Adílcio Cadorin

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Adílcio Cadorin (Urussanga,[1][quando?]) é um historiador e político brasileiro. Fundou o movimento O Sul É o Meu País.

De 1976 a 1982 foi vereador em Caxias do Sul/RS pelo antigo MDB - Movimento Democrático Brasileiro, tendo posteriormente migrado para o PDT - Partido Democrático Trabalhista. Posteriormente, mudou-se para Laguna/SC, onde elegeu-se prefeito, governando a cidade de 01 de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004, eleito pelo Partido Democrático Trabalhista. Durante seu mandato conseguiu colocar sua cidade em destaque nacional ao criar o evento "A Tomada de Laguna",[1] que tratava-se de uma encenação ao ar livre da batalha épica da Revolução Farroupilha que, sob o comando de Giuseppe Garibaldi, invadiu a cidade e ali proclamou a República Juliana.[2] O evento tomou proporções nacionais e internacionais, alavancando o turismo histórico e cultural da cidade.

Nos anos de 2003 e 2004, a Rede Globo veiculou a cobertura do evento durante o programa Fantástico. Em virtude do sucesso, Laguna foi contemplada com a visita de milhares de turistas, principalmente italianos, que se interessaram pela história. Por tal razão, Laguna virou cidade-irmã da cidade de Ravena, na Itália, local onde a heroína Anita Garibaldi faleceu.

Após perder as eleições no ano de 2004, Adílcio Cadorin deixou a vida política e passou a se dedicar ao seu escritório de advocacia e aos estudos sobre a história da formação e ocupação da parte meridional da América do Sul.[1] Como autor de livros de História,[3] destaca-se sua obra Anita - A guerreira das repúblicas (Editora Best Seller), que é a biografia da heroína Anita Garibaldi. Também escreveu o livro Tordesilhas - Muito mais que um tratado , obra dedicada a esclarecer as motivações de Portugal e Espanha para celebrarem este tratado e as suas consequências no Brasil. Outra obra de sua autoria é Os botos de Laguna, que relata minuciosamente e divulga a simbiose existente entre os golfinhos e os pescadores da cidade de Laguna. Sua mais recente obra é Laguna Terra Mater, uma revisão da história da cidade de Laguna e sua importância no processo de ocupação e alargamento da fronteira sulista do Brasil.

Após deixar a prefeitura, por questões partidárias, o evento "A Tomada de Laguna" acabou se desconfigurando e assumindo um novo rótulo, passando a chamar-se "A República em Laguna", atualmente com foco de divulgação regional e sem maior expressão fora da região.[1]

Condenação[editar | editar código-fonte]

Adílcio foi condenado em primeira instância a perda dos direitos políticos por um período de cinco anos por conta do uso irregular de um golfinho como logomarca oficial do Poder Público durante o mandato entre 2001 e 2004. [4]

No entendimento do juiz Renato Muller Bratti, autor da sentença, o mesmo símbolo era usado durante e campanha eleitoral e por isso a manutenção da figura caracterizou a representação da coligação partidária da campanha e não do município. 

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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