Índice de cintura e quadris

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Índice de cintura e quadris (ICQ) é a proporção da circunferência da cintura para os quadris.


Indicador de saúde[editar | editar código-fonte]

O ICQ é usado como um indicador ou medida da saúde de uma pessoa, e o risco de desenvolver sérias condições adversas à saúde. Pesquisa mostra que pessoas com o corpo em formato de "maçã" (com mais peso ao redor da cintura) enfrenta mais riscos a saúde que corpos com formato de "pêra", que empregam mais peso ao redor dos quadris.

O ICQ é usado como uma medida de obesidade, que por sua vez, é um possível indicador de outros riscos mais sérios a saúde.

WHO STEPS diz que a obesidade abdominal é definida como um índice de cintura e quadris acima 0.90 para homens e 0.85 para mulheres, ou um índice de massa corporal (IMC) acima de 30.0.[1] O Instituto Americano para Diabetes, Doenças Digestivas e Renais (NIDDK) diz que mulheres com índice de cintura e quadris maior que 0.8, e homens com o mesmo maior que 1.0, aumentam os riscos para a saúde por causa de suas distribuições de gordura.[2]

O ICQ é usado como um preditor mais eficiente de mortalidade em pessoas mais velhas do que a circunferência da cintura ou IMC.[3] Se a obesidade é redefinida usando o ICQ em vez do IMC, a proporção de pessoas categorizadas com o risco de ataque cardíaco, ao redor do mundo, aumenta em três vezes.[4] A taxa de gordura corporal é considerada por ser ainda uma medida mais preciso de peso relativo. Destas três medidas, apenas o índice de cintura e quadris leva em conta as diferenças da estrutura corporal. Por isso é possível que duas mulheres possuam índices de massa corporais imensamente diferentes mas com os mesmos índices de cintura e quadris, ou possuam os mesmos índices de massa corporais mas índices de cintura e quadris imensamente diferentes.

Ainda nas civilizações antigas, globalmente, as representações femininas são mais frequentes nas variações de 0.6 a 0.7 para ICQ, sugerindo uma preferência por ICQ baixo.[5]

O ICQ mostrou ser um melhor preditor de doenças cardiovasculares do que a circunferência da cintura e o índice de massa corporal.[6] Contudo, outros estudos mostraram que a circunferência da cintura, e não o ICQ, ser um bom indicador de fatores de riscos cardiovasculares,[7] distribuição de gordura corporal[8] e hipertensão em diabetes tipo 2.[9]

Fertilidade[editar | editar código-fonte]

Um ICQ de 0.7 para mulheres e 0.9 para homens mostrou correlacionar fortemente com saúde geral e fertilidade. Mulheres dentro da variação de 0.7 possuem ótimos níveis de estrogênio e são menos susceptíveis a doenças maiores como diabetes, desordens cardiovasculares e cânceres no ovário.[10] Mulheres com alto ICQ (0.80 ou superior) têm significativamente chances menores de gravidez do que mulheres com baixos ICQs (0.70 a 0.79), independente de seus IMCS.[5] Homens com ICQs em torno de 0.9, similarmente, mostraram ser mais saudáveis e férteis e com menos câncer de próstata e câncer de testículo.[11]

Evidência sugere que ICQ é um indicador de soma precisa de status endocrinológico reprodutivo e risco de saúde a longo prazo. Entre garotas com pesos corporais idênticos, estas com baixos ICQs mostram atividade endócrina púbere antecipada, como medida pelos altos níveis de hormônio lutenizante (LH) e hormônio estimulante folículo (FSH) bem como atividade de esteroides sexuais (estradiol). Um provável estudo neerlandês em resultado em um programa de inseminação artificial provê evidência de papel do ICQ e fecundidade (Zaadstra et al. 1993). Estes investigadores reportam que uma unidade 0.1 aumenta em ICQ a diminuição da probabilidade de concepção por ciclo de 30% após regulação por idade, gordura, razões para inseminação artificial, duração do ciclo e regularidade, fumo e paridade.[12][13]

Capacidade cognitiva[editar | editar código-fonte]

Usando dados do U.S. National Center for Health Statistics, William Lassek na Universidade de Pittsburgh na Pensilvânia e Steven Gaulin da Universidade da Califórnia, Santa Barbara, encontrou uma performance de crianças em testes cognitivos que correlacionam aos índices de cintura e quadris de suas mães, um proxy de como a gordura se armazena em seus quadris.[14]

