Ruptura prematura de membranas

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Ruptura prematura de membranas (RPM) ou Amniorexe prematura é uma emergência médica relacionada com a gestação. Esse transtorno da gravidez é caracterizado pela ruptura da bolsa com líquido amniótico mais de uma hora antes do início do trabalho de parto. Na maioria dos casos de ruptura prematura de membranas, o trabalho de parto começa dentro das seguintes 48 horas. Se o feto tem menos de 37 semanas, essa ruptura pré-termino induz a um parto prematuro. A ruptura de membranas normalmente só deveria ocorrer no primeiro período do trabalho de parto, o período da dilatação cervical.

Causas[editar | editar código-fonte]

A ruptura prematura de membranas é causada geralmente por uma infecção bacteriana, por tabagismo ou por um defeito na estrutura do saco amniótico, do útero ou do cérvix, por relações sexuais. Foi encontrada uma associação entre estados emocionais de medo numa população e ruptura prematura de membranas.[1]

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Um exame com espéculo estéril (especuloscopia) permite confirmar a ruptura prematura das membranas, estimar a dilatação cervical, coletar o líquido amniótico para testes de maturidade fetal e obter amostras para cultivo. O toque vaginal aumenta o risco de infecção e deve ser evitado a menos que o trabalho de parto seja iminente. Pouco líquido amniótico em uma ecografia deve gerar suspeita. Um teste de alcalinidade positivo com papel de nitrazina serve para reforçar suspeitas, mas é pouco sensível e específico. Ver mecônio ou vénix também confirmam o diagnóstico. Uma amniocentese para análise ao microscópio pode confirmar infecção intrauterina. [2]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Se o feto tem mais de 34 semanas e os pulmões maduros é recomendado induzir o trabalho de parto. O parto também é indicado quando há infecção ou outro compromisso fetal, para tratamento imediato com antibióticos, antimicóticos ou antivirais. É necessário que a mãe receba um tratamento para evitar uma possível infecção no recém-nascido.

Entre 28 e 34 semanas, se recomenda repouso absoluto em cama com exames de pressão arterial, temperatura e frequência cardíaca três vezes por dia. Durante esse tempo é feito tratamento de infecções com antibióticos e maturação dos pulmões do feto com corticoides. Pode-se atrasar o trabalho de parto como tocolíticos, como labetalol, por 48h até que os pulmões do feto estejam maduros e as infecções tratadas.

Referências

  1. Santos-Leal, Emilio; Vidart Aragon JA, Coronado-Martin P, Herraiz-Martinez MA, Odent MR (2006). «Premature Rupture of Membranes and Madrid Terrorist Attack». Birth. 33 (4). 341 páginas 
  2. Rotura prematura de membranas