Diabetes gestacional

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Diabetes gestacional
O círculo azul é o símbolo universal para a diabetes[1]
Classificação e recursos externos
CID-10 O24
CID-9 648.8
DiseasesDB 5195
MedlinePlus 000896
MeSH D016640
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Diabetes gestacional ou diabetes na gravidez é a a condição em que uma mulher sem diabetes apresenta níveis elevados de glicose no sangue durante a gravidez.[2] Geralmente a mulher ela é diagnosticada no princípio da gravidez e o diabetes acaba desaparecendo após o nascimento da criança. A diabetes gestacional geralmente manifesta poucos sintomas. No entanto, aumenta o risco de pré-eclampsia, depressão e necessidade de uma cesariana.

Prevalência[editar | editar código-fonte]

A diabetes gestacional afeta entre 3 e 9% de todas as gravidezes, dependendo da população estudada.[3] A doença é particularmente comum durante o terceiro trimestre de gravidez.[2] A prevalência varia com a idade. A doença afeta apenas 1% das grávidas com menos de 20 anos de idade, enquanto que afeta 13% das grávidas com mais de 44 anos de idade.[3] Alguns grupos étnicos apresentam maior risco de diabetes gestacional, entre os quais asiáticos, nativos norte-americanos, aborígenes australianos e habitantes das ilhas do Pacífico.[3][2] Em 90% dos casos, após o parto a doença resolve-se por si própria.[2] No entanto, existem vários riscos associados à doença não tratada, incluindo o risco de desenvolver diabetes do tipo 2.[3]

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

O diagnóstico é feito por análises ao sangue.[2] Em pessoas de risco normal, o rastreio é recomendado entre a 24ª e a 28ª semanas de gestação.[2][3] Em pessoas de elevado risco, o rastreio pode ter lugar na primeira consulta pré-natal.[2]

Causas[editar | editar código-fonte]

A diabetes gestacional é causada pela quantidade insuficiente de insulina no contexto de resistência à insulina. Os fatores de risco incluem ter sobrepeso, ter tido anteriormente diabetes gestacional, história na família de diabetes do tipo 2 e ter síndrome do ovário policístico.

Consequências[editar | editar código-fonte]

Criança[editar | editar código-fonte]

  • Anormalidades nos rins, no coração e na coluna vertebral;
  • Peso elevado ao nascer, podendo chegar ou passar dos 4 kg;
  • Transtornos no desenvolvimento fetal, não deixando amadurecer de forma correta o fígado e os pulmões;
  • Icterícia ao nascer;
  • Dificuldades na respiração;
  • Hipoglicemia.[4]

Longo Prazo:

  • Obesidade;
  • Diabetes mellitus tipo 1;
  • Síndrome metabólica.

Mãe[editar | editar código-fonte]

  • Bebê natimorto;
  • Aborto espontâneo;
  • Trabalho de parto prematuro;
  • Complicações durante o parto;
  • Necessidade de cesariana;
  • Possibilidade de uso de fórceps durante o parto.

Longo prazo

  • Continuidade e desenvolvimento de diabetes, agora no tipo 2;
  • Nova diabetes em future gravidez.[5]

Prevenção e Tratamento[editar | editar código-fonte]

A prevenção consiste em manter um peso saudável e na prática de exercício físico antes da gravidez. A diabetes gestacional pode ser tratada com uma dieta diabética, exercício adequado e possivelmente injeções de insulina.[2] A maior parte das mulheres consegue controlar os níveis de glicose apenas com dieta e exercício. É muitas vezes recomendada a medição da glicose em mulheres afetadas seja realizada quatro vezes ao dia.[3] Após o nascimento, recomenda-se que a amamentação seja iniciada assim que possível.[2]

Referências

  1. «Diabetes Blue Circle Symbol». International Diabetes Federation. 17 de março de 2006 
  2. a b c d e f g h i «Gestational Diabetes». NIDDK. Setembro de 2014. Consultado em 31 de julho de 2016 
  3. a b c d e f Donovan, Peter J; McIntyre, H David (1 de outubro de 2010). «Drugs for gestational diabetes». Australian Prescriber. 33 (5): 141–144. doi:10.18773/austprescr.2010.066 
  4. BIAL. «Diagnosticar a Diabetes Gestacional - Nove Meses». www.novemeses.pt. Consultado em 30 de outubro de 2017 
  5. «Sintomas, dieta e riscos da diabetes gestacional - euroClinix». www.euroclinix.net. Consultado em 30 de outubro de 2017