Crianças cujas mães tinham largos quadris e um baixo índice de cintura e quadris marcaram altos, levando Lassek e Gaulin a sugerir que os fetos se beneficiam da gordura dos quadris, que contém longas cadeias de ácidos gordurosos poli-insaturados, crítico para o desenvolvimento do cérebro do feto.[14] Em adição, evidências sugerem que crianças de adolescentes com baixo ICQ foram protegidas dos déficits cognitivos frequentemente associados com o nascimento adolescente.


Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. http://whqlibdoc.who.int/publications/2011/9789241501491_eng.pdf
  2. http://www.freedieting.com/tools/waist_to_hip_ratio.htm
  3. Price GM, Uauy R, Breeze E, Bulpitt CJ, Fletcher AE (2006). «Weight, shape, and mortality risk in older persons: elevated waist-hip ratio, not high body mass index, is associated with a greater risk of death». Am. J. Clin. Nutr. 84 (2): 449–60. PMID 16895897. Resumo divulgativo 
  4. Yusuf S, Hawken S, Ounpuu S; et al. (2005). «Obesity and the risk of myocardial infarction in 27,000 participants from 52 countries: a case-control study». Lancet. 366 (9497): 1640–9. PMID 16271645. doi:10.1016/S0140-6736(05)67663-5 
  5. a b Singh D (2002). «Female mate value at a glance: relationship of waist-to-hip ratio to health, fecundity and attractiveness» (PDF). Neuro Endocrinol. Lett. 23. Suppl 4: 81–91. PMID 12496738 
  6. Mørkedal, Bjørn; Romundstad, Pål R; Vatten, Lars J. (2011). «Informativeness of indices of blood pressure, obesity and serum lipids in relation to ischaemic heart disease mortality: the HUNT-II study». European Journal of Epidemiology. 26 (6): 457–461. ISSN 0393-2990. PMID 21461943. doi:10.1007/s10654-011-9572-7 
  7. Dobbelsteyn CJ, Joffres MR, MacLean DR, Flowerdew G (2001). «A comparative evaluation of waist circumference, waist-to-hip ratio and body mass index as indicators of cardiovascular risk factors. The Canadian Heart Health Surveys». Int. J. Obes. Relat. Metab. Disord. 25 (5): 652–61. PMID 11360147. doi:10.1038/sj.ijo.0801582 
  8. Ketel IJ, Volman MN, Seidell JC, Stehouwer CD, Twisk JW, Lambalk CB (2007). «Superiority of skinfold measurements and waist over waist-to-hip ratio for determination of body fat distribution in a population-based cohort of Caucasian Dutch adults». Eur. J. Endocrinol. 156 (6): 655–61. PMID 17535865. doi:10.1530/EJE-06-0730 
  9. Picon PX, Leitão CB, Gerchman F; et al. (2007). «[Waist measure and waist-to-hip ratio and identification of clinical conditions of cardiovascular risk: multicentric study in type 2 diabetes mellitus patients]». Arq Bras Endocrinol Metabol. 51 (3): 443–9. PMID 17546244 
  10. «The Rules of Attraction in the Game of Love»  |contribuição= ignorado (ajuda)
  11. Marlowe, F; Apicella, C; Reed, D (2005). «Men's preferences for women's profile waist-to-hip ratio in two societies» (PDF). Evolution and Human Behavior. 26 (6): 458–68. doi:10.1016/j.evolhumbehav.2005.07.005 
  12. Singh‚ D. (1993a) . Adaptive significance of female physical attractiveness: Role of the waist-to-hip ratio. Journal of Personality and Social Psychology‚ 65‚ 293-307.
  13. Singh‚ D. (1993b). Body shape and women’s attractiveness. The critical role of waist-to-hip ratio. Human Nature‚ 4‚ 297-321.
  14. a b Lassek, W.; Gaulin S. (2008). «Waist-hip ratio and cognitive ability: is gluteofemoral fat a privileged store of neurodevelopmental resources?». Evolution and Human Behavior. 29 (1): 26–34. doi:10.1016/j.evolhumbehav.2007.07.005 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]