Associação Desportiva Centro Olímpico

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Centro Olímpico
Nome Associação Desportiva Centro Olímpico
Mascote Leão
Fundação 1 de janeiro de 1976 (41 anos)
Estádio Distrito
Capacidade 1.500 Pessoas
Competição São Paulo Paulista Fem.
Brasil Campeonato Brasileiro Fem.
Brasil Copa do Brasil Fem.
Website CentroOlimpico.com.br
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
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Uniforme
titular
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O Centro Olímpico de Treinamente e Pesquisa, conhecido como A.D. Centro Olímpico ou ADECO, é uma associação esportiva da cidade de São Paulo, capital, fundado em 1º de janeiro de 1976. Atualmente disputa competições de vôlei, atletismo, judô e futebol feminino.

História[editar | editar código-fonte]

O Centro Olímpico foi criado em 1º de janeiro de 1976 para receber os atletas do Programa Adote um Atleta, sendo uma unidade destinada ao aperfeiçoamento de atletas das categorias de base (crianças e adolescentes) que já fossem expoentes de suas modalidades e que tivessem potencial para integrar futuras seleções brasileiras adultas. Estes atletas treinavam meio período em seus clubes e meio período no Centro Olímpico.

O Programa Adote Um Atleta foi idealizado pela Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação da Cidade de São Paulo. A idéia era oferecer o Centro Olímpico para treinamentos de jovens atletas que seriam patrocinados pela iniciativa privada. No final da década de 1970, adolescentes como Hortência, Amauri, Ricardo Prado, Montanaro e outros, que ficariam mundialmente famosos alguns anos depois, foram beneficiados com um salário mínimo como estímulo para a continuidade de seus treinamentos.

Paralelamente, havia o Programa de Ação Desportiva (PAD), outro programa municipal onde os antigos Centros Esportivos Educacionais (unidades dedicadas ao esporte de participação, atualmente conhecidas como Clubes da Cidade) trabalhavam de forma integrada com o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, indicando crianças e adolescentes com potencial para a prática esportiva de rendimento.

Porém, com o passar dos anos e com as mudanças que aconteceram na própria estrutura do esporte dito "amador", o projeto inicial foi sofrendo interferências do ambiente externo. Empresas como Pirelli, Minercal, Bradesco, Supergasbrás e outras passaram a investir no marketing esportivo e preferiram criar suas próprias estruturas de treinamento, incluindo recursos que eventualmente não pudessem ser oferecidos pelo Centro Olímpico, como fisioterapeutas, preparadores físicos, nutricionistas, fisiologistas etc. e com a vantagem de não precisar ver seus principais atletas treinando meio período afastados do restante da equipe. Ao mesmo tempo, as Federações e Confederações passaram a se organizar melhor e a muitas vezes desenvolver seus próprios centros de treinamento.

Percebendo que o Centro Olímpico perdia cada vez mais atletas de ponta e se afastava de sua missão original, a Secretaria Municipal de Esportes decidiu alterar o foco do equipamento, que passou então a formar equipes de competição e a inscrever seus atletas nas principais disputas de suas faixas etárias.

No entanto, os regulamentos de confederações, federações, ligas esportivas e demais entidades organizadoras proíbem a inscrição de órgãos públicos nas disputas esportivas. Não é possível que uma prefeitura dispute um jogo contra um clube, por exemplo. A saída foi, em 25 de janeiro de 1981, criar-se o Clube Desportivo Padote, uma entidade privada com seu próprio estatuto, diretoria, conselho deliberativo e registros no CND, CNPJ e CCM. O nome Padote veio da união da sigla "PAD" e da palavra "Adote", referindo-se aos dois grandes programas da Secretaria.

Com esse novo formato, o Centro Olímpico formou durante a década de 1980 uma geração de atletas que atingiram resultados expressivos como a levantadora da seleção brasileira de vôlei feminino Fofão, que disputou quatro Jogos Olímpicos. No entanto, a década seguinte veria o fim do PAD e do Adote Um Atleta e a mudança de prioridades da SEME. O Centro Olímpico passou a viver um cenário com menos recursos financeiros e manutenção física, o que acarretou seu afastamento das disputas federativas e uma nova e forçosa mudança de foco, agora em lazer e recreação. A interrupção dos concursos públicos para contratação de novos profissionais de educação física, situação que perdura até hoje, também criou um gargalo para o desenvolvimento de um trabalho ideal. No final do ano 2000, cerca de apenas 100 atletas treinavam no Centro Olímpico.

A partir de 2001, uma nova administração tornou a priorizar o Centro Olímpico e a destinar recursos para sua manutenção e para a execução do trabalho competitivo. Um processo que durou mais de três anos culminou na reforma de toda a área interna (quadras, ginásio de ginástica artística, dojô, sala de luta olímpica e piscina, além das áreas de apoio administrativo) e ampliando a construção (novas salas para academia de musculação, sala de avaliação física e luta olímpica). Ao mesmo tempo, foi criado um convênio entre a SEME e o Padote para o pagamento das despesas cotidianas, conforme detalhado em tópico a seguir, e firmadas duas parcerias: com a Universidade Ibirapuera (Unib) para a realização de estágios de estudantes de educação física no trabalho das modalidades, diminuindo a falta de postos de trabalho, e com o Centro de Estudos em Traumatologia do Exercício (Cete) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), responsável por uma nova área de tratamento de fisioterapia.

Em 2005, visando fortalecer a principal marca envolvida e unificar as nomenclaturas existentes, o Padote trocou seu nome para Associação Desportiva Centro Olímpico, a atual entidade jurídica privada responsável por inscrever os atletas que treinam no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa em competições organizadas por federações, confederações e demais entidades competentes. Assim, o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP) é um local físico e a Associação Desportiva Centro Olímpico é um clube enquanto entidade jurídica. No dia-a-dia, ambos trabalham de forma unificada e são chamados simplesmente de Centro Olímpico.

Também em 2005, a A. D. Centro Olímpico formalizou o primeiro patrocínio de sua história, realizando um contrato com a operadora de telefonia Transit Telecom, que passou a estampar sua marca nas camisas do voleibol. No ano seguinte, o judô acertou com a fabricante de refrescos Ativ Plus e em 2007 foi a vez da empresa de tecnologia Ingresso Fácil acertar com o futebol.