Alcalá de Guadaíra

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Espanha Alcalá de Guadaíra 
  Município  
Alcalá de Guadaíra, Sevilla.jpg
Bandeira de Alcalá de Guadaíra
Bandeira
Brasão de armas de Alcalá de Guadaíra
Brasão de armas
Alcalá de Guadaíra está localizado em: Espanha
Alcalá de Guadaíra
Localização de Alcalá de Guadaíra na Espanha
Coordenadas 37° 20' N 5° 51' O
Comunidade autónoma Andaluzia
Província Sevilha
 - Alcaide Antonio Gutiérrez Limones (PSOE-A) (2011-2015/2015-atualmente)
Área
 - Total 287,61 km²
Altitude 41 m
População
 - Total 74 845
    • Densidade 260,2 hab./km²
Gentílico alcalareño, -ña alcalarenho, -nha ou
panadero, -ra padeiro, -a
Código postal 41500
Sítio www.ciudadalcala.org

Alcalá de Guadaíra[1][2] é um município espanhol da província de Sevilha,[1] na comunidade autónoma da Andaluzia.[1] Pertence oficialmente à comarca metropolitana de Sevilha.[1] Tem oficialmente 74.845 moradores. A superfície municipal é de 284,6 hectares.[1] Está a dezasseis quilómetros da capital provincial, Sevilha.[1]

O município de Alcalá de Guadaíra faz fronteira com os de Dos Hermanas,[1] de Sevilha,[1] de Los Molares,[1] de Utrera,[1] de Carmona,[1] de Arahal[1] e de Mairena del Alcor.[1]

Tem um património histórico e natural notório, dentro do qual é destacável o seu castelo,[3] este de origem almóada[3] tendo sido várias vezes reconstruido e ampliado já na época cristã,[3] mas também um importante espaço natural à beira do rio Guadaíra - pertencentes desde dezembro de 2011 à Rede de Espaços Naturais Protegidos da Andaluzia,[4] baixo a proteção como Monumento Natural[4] - e os seus moinhos fortificados,[5][6][7][8] sendo a povoação conhecida pelo pão que produzia,[9][10] também encontra-se lá o parque e o pinar de Oromana,[11][12] e a zona arqueológica de Gandul,[7][13] na qual encontraram-se vários dolmens.[13][14][15]

História[editar | editar código-fonte]

Pré-história[editar | editar código-fonte]

Pelos restos arqueológicos encontrados, os primeiros assentamentos estáveis no local datam da Idade do Cobre (2 500-1 500 a.C.), período caraterizado por um aumento da população nas povoações que estavam perto dos rios. Um exemplo são os restos megalíticos da zona de Gandul.[7]

Época romana[editar | editar código-fonte]

Por volta do século II a.C. e devido à proximidade com Híspalis, a região foi favorecida sendo fortemente romanizada e por tanto assimilou o latim, a moeda e o Direito romano.[16][17][18] Também por ser uma zona arável e fértil, o que era um estimulo à agricultura.

Época visigoda[editar | editar código-fonte]

Não existe muita informação desta época, pois a zona da Andaluzia ocidental não teve muita influência visigótica, contudo, há muitas inscrições e lápidas dessa altura que conservam-se no Museu de Alcalá de Guadaíra.[18][19]

Alandalus[editar | editar código-fonte]

Depois da Batalha de Guadalete e a derrota das forças visigodas pelo exército muçulmano a região ficou baixo domínio dos invasores do sul. O período islâmico estendeu-se desde dita batalha até à reconquista de Sevilha em 1248, tendo deixado esta presença vestígios[20] na arquitetura,[3] nos monumentos[3] e no nome da cidade[21] que provem das palavras árabes Qall'at Yâbir e Wadi Ayra.[22][23] Os muçulmanos souberam aproveitar ao máximo os recursos naturais dos rios, potenciando a zona.[24]

O nome da cidade oficialmente era Alcalá de Guadaira,[22] mas depois da publicação do BOE 97 de 23/04/2003 e de acordo à pronuncia local do nome da cidade passou a ser Alcalá de Guadaíra.[22]

