Hiperglicemia

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Hiperglicemia
Os hexágonos brancos representam as moléculas de glicose, que estão aumentadas no caso de hiperglicemia.
Classificação e recursos externos
CID-10 R73.9
CID-9 790.29
DiseasesDB 6234
MedlinePlus 007228
MeSH D006943
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A hiperglicemia (do grego, ὑπέρ- "excesso", γλυκός "açúcar", αἷμα "sangue") é uma condição caracterizada pelo elevado nível de glicose no sangue. Os níveis normais de glicose no sangue está entre 70 e 99mg/dL em jejum 8h e entre 100 e 140mg/dL pós-prandial (depois de comer). Níveis alterados desses valores podem sugerir crises hipo ou hiperglicêmicas, por diversas etiologias (origens). Ao persistirem os níveis alterados, a procura a um serviço de saúde se torna essencial, podendo caracterizar-se por quadros patológicos, como a Diabetes Mellitus.

Causas[editar | editar código-fonte]

A glicemia pode ser elevada por[1]:

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Uma glicemia superior a 200mg/dL pode causar[2]:

  • Polidipsia (muita sede)
  • Poliúria (excesso de urina)
  • Polifagia (fome excessiva, acompanhada de emagrecimento em DM2)
  • Cansaço e sonolência
  • Pele seca
  • Dor de cabeça, podendo evoluir para náuseas e vômitos
  • Dificuldades para respirar
  • Hálito cetônico (devido à formação de corpos cetônicos pelo organismo)
  • Endurecimento e espessamento das paredes arteriais
  • Envelhecimento precoce
  • Redução na esperança de vida.

Complicações[editar | editar código-fonte]

Níveis elevados de glicose no sangue podem conduzir, a longo prazo, a alterações irreversíveis nos nervos e nos grandes e pequenos vasos sanguíneos. O diabetes também pode reduzir a capacidade do corpo em resistir a infecções, assim como aumentar a propensão a problemas oculares, doenças renais, pressão alta, ataques cardíacos, acidentes vasculares-cerebrais e amputação de membros superiores e inferiores.

Entre as complicações crónicas da hiperglicemia relacionam-se:

Microangiopatia[editar | editar código-fonte]

Caracterizada pelo comprometimento dos vasos sanguíneos capilares, por nefropatia e retinopatia.

Macroangiopatia[editar | editar código-fonte]

Caracterizada pelo comprometimento dos vasos arteriais e por deficiência circulatória no cérebro, coração e membros inferiores.

Retinopatia[editar | editar código-fonte]

Caracterizada por alterações na visão como a percepção de pontos flutuantes, anéis ou halos coloridos, dificuldade de visão diurna, pressão ou dor sobre os olhos, ou hipersensibilidade à luz.

Nefropatia[editar | editar código-fonte]

Caracterizada pela presença de albuminúria persistente (excreção de albumina em níveis superiores a 300 mg/dl) na ausência de outro distúrbio renal.

Neuropatia[editar | editar código-fonte]

Caracterizada pela sensação de formigueiros, impotência sexual, alterações digestivas, urinárias e/ou circulatórias, ressecamento da pele, lesões ulcerosas nos pés e pernas, entre outros.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Os diabéticos que fazem a monitorização da glicose rotineiramente podem detectar aumentos da glicemia, sem, entretanto, apresentar sintomas de hiperglicemia. Para estes pacientes recomenda-se regularmente verificar o nível da glicose no sangue. Isto pode ser feito preferencialmente nas seguintes ocasiões:

  • Em jejum, antes das principais refeições - café da manhã, almoço e jantar (glicemia em jejum);
  • Duas horas após as principais refeições (glicemia pós-prandial) ou após consumir 75g de glicose.

Mais de 200mg/dL de glicemia a qualquer momento, é critério diagnóstico de diabetes mellitus.

Prevenção[editar | editar código-fonte]

Caso sejam identificados níveis elevados de glicose no sangue, deve-se procurar um médico ou um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento apropriados. O controle adequado da hiperglicemia pode auxiliar a prevenir e não evitar os problemas, em conjunto com mudanças saudáveis no estilo de vida do paciente como:

  • Elevar o nível de informação, conduzindo a uma melhor administração do problema;
  • Selecionar um plano alimentar nutricionalmente balanceado com carboidratos complexos e de baixo índice glicêmico;
  • Escolha criteriosa do horário das refeições;
  • Realização de exercícios físicos de baixo impacto, como caminhadas, natação e ciclismo;
  • Uso de medicamentos hipoglicemiantes, como metformina e insulina;
  • Visitar o profissional de saúde regularmente, seguindo suas recomendações.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências