Óxido de cério (IV)

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Óxido de cério (IV)
Alerta sobre risco à saúde
Cerium(IV) oxide.jpg
Ceria-3D-ionic.png
Nome IUPAC Cerium(IV) oxide
Outros nomes Óxido cérico,
Céria,
Dióxido de cério
Identificadores
Número CAS 1306-38-3,
12014-56-1 (monoidrato)
PubChem 73963
ChemSpider 8395107
SMILES
InChI InChI=1/Ce.2O/q+4;2*-2
Propriedades
Fórmula molecular CeO2
Massa molar 172.115 g/mol
Aparência sólido branco ou amarelo pálido,
levemente higroscópico
Densidade 7.215 g/cm3
Ponto de fusão

2400 °C

Ponto de ebulição

3500 °C

Solubilidade em água insolúvel
Estrutura
Estrutura cristalina cúbico (fluorita)[1]
Compostos relacionados
Compostos relacionados Óxido de cério (III)
Excepto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições PTN

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Alerta sobre risco à saúde.

Óxido de cério (IV), também conhecido como óxido cérico, céria, dióxido de cério ou simplesmente óxido de cério, é um óxido do metal terra rara cério. É um pó amarelo pálido a branco com a fórmula química CeO2.

Óxido de cério (IV) é formado pela calcinação de oxalato de cério ou hidróxido de cério.

A céria pulverizada é altamente higroscópica e irá também absorver uma pequena quantidade de dióxido de carbono da atmosfera.[2]

O cério também forma o óxido de cério (III), Ce2O3, mas CeO2 é a fase mais estável a temperatura ambiente e sob condições atmosféricas.

Aplicações[editar | editar código-fonte]

O óxido de cério (IV) é usado em cerâmicas, para sensibilizar vidro fotossensível, como um catalisador e no suporte de catalisadores, no polimento de vidros e pedras, em lapidação como uma alternativa ao "rouge de joalheiro", também sendo conhecido como "rouge de ópticos".[3]

Também é usado em paredes de fornos autolimpantes como um catalisador de hidrocarbonetos durante processos de limpeza a alta temperatura.

Embora seja transparente para a luz visível, absorve fortemente radiação ultravioleta, sendo um possível substituto para o óxido de zinco e dióxido de titânio em filtros solares, assim como tem baixa atividade fotocatalítica. Entretanto, suas propriedades catalíticas térmicas tem sido diminuídas pelo revestimento das partículas com sílica amorfa ou nitreto de boro.

O uso destas nanopartículas, as quais podem penetrar o corpo e atingir órgãos internos, tem sido criticado como inseguro.[4]

Óxido de cério (IV) tem encontrado uso em filtros infravermelhos, como uma espécie oxidante em conversores catalíticos e como um substituinte para o dióxido de tório em mantas incandecentes.[5]

Como um eletrólito para célula combustível[editar | editar código-fonte]

No forma dopada (ela advém do cério e oxigênio), céria é de interesse como um material para células combustíveis de óxido sólido ou SOFCs (do inglês solid oxide fuel cell) por causa de sua relativamente alta condutividade iônica para o oxigênio (i.e. os átomos de oxigênio facilmente movem-se através dele) a temperaturas intermediárias (500–800 °C).


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Referências

  1. Pradyot Patnaik. Handbook of Inorganic Chemicals. McGraw-Hill, 2002, ISBN 0-07-049439-8
  2. Rovert David Green Carbon dioxide reduction on gadolinium-doped ceria cathodes. PhD Thesis. Department of Chemical Engineering, CASE Western Reserve University. May, 2009
  3. Properties of Common Abrasives (Boston Museum of Fine Arts)
  4. "Suncream may be linked to Alzheimer's disease, say experts", Daily Mail, 24 August 2009. Página visitada em 2009-08-25.
  5. Cerium dioxide. nanopartikel.info