Reconquista[editar | editar código-fonte]

Época muito importante da sua história, quando torna-se um assentamento estável, e deixa de ser um simples quartel militar e local de tributo dos camponeses da comarca.[25] No ano 1280, Afonso X otorga à povoação uma carta de foral.[6][26]

Demografia[editar | editar código-fonte]

1842 1857 1860 1877 1887 1897 1900 1910 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
População

de facto

n/d 8.279 7.880 8.227 9.055 8.930 8.198 8.940 11.038 16.816 20.477 25.279 31.004 33.999 45.352 52.515 n/d n/d
População

de iure

6.702 n/d n/d 7.876 7.991 8.528 8.287 8.760 10.559 16.276 20.355 25.049 30.856 33.593 45.577 52.257 57.426 73.317
Lares 1.600 2.013 1.837 2.141 2.298 2.245 2.171 2.301 2.583 3.944 4.719 5.917 6.847 8.230 11.162 13.907 17.501 26.090

Toda a tabela está referenciada. Pode conferir os dados aqui.

Município de Alcalá de Guadaíra respetivamente à província de Sevilha.
Chaminé no Parque Centro de Alcalá de Guadaíra.
Torres da fortaleza de Alcalá.

Presidentes da câmara municipal desde 1979[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m «Ayuntamiento de Alcalá de Guadaíra». www.ciudadalcala.org. Consultado em 25 de março de 2016. 
  2. «Instituto Nacional de Estadística». www.ine.es. Consultado em 25 de março de 2016. 
  3. a b c d e «CRÓNICA ARQUEOLÓGICA DE LA ESPAÑA MUSULMANA, VIII» (PDF). CRÓNICA ARQUEOLÓGICA DE LA ESPAÑA MUSULMANA, VIII. DOS OBRAS DE ARQUITECTURA ALMOHADE: LA MEZQUITA DE CUATRO-HABITAN Y EL CASTILLO DE ALCALÁ DE GUADAIRA. Consultado em 25 de março de 2016.  Verifique data em: |data= (ajuda)
  4. a b MAESTRE CABALLERO, Javier. Plan de Comunicación Teatro Auditorio Riberas del Guadaíra. 2014.
  5. «El hispanoárabe al-Farnat 'los molinos harineros' en la toponimia peninsular - ProQuest». search.proquest.com. Consultado em 25 de março de 2016. 
  6. a b Jiménez, Manuel González. «ALCALÁ DE GUADAIRA EN EL SIGLO XIII Conquista y repoblación» (PDF). ALCALÁ DE GUADAIRA EN EL SIGLO XIII Conquista y repoblación. Universidad de Sevilla. Consultado em 25 de março de 2016. 
  7. a b c Pascual Barea, Joaquín (1 de janeiro de 2002). «Irippo y la Mesa de Gandul (Alcalá de Guadaíra): 'la fortificación del río Ira' en época turdetana». Irippo y la Mesa de Gandul (Alcalá de Guadaíra): ‘la fortificación del río Ira’ en época turdetana. Consultado em 25 de março de 2016. 
  8. «Evolución histórica del inventario de molinos hidráulicos de Alcalá de Guadaíra». Evolución histórica del inventario de molinos hidráulicos de Alcalá de Guadaíra. Sánchez Jiménez, Francisco Javier Martín Navarro, Antonio Medina Encina, Fernando. Universidad de Sevilla. Departamento de Ingeniería del Diseño. 2010-10. Consultado em 25 de março de 2016.  Verifique data em: |data= (ajuda)
  9. GONZÁLEZ JIMÉNEZ, Manuel. Alcalá de Guadaira en el siglo XIII: conquista y repoblación. Anales de la Universidad de Alicante. Historia Medieval, N. 6 (1987); pp. 135-158, 1988.
  10. «INEbase. Alteraciones de los municipios». www.ine.es. Consultado em 25 de março de 2016. 
  11. ROALES, J. Contribución al conocimiento de la flora de Sevilla. II: novedades corológicas en el Valle del Guadalquivir. Lagascalia, 1998, 20.2: 239-256.
