Anomalia da tolerância à glicose

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Anomalia da tolerância à glicose
Especialidade endocrinologia
Classificação e recursos externos
CID-10 R73.0
CID-9 790.21
MeSH D018149
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A anomalia da tolerância à glicose (ATG), tolerância diminuída à glicose (TDG) é o nome dado a um tipo de pré-diabetes, onde há um estado de hiperglicemia associado à resistência insulínica e aumento do risco de desenvolver doenças cardiovasculares e progressão para diabetes, além de ser um fator de risco para mortalidade[1].

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

De acordo com os critérios da Organização Mundial da Saúde[2] e da Associação Americana de Diabetes[3], a tolerância diminuída à glicose é definida como:

  • Prova de tolerância à glicose oral com níveis de glicemia às 2 horas entre 140 e 199 mg/dL (7,8 a 11 mmol/L) após carga de 75 gramas de dextrosol (glicose anidra). A glicemia de jejum pode estar normal ou levemente alterada.

Avaliação[editar | editar código-fonte]

Critérios de diagnóstico da diabetes[4][5]
Condição Glicemia P às 2h Glicemia P jejum HbA1c
mmol/l(mg/dl) mmol/l(mg/dl) %
Normal <7,8 (<140) <6,1 (<110) <6,0
Anomalia da glicemia em jejum (AGJ) <7,8 (<140) ≥ 6,1(≥110) & <7,0(<126) 6,0–6,4
Anomalia da tolerância à glicose (ATG) ≥7,8 (≥140) <7,0 (<126) 6,0–6,4
Diabetes mellitus ≥11,1 (≥200) ≥7,0 (≥126) ≥6,5

Interpretação[editar | editar código-fonte]

Pelo menos 50% das pessoas classificadas como portadores de tolerância diminuída à glicose vão desenvolver diabetes nos próximos 10 anos. E a diabetes traz como problemas o aumento da chance de surgirem doenças cardiovasculares e complicações como retinopatia, nefropatia e neuropatia diabéticas (alterações na visão, rins e nervos, respectivamente).[6]

Referências

  1. Barr, Elizabeth L. M.; Zimmet, Paul Z.; Welborn, Timothy A.; Jolley, Damien; Magliano, Dianna J.; Dunstan, David W.; Cameron, Adrian J.; Dwyer, Terry; Taylor, Hugh R. (10 de julho de 2007). «Risk of cardiovascular and all-cause mortality in individuals with diabetes mellitus, impaired fasting glucose, and impaired glucose tolerance: the Australian Diabetes, Obesity, and Lifestyle Study (AusDiab)». Circulation. 116 (2): 151–157. ISSN 1524-4539. PMID 17576864. doi:10.1161/CIRCULATIONAHA.106.685628 
  2. «WHO | Publications on diabetes». WHO. Consultado em 31 de agosto de 2018. 
  3. American Diabetes Association (2005-1). «Diagnosis and classification of diabetes mellitus». Diabetes Care. 28 Suppl 1: S37–42. ISSN 0149-5992. PMID 15618111  Verifique data em: |data= (ajuda)
  4. Definition and diagnosis of diabetes mellitus and intermediate hyperglycemia: report of a WHO/IDF consultation (PDF). Geneva: World Health Organization. 2006. p. 21. ISBN 978-92-4-159493-6 
  5. Vijan, S (março de 2010). «Type 2 diabetes». Annals of Internal Medicine. 152 (5): ITC31-15. PMID 20194231. doi:10.1059/0003-4819-152-5-201003020-01003 
  6. Niemies, Alan (27 de agosto de 2018). «Intolerância à Glicose». MedSimples. Consultado em 31 de agosto de 2018. 

Ver também[editar | editar código-fonte]