Autoplