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Ácido picolínico é um catabólito do aminoácido triptofano através da rota da quinurenina.[3][5]

É um precursor para a coenzima NAD+.[4] Além disso, sugere-se que ajuda na absorção de íons de zinco (II) e outros íons bivalentes ou trivalentes através do intestino delgado.[6]

Ver também

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Referências

  1. Lide, DR. «CRC Handbook of Chemistry and Physics, Internet Version 2005, hbcpnetbase.com, CRC Press, Boca Raton, FL, 2005.» 
  2. Picolinic Acid chapter in Philip L. Fuchs. Handbook of Reagents for Organic Synthesis: Catalytic Oxidation Reagents. John Wiley & Sons, Jul 29, 2013 ISBN 9781118704820
  3. a b Grant, RS; Coggan, SE; Smythe, GA (2009). «The physiological action of picolinic Acid in the human brain.». International journal of tryptophan research : IJTR. 2: 71–9. PMC 3195224Acessível livremente. PMID 22084583 
  4. a b Grant, R.; Coggan, S.; Smythe, G. (2009). «The Physiological Action of Picolinic Acid in the Human Brain». Libertas Academica. International Journal of Tryptophan Research. 2: 71–79. PMC 3195224Acessível livremente. PMID 22084583 
  5. Tan, L; et al. (dezembro de 2012). «The kynurenine pathway in neurodegenerative diseases: mechanistic and therapeutic considerations». J Neurol Sci. 323 (1-2): 1–8. PMID 22939820. doi:10.1016/j.jns.2012.08.005 
  6. Evans, Gary (1982). «The Role of Picolinic Acid in Metal Metabolism». Harwood Academic Publishers. Life Chemistry Reports. 1: 57–67