Acidente na estação Perus

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Disambig grey.svg Nota: Se procura o acidente ocorrido em 1969 nas proximidades desse local, veja Acidente ferroviário de Perus (1969).
Acidente na estação Perus em 2000
Descrição
Data 28 de julho de 2000
Local Perus, São Paulo
País  Brasil
Linha Linha A–Marrom
Operador CPTM
Tipo de acidente Choque entre trens
Causa Falha elétrica na rede e nos freios de uma das composições envolvidas
Estatísticas
Comboios/trens 2
Mortos 9
Feridos 115
TUE Série 1700 ano-fabricação 1987, igual a um dos envolvidos no acidente.

O Acidente na estação Perus, comumente denominado apenas de Trem de Perus[1] refere-se ao desastre ocorrido no dia 28 de julho de 2000, na Estação Perus da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, no bairro de Perus, na zona norte da capital paulista que levou à morte de nove pessoas e deixou 115 feridos.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Às 21h15 da sexta-feira, 28 de julho de 2000, uma composição da série 1100, vinda do Jaraguá com destino a Francisco Morato, estacionou na Estação Perus devido à falta de energia. Uma outra composição da série 1700 (nº 127), que estava estacionada na mesma linha pelo mesmo motivo e que já havia sido esvaziada, perdeu os freios em um trecho de descida, percorreu 5,5 quilômetros em oito minutos e colidiu com o trem estacionado na estação Perus.[2] O acidente deixou nove mortos e 115 feridos[3] e destruiu a estação Perus.

Conclusões[editar | editar código-fonte]

A CPTM sabia desde 1995 que o trem não ficava estacionado em descidas,[4] entretanto responsabilizou, em sua sindicância interna, o maquinista da composição que perdeu os freios pelo acidente, dizendo que o mesmo deveria ter "calçado" o trem,[5] "negligência comparável à do motorista que passa o sinal vermelho", segundo a CPTM.[6] Já segundo a Polícia Civil, houve uma sucessão de falhas que culminaram no acidente:[7]

  • Às 19h15, queda na rede de energia elétrica entre as estações de Jaraguá e Perus;
  • Entram em pane os três sistemas de freios do trem que causou o acidente;
  • Depois de ter sido esvaziada e sem freios, a 127 começa a se movimentar rumo à estação Perus, onde estava parada a 1103. O maquinista principal, Oswaldo Pieruti, depois de ter avisado o Centro de Controle Operacional (CCO) da CPTM desce da composição para tentar detê-la, colocando nos trilhos travas de madeira, sem sucesso. Somente Selmo Quintal, maquinista em treinamento fica no trem;
  • Desgovernada, a 127 rompe a rede de energia elétrica aérea;
  • O CCO tenta tirar a composição 145 que estava com passageiros na estação Perus, mas ela não podia se movimentar porque suas portas não fechavam.
  • Acontece o choque, 9 pessoas morrem e 115 ficam feridas, as duas composições e a estação são destruídas.

A Estação Perus foi reaberta três dias depois, sem a cobrança de tarifa, porque "não apresentava condições para isso", segundo o secretário de transportes metropolitanos na época, Claudio de Senna Frederico.[8] A estação foi sendo reformada aos poucos e a situação se normalizou com o passar dos dias.

Em 2012, a CPTM foi condenada pela justiça a pagar indenizações para as vítimas que se feriram e aos familiares dos mortos no acidente.[9]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]