Adelaide da Normandia

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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Adeliza da Normandia.

Adelaide da Normandia (ou Adeliza; c. 1030 – depois de 1090) foi a irmã de Guilherme, o Conquistador, e condessa de Aumale em seu próprio direito.

Vida[editar | editar código-fonte]

Era filha biológica de Roberto, o Magnífico,[nota 1] duque de Normandia e nascida por volta de 1030.[1] Elisabeth Van Houts, em seu artigo Les femmes dans l’histoire du duché de Normandie (as Mulheres na história do ducado de Normandia), menciona condessa Adelaide como uma das mulheres normandas notáveis que eram conhecidas por ter exercido uma forte influência sobre seus filhos, especialmente no que diz respeito à transmissão de sua própria história familiar.[2]

O primeiro casamento de Adelaide com Enguerrando II, conde de Ponthieu potencialmente deu ao duque Guilherme um poderoso aliado na Alta Normandia.[3] Mas, no Concílio de Reims em 1049, quando o casamento do duque normando com Matilde de Flandres foi proibido baseado na consanguinidade, o mesmo aconteceu com os de Eustácio II, conde de Bolonha e Enguerrando II de Ponthieu, que já estava casado com Adelaide.[4] Seu casamento aparentemente foi anulado por volta de 1049/50 e outro casamento foi arranjado para ela, desta vez com Lamberto II, Conde de Lens, filho mais novo de Eustácio I, conde de Bolonha formando uma nova aliança matrimonial entre a Normandia e Bolonha.[5] Lamberto foi morto em 1054 em Lille, auxiliando Balduíno V, conde de Flandres contra o imperador Henrique III.[6] Agora viúva, Adelaide residiu em Aumale, provavelmente, parte do dote de seu primeiro marido, Enguerrando, ou parte de um acordo após a captura de Guido de Ponthieu, seu cunhado.[nota 2][5] Após a viuvez começou uma aposentadoria semi-religiosa e se envolveu com a igreja em Auchy apresentando-lhes com presentes.[5] Em 1060 foi chamada novamente para formar outra aliança conjugal, desta vez com um homem mais jovem, Odão, Conde de Champanhe.[7] Ele parece ter ficado um pouco decepcionado já que aparece em apenas uma das cartas do conquistador e recebeu nenhuma terra na Inglaterra; sua esposa tinha uma tenência por direito próprio.[7]

Em 1082 o rei Guilherme e a rainha Matilda deram à abadia de Sainte-Trinité em Caen a cidade de Le Homme no Cotentin com uma provisão para a condessa de Albamarla (Aumale), sua irmã, para um contrato de arrendamento de vida.[8] Em 1086, como Comitissa de Albatnarla,[8] como ela foi listada no Domesday Book, foi mostrada como tendo inúmeras terras em ambos Suffolk e Essex,[9] uma das poucas mulheres nobres normandas a manter terras na Inglaterra, no Domesday como uma tenência.[10] Ela também recebeu o senhorio de Holderness que foi mantido depois de sua morte por seu terceiro marido, Odão, o conde até então deserdado de Champanhe; o senhorio, em seguida, passou para o seu filho, Estevão.[8] Adelaide morreu antes de 1090.[11]

Família[editar | editar código-fonte]

Adelaide casou-se três vezes; primeiro com Enguerrando II, Conde de Ponthieu (falecido em 1053)[12] com quem teve descendência:

  • Adelaide II, condessa de Aumale, casou-se com Guilherme de Bréteuil, Senhor do Bréteuil, filho de Guilherme FitzOsbern, primeiro conde de Hereford.[8]

Em seguida casou-se com Lamberto II, Conde de Lens (falecido em 1054),[11] eles tiveram uma filha:

Casou-se pela terceira vez em 1060, com Odão, Conde de Champanhe (morto depois de 1096),[14] com quem teve um filho:

