Amara Moira

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Amara Moira
Nascimento
Campinas, São Paulo, Brasil
Residência São Paulo, São Paulo
Nacionalidade Brasileira
Ocupação Escritora, professora e ativista trans

Amara Moira, nascida e criada em Campinas, é uma transexual, feminista, escritora e professora de literatura em cursinho brasileira.[1] Defendeu doutorado em teoria literária pela Universidade Estadual de Campinas no ano de 2018,[2] e, com isso, se tornou a primeira mulher trans a obter o título pela referida universidade usando seu nome social.[1]

Seu nome é inspirado na obra Odisséia, de Homero, em que as moiras eram videntes que previam um destino amargo para Ulisses.[3] Portanto, seu nome significaria "destino amargo".

Ativismo e produção literária[editar | editar código-fonte]

Durante seu doutorado na UNICAMP sobre a produção literária de James Joyce, iniciou seu processo de transição de gênero. Tinha, então, 29 anos de idade.[4] Na sequência, iniciou sua atividade como prostituta e como escritora de um blog, onde relatava suas experiências e a de outras colegas na profissão. Tal período foi inspiração para a escrita posterior de seu livro, E se eu fosse puta, lançado em 2016. Atualmente, não trabalha mais como profissional do sexo, mas é uma defensora da regulamentação da prostituição no Brasil. Além disso, Amara acredita que a literatura é fonte de transformação social.[5]

Trabalhos[editar | editar código-fonte]

  • E se eu fosse puta, lançado em 2016 pela Hoo Editora.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «A travesti com o poder da palavra que virou doutora». HuffPost Brasil. 12 de março de 2018. Consultado em 8 de março de 2019 
  2. «Amara Moira defende doutorado hoje no IEL | Unicamp». www.unicamp.br. Consultado em 8 de março de 2019 
  3. «Uma conversa com Amara Moira, travesti e escritora que milita pela descriminalização da prostituição». Sul 21. 14 de maio de 2017. Consultado em 8 de março de 2019 
  4. «Mulher de pênis». www.uol. Consultado em 8 de março de 2019 
  5. a b «Amara Moira, travesti e estudiosa de James Joyce, lança livro de memórias sobre prostituição - Cultura». Estadão. Consultado em 8 de março de 2019 
  6. Glioche, Reinaldo (5 de julho de 2017). «Vidas Trans - A Coragem de Existir é uma aula de humanidade - Cultura - iG». Gente. Consultado em 8 de março de 2019