Ataque à escola do exército em Peshawar

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Ataque à escola do exército em Peshawar
2014 Peshawar School Attack Location Map.png
Localização da escola do exército em Pershawar.
Local Peshawar, Paquistão
Data 16 de dezembro de 2014
Tipo de ataque assassinato em massa
Mortes 141 alunos e professores
7 terroristas
Responsável(is) Tehrik-i-Taliban Pakistan

Ataque à escola do exército em Peshawar foi uma ação terrorista ocorrida na escola pública do exército em Peshawar, no Paquistão, perpetrada por comandos talibãs da organização Tehrik-i-Taliban Pakistan – TTP (Movimento dos Talibãs do Paquistão), principal grupo islamita do país, que resultou na morte de 141 alunos, filhos de militares paquistaneses, professores e funcionários da escola. Foi levado a cabo por sete homens, mortos pelas forças de segurança ao final da ação [1] e planejado por Umar Mansoor, líder da TTP na região de Peshawar e da vizinha Darra Adam Khel, em comunicado da organização em seu site na Internet.[2]

O ataque ocorreu por volta das 10:00 de 16 de dezembro de 2014, quando os homens armados, vestidos com uniformes da polícia de fronteira, invadiram o colégio, localizado numa região de moradias da classe média alta da cidade, atirando indiscriminadamente em todos que se encontravam em seu interior. O ataque foi feito a partir de um cemitério ao lado da escola, por onde os talibãs pularam um muro invadindo o estabelecimento militar.[3] Antes de invadirem o local, os atacantes colocaram fogo no veículo que os transportou e começaram a atirar em todos que se encontravam dentro do auditório central, entre eles várias crianças entre 12–14 anos que aprendiam cursos de primeiros-socorros.

Os sete homens foram mortos após a polícia invadir o estabelecimento. O primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, declarou três dias de luto nacional por aquela que é considerada a maior tragédia nacional do país desde 2007,[4] quando do atentado em Karachi contra a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, que deixou 139 mortos.[5] Um porta-voz do talibã, Mohammad Omar Khorasan, declarou que o ataque foi uma vingança contra o massacre feito na Operação Zarb-e-Azb pelo exército paquistanês contra grupos de militantes da Al-Qaeda e outros movimentos radicais muçulmanos no norte do Waziristão, região de fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão, em junho de 2014.[6]

Entre outros, o ataque foi condenado pelo secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, pela Organização para a Cooperação Islâmica, pelo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, pela Nobel da Paz paquistanesa Malala Yousafzai[7] e dezenas de chefes de estado ao redor do mundo.[8] O ataque ocorreu no mesmo dia em que na Austrália um simpatizante do Estado Islâmico manteve como reféns 17 australianos numa cafeteria de Sydney, que acabou em sua morte e a de dois reféns.[9]

Após o atentado, o governo do Paquistão decidiu reativar a pena de morte para casos de terrorismo, em moratória no país desde 2008.[10]

Referências