Notas

  1. A questão de quem sua mãe era permanece incerta. Elisabeth Van Houts ['Les femmes dans l'histoire du duché de Normandie', Tabularia « Études », n° 2, 2002, (10 de julho de 2002), p. 23, n. 22] faz o argumento de que Roberto de Torigny no GND II, p. 272 (uma das três menções neste volume de que ela era irmã de Guilherme) lhe chama, neste caso, de irmã "uterina" de Guilherme (soror uterina) e isso é uma opinião errada semelhante ao que ele fez em relação a Ricardo II, duque da Normandia e seu meio-irmão paterno Guilherme, Conde d'Eu (chamando-os de irmãos "uterinos"). Com base neste concluí-se que Adelaide era filha do duque Roberto com uma concubina diferente. Kathleen Thompson ["Being the Ducal Sister: The Role of Adelaide of Aumale", Normandy and Its Neighbors, Brepols, (2011) p. 63] cita a mesma passagem em GND como fez Elisabeth Van Houts, especificamente GND II, 270-2, mas dá uma opinião diferente. Ela observou que Roberto de Torigni afirmou aqui que ela era a irmã uterina do Duque Guilherme "então podemos concluir que talvez ela compartilhou a mãe e o pai com o Conquistador." Mas como Torigni escreveu um século depois do nascimento de Adelaide e no mesmo período, no GND cometeu um erro genealógico, ela conclui que a identidade da mãe de Adelaide permanece como uma questão em aberto.
  2. Antes de se tornar um pequeno condado, Aumale era uma cidade no rio Bresle no nordeste da Normandia. Chegou à família por meio da mãe de Enguerrando, o herdeiro de Aumale. Foi liquidada por Adelaide da Normandia como um condado por seu irmão Guilherme, o Conquistador, mas o momento exato não é conhecido. Adelaide foi a primeira condessa seguida por seu filho, Estevão de Aumale, como o segundo titular, mas primeiro conde. Veja Cokayne, The Complete Peerage, Vol. I, p. 350.

Referências

  1. George Andrews Moriarty, The Plantagenet Ancestry of King Edward III and Queen Philippa (Mormon Pioneer Genealogy Society, Salt Lake City, UT, 1985), p. 13
  2. Elisabeth van Houts, 'Les femmes dans l'histoire du duché de Normandie', Tabularia « Études », n° 2, 2002, (10 de julho de 2002), p. 24
  3. Kathleen Thompson, 'Being the Ducal Sister: The Role of Adelaide of Aumale', Normandy and its Neighbours 900–1250; Essays for David Bates, ed. David Crouch, Kathleen Thompson (Brepols Publishers, Bélgica, 2011), pp. 69–70
  4. Kathleen Thompson, 'Being the Ducal Sister: The Role of Adelaide of Aumale', Normandy and its Neighbours 900–1250; Essays for David Bates, ed. David Crouch, Kathleen Thompson (Brepols Publishers, Bélgica, 2011), p. 68
  5. a b c Kathleen Thompson, 'Being the Ducal Sister: The Role of Adelaide of Aumale', Normandy and its Neighbours 900–1250; Essays for David Bates, ed. David Crouch, Kathleen Thompson (Brepols Publishers, Bélgica, 2011), p. 71
  6. John Carl Andressohn, The ancestry and life of Godfrey of Bouillon (Ayer Publishing, 1972) p. 20
  7. a b Kathleen Thompson, 'Being the Ducal Sister: The Role of Adelaide of Aumale', Normandy and its Neighbours 900–1250; Essays for David Bates, ed. David Crouch, Kathleen Thompson (Brepols Publishers, Bélgica, 2011), p. 72
  8. a b c d George Edward Cokayne, The Complete Peerage of England Scotland Ireland Great Britain and the United Kingdom, Extant Extinct or Dormant, ed. Vicary Gibbs, Vol. I (The St. Catherine Press, Ltd., Londres, 1910), p. 351
  9. Ann Williams, The English and the Norman Conquest (The Boydell Press, Woodbridge, UK, 1995), p. 58, n. 57
  10. Kathleen Thompson, 'Being the Ducal Sister: The Role of Adelaide of Aumale', Normandy and its Neighbours 900–1250; Essays for David Bates, ed. David Crouch, Kathleen Thompson (Brepols Publishers, Bélgica, 2011), p. 76
  11. a b George Edward Cokayne, The Complete Peerage of England Scotland Ireland Great Britain and the United Kingdom, Extant Extinct or Dormant, ed. Vicary Gibbs, Vol. I (The St. Catherine Press, Ltd., Londres, 1910), p. 352
  12. George Edward Cokayne, The Complete Peerage of England Scotland Ireland Great Britain and the United Kingdom, Extant Extinct or Dormant, ed. Vicary Gibbs, Vol. I (The St. Catherine Press, Ltd., Londres, 1910), pp. 350–2
  13. N. J. Higham, The Kingdom of Northumbria, AD 350 – 1100 (Alan Sutton Publishing, Ltd. , 1993), p. 226
  14. a b Detlev Schwennicke, Europäische Stammtafeln: Stammtafeln zur Geschichte der Europäischen Staaten, Neue Folge, Band II (Verlag von J. A. Stargardt, Marburg, Alemanha, 1984), Tafel 46
Precedido por
Novo
Condessa de Aumale
1069–1090
Sucedido por
Estevão