Colestase intra-hepática da gravidez

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Colestase intra-hepática da gravidez
O principal sintoma é a coceira nas mãos e nos pés, pior a noite, que passa para o corpo todo e não melhora com anti-alérgicos comuns.
Especialidade obstetrícia
Classificação e recursos externos
CID-10 O26.6
CID-9 646.73
OMIM 147480, 211600, 243300, 601847, 602347, 605479, 614972, 615878
DiseasesDB 6884
MeSH D002780
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Colestase intra-hepática da gravidez, também denominada colestase obstétrica, icterícia da gravidez e prurigo gravidarum,[1] é uma condição médica em que ocorre colestase durante a gravidez. Geralmente manifesta-se apenas por prurido intenso (coceira) no terceiro trimestre, mas pode levar a graves complicações para a mãe e para o feto. Afeta 0,1% a 0,2% das grávidas.[2]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Sentir mais coceira é normal na gestação, mas os sintomas mais comuns de colestase são[3]:

  • Coceira (prurigo) principalmente nas mãos e nos pés, mas que pode ser por todo o corpo, sem erupções cutâneas
  • Coceira pior a noite e que não melhora com anti-histamínicos (anti-alérgico)
  • Olhos e pele amarelados (ictericia)

A sintomatologia menos frequente e que indicam colestase mais grave inclui:

  • Urina mais escura e fezes menos escuras
  • Mais náusea
  • Menos apetite
  • Mais cansaço (fatiga)
  • Dor no quadrante superior direito do abdômen (onde está a vesícula biliar)
  • Maior tempo de coagulação (por falta de vitamina K)
  • Mau humor

Fatores de risco[editar | editar código-fonte]

É mais frequente em mulheres com[4]:

Complicações[editar | editar código-fonte]

Se não tratado os ácidos biliares em sangue causam diversos transtornos. As consequências maternas incluem o seguinte:

As consequências fetais incluem:

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Além da clínica, um exame de função hepática revela enzimas hepáticas e bilirrubina elevados, mas o padrão-ouro é detectar ácidos biliares em sangue.[5] Deve-se descartar outros problemas hepáticos como fígado gorduroso da gravidez, hepatite viral, hepatocarcinoma, alergia, toxinas na pele ou efeito colateral de medicamentos.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Após o diagnóstico, muitos médicos prescrevem ácido ursodesoxicólico e vitamina K até alguns dias após o parto. Banhos gelados e corticosteroides tópicos ou orais e gelo ajudam a controlar a coceira. A cada duas semanas deve-se examinar o bem estar fetal e ácidos biliares em sangue. Com o parto a colestase geralmente melhora, portanto pode ser uma indicação relativa para induzir o parto a partir da semana 35 de gestação.[6]

Referências

  1. Rapini, Ronald P.; Bolognia, Jean L.; Jorizzo, Joseph L. (2007). Dermatology: 2-Volume Set. St. Louis: Mosby. ISBN 1-4160-2999-0 
  2. Tunzi M, Gray GR (Janeiro de 2007). «Common skin conditions during pregnancy». Am Fam Physician. 75 (2): 211–8. PMID 17263216 
  3. Tunzi M, Gray GR (January 2007). "Common skin conditions during pregnancy". Am Fam Physician. 75 (2): 211–8. PMID 17263216.
  4. Pusl T, Beuers U (2007). "Intrahepatic cholestasis of pregnancy". Orphanet J Rare Dis. 2: 26. doi:10.1186/1750-1172-2-26. PMC 1891276 
  5. Reyes H, Sjövall J (March 2000). "Bile acids and progesterone metabolites in intrahepatic cholestasis of pregnancy". Ann. Med. 32 (2): 94–106. doi:10.3109/07853890009011758. PMID 10766400.
  6. http://americanpregnancy.org/pregnancy-complications/cholestasis-of-pregnancy/