  12. Huertos, Emilio Galán; Suero, Juan Cornejo (1 de janeiro de 1992). Estudio geológico y valoración del impacto ambiental en el municipio de Alcalá de Guadaira (em espanhol). [S.l.]: Universidad de Sevilla. ISBN 9788447201587 
  13. a b PINEDA, María del Águila Boge. Ramón J. Sender y Alcalá de Guadaíra en su tesis de Nancy. Alazet. Revista de Filología, 2006, 18: 257-260.
  14. HIDALGO, José Manuel Rodríguez. La restauración del dolmen del Término, Gandul: Alcala de Guadaíra y Mairena del Alcor, Sevilla. SPAL: Revista de prehistoria y arqueología de la Universidad de Sevilla, 2001, 10: 93-107.
  15. RODRÍGUEZ HIDALGO, José Manuel. La restauración del Dolmen del Término, Gandul: Alcala de Guadaíra y Mairena del Alcor, Sevilla. 2001.
  16. PÉREZ, Víctor Hurtado; CARREDANO, Fernando Amores. Excavación de un mausoleo circular en Las Canteras (Alcalá de Guadaira, Sevilla). Habis, 1981, 12: 383-396.
  17. GALÁN, Manuel Bendala. El banquete funerario en el mediodía hispano: una observación. Gerión, 1991, 3: 181-186.
  18. a b FERNÁNDEZ, Manuel García. Francisco García Fitz: El castillo de Alcalá de Guadaira (Sevilla). Estudios y fuentes documentales. Medievalismo, 2008, 18: 429-431.
  19. BERENJENO, Enrique Luis Domínguez. El poblamiento rural en Los Alcores durante la Antigüedad tardía (ss. III/VII?): Santa Lucía y Las Majadillas (Alcalá de Guadaíra, Sevilla). Romula, 2015, 12/13: 65-94.
  20. BOLENS, Lucie. Riquezas de la tierra andaluza y primacía del aceite de oliva en la sociedad y civilización de Al-Andalus (siglos X-XVI). Agricultura y sociedad, 1996, 80: 180-218.
  21. a b «ABC SEVILLA (Sevilla) - 07/06/1984, p. 28 - ABC.es Hemeroteca». hemeroteca.sevilla.abc.es. Consultado em 25 de março de 2016. 
  22. a b c «BOE.es - Documento BOE-A-2003-8431». www.boe.es. Consultado em 26 de março de 2016. 
  23. «¿Qué significan los nombres árabes de los pueblos de Sevilla?». abcdesevilla.es. Consultado em 26 de março de 2016. 
  24. CRESSIER, Patricia. Hidráulica rural tradicional de origen medieval en Andalucía y Marruecos. Elementos de análisis práctico. González Alcantud, JA y Malpica Cuello A.(Dirs.), 1995, 255-286.
  25. JIMÉNEZ, Manuel González. La repoblación del reino de Sevilla en el siglo XIII. Alcanate, 2008, 6: 2008-2009.
  26. GONZÁLEZ JIMÉNEZ, Manuel. Poblamiento y frontera en Andalucía (siglos XIII-XV). 1989.
  27. «DECRETO 240/1987, de 7 de octubre, por el que se cede gratuitamente al Ayuntamiento de Alcalá de Guadaira (Sevilla) el inmueble sito en su término municipal, con destino a la instalación en el mismo de un centro de Servicios Sociales.». www.juntadeandalucia.es. Consultado em 25 de março de 2016. 
  28. a b «El juez confirma la implicación de Gutiérrez Limones en el caso ACM». ELMUNDO. Consultado em 25 de março de 2016. 
  29. a b «La complicada tesitura del PSOE-A con Antonio Gutiérrez Limones». eldiario.es. Consultado em 25 de março de 2016. 
  30. a b c «Gutiérrez Limones toma posesión como diputado sin renunciar a la alcaldía de Alcalá de Guadaíra». sevilla (em espanhol). Consultado em 25 de março de 2016. 
  31. «Turismo de Alcalá de Guadaíra». www.turismoalcaladeguadaira.es. Consultado em 25 de março de 2016. 
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