Ruptura uterina

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Ruptura uterina
Hemorragia intra-abdominal por ruptura do útero.
Especialidade obstetrícia
Classificação e recursos externos
CID-10 O71.0-O71.1
DiseasesDB 13642
eMedicine 275854
MeSH D014597
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Ruptura uterina é uma emergência médica, geralmente durante o parto, caracterizada pela perfuração do miométrio. Na ruptura incompleta o peritônio está intacto. Com uma completa ruptura com o conteúdo do útero causa repercussões na cavidade peritoneal e coloca em risco a vida da mãe e do bebê.

A ruptura uterina quase sempre ocorre durante o trabalho de parto, mas também pode ocorrer nas últimas semanas antes do parto.

Deiscência uterina é uma condição semelhante, mas envolve menos camadas, menos sangramento e, portanto, menos riscos.[1]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Sintomas de uma ruptura podem ser, inicialmente, bastante sutis. Uma cicatriz de cesariana poderá sofrer deiscência; mas a dor abdominal e sangramento vaginal são difíceis de distinguir de um parto normal. Muitas vezes, uma queda da freqüência cardíaca fetal pode ser o sinal mais importante ou uma mudança de posição do bebê durante o exame manual. O sangramento intra-abdominal pode causar um choque hipovolêmico potencialmente fatal. Apesar de mortalidade materna, atualmente menos de 1% das mulheres e apenas entre 2 e 6% dos fetos morrem quando a ruptura ocorre em um hospital.

Uma grave ruptura uterina pode fazer o feto sair do útero para a cavidade abdominal.

  • Dor Abdominal: A dor pode não ser grave, pode ocorrer de repente, no auge de uma contração. A mulher pode descrever que sentiu algo rasgando.
  • Dor torácica: pior na inspiração, ocorre devido a irritação do diafragma pelo sangrado abdominal.
  • Choque hipovolêmico causado pela hemorragia, causa uma queda brusca da pressão arterial, taquicardia, taquipneia, pele pálida, fria e úmida e muita ansiedade. A queda na pressão arterial é muitas vezes um sinal de hemorragia grave.
  • Sinais de sofrimento fetal, indicando baixa oxigenação, tais como atrasos de desaceleração, redução da variabilidade de batimentos cardíacos, taquicardia ou bradicardia.
  • Ausência de sons do coração do feto. 
  • Ausência de atividade do coração fetal ao exame ultrassonográfico.
  • Cessação das contrações uterinas.
  • Palpação do feto fora do útero (somente com uma completa ruptura). Quando a ruptura chega a esse nível  o feto morre rapidamente.

Fatores de risco[editar | editar código-fonte]

Uma cicatriz uterina de uma cesariana anterior é o fator de risco mais comum. Em estudo, 52% das rupturas uterinas ocorreram em mulheres com que já haviam feito uma cesárea.[2] Outras formas de cirurgia uterina com corte do miométrio, parto disfuncional, excesso de oxitocina ou prostaglandinas, contrações excessivamente potentes e a vários partos anteriores também aumentam o risco de ruptura uterina. Em 2006, um caso raro de ruptura uterina na primeira gravidez sem nenhum fator de risco foi relatado.[3]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Laparotomia de emergência exploratória e cesárea acompanhada por fluido intravenosos e transfusão de sangue são os mais indicados em caso de ruptura uterina. Dependendo da natureza da ruptura e da condição do paciente, o útero pode ser reparado ou removido (histerectomia). Atraso no diagnóstico e cirurgia podem ser fatais para a mãe e para o filho.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Uterine Rupture in Pregnancy: eMedicine Obstetrics and Gynecology». Consultado em 23 de março de 2010 
  2. «Uterine rupture and subsequent pregnancy outcome - how safe is it? A 25-year study». J Matern Fetal Neonatal Med. 23. PMID 20230321. doi:10.3109/14767050903440489 
  3. «Unexplained prelabor uterine rupture in a term primigravida». Obstetrics and gynecology. 108. PMID 17018479. doi:10.1097/01.AOG.0000195065.38149.11