Adenium obesum

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaAdenium obesum
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: angiospérmicas
Clado: eudicotiledóneas
Clado: asterídeas
Ordem: Gentianales
Família: Apocynaceae
Género: Adenium
Espécie: A. obesum
Nome binomial
Adenium obesum

Adenium obesum é uma espécie de planta pertencente à família Apocynaceae, nativa das regiões do Sahel, ao sul do Saara (da Mauritânia e Senegal ao Sudão), e da África tropical e oriental e subtropical do sul e da Arábia. É popularmente chamada de rosa do deserto. Suas sementes têm sido venda fraudulenta de sementes de Adenium comum como sendo de híbridos com cores e formatos inexistentes.[1]

Descrição[editar | editar código-fonte]

É um arbusto suculento sempre-verde ou seco-decíduo (que também pode perder suas folhas durante períodos de frio, ou de acordo com a subespécie ou cultivar). Pode crescer de um a cinco metros de altura, cáudice basal inchado e robusto.[2] As folhas são dispostas em espiral, agrupadas em direção às pontas dos ramos, de forma simples, com textura de couro, com 5 a 15 cm de comprimento e 1 a 8 cm de largura. As flores são tubulares, 2-5 cm (0,79-1,97 in) de comprimento, com a parte externa 4-6 cm (1,6-2,4 in) de diâmetro com cinco pétalas, semelhantes aos de outros gêneros relacionados, como Plumeria e Nerium. As flores tendem a vermelho e rosa, muitas vezes com um rubor esbranquiçado para fora da garganta.[3]

Cresce bem em solo seco, bem-drenado, clima quente e seco não tolerando geada ou congelamento.[4]

Sua sementes são cilíndricas, longas e estreitas, com dez a catorze milímetros de comprimento, de cor castanho, com longos tufos de pelo branco de cor castanho dourado nas duas extremidades. (papus) para que a semente seja levada pelo vento e assim se espalhe.

Sinônimos[editar | editar código-fonte]

A espécie Adenium obesum possui 11 sinônimos reconhecidos atualmente.[5]

  • Adenium arabicum Balf.f.
  • Adenium arboreum Ehrenb.
  • Adenium coetaneum Stapf
  • Adenium honghel Lindl.
  • Adenium micranthum Stapf
  • Adenium socotranum Vierh.
  • Adenium somalense Balf.f.
  • Adenium speciosum Fenzl
  • Adenium tricholepis Chiov.
  • Cameraria obesa (Forssk.) Spreng.
  • Nerium obesum Forssk.

Ecologia[editar | editar código-fonte]

As lagartas de uma mariposa com pintas brancas (Syntomeida epilais) se alimentam de néctar da rosa do deserto, assim como das flores do Oleandro.[6]

Usos[editar | editar código-fonte]

Adenium obesum produz uma seiva em suas raízes e caules que contém 30 glicosídeos cardíacos semelhantes ao encontrado na Digitalis.[7] Esta seiva é usada como veneno em flechas para caçar grandes animais em grande parte da África[8] e como uma toxina para pesca de peixes.[7][9]

Adenium obesum é importante na medicina tradicional. No Sahel, uma decocção das raízes, sozinha ou em combinação com outras plantas, é usada para tratar doenças venéreas; um extrato ds raiz ou casca é usado como banho ou loção para tratar doenças de pele e matar piolhos, enquanto o látex é aplicado em dentes em decomposição e feridas sépticas. Na Somália, uma decocção da raiz como gotas para o nariz é prescrita para a rinite. No norte do Quênia, o látex é esfregado na cabeça contra piolhos e hastes são aplicadas para matar parasitas da pele de camelos e do gado. A casca é mastigada como abortiva.[7]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Híbridos[editar | editar código-fonte]

Os híbridos são plantas que apresentam características diferentes da planta encontrada na natureza.

Links externos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Rosas do deserto - Dicas e cuidados
  2. Nico Vermeulen (1999). Encyclopedia of House Plants. [S.l.]: Taylor & Francis. p. 245. ISBN 978-1-57958-108-4 
  3. Elizabeth Shaheen (2003). Exotic Perennials & Annuals for Pots and Gardens in Bahrain. [S.l.]: Miracle Graphics. p. 25. ISBN 978-99901-37-09-5 
  4. Judith Phillips (28 de abril de 2016). Growing the Southwest Garden: Regional Ornamental Gardening. [S.l.]: Timber Press. p. 190. ISBN 978-1-60469-704-9 
  5. «Adenium obesum» (em inglês). The Plant List. 2010. Consultado em 7 de julho de 2019 
  6. «Oleander caterpillar (Syntomeida epilais)» (PDF). UF/IFAS. Agosto de 2006. Consultado em 26 de março de 2018 
  7. a b c Gaby H. Schmelzer (2008). Medicinal Plants. [S.l.]: PROTA. pp. 46–48. ISBN 978-90-5782-204-9 
  8. Schmelzer, G.H.; A. Gurib-Fakim (2008). Medicinal Plants. [S.l.]: Plant Resources of Tropical Africa. pp. 46–49. ISBN 978-90-5782-204-9 
  9. John 'Lofty' Wiseman SAS Survival Handbook, Revised Edition p. 240; William Morrow Paperbacks (2009) ISBN 978-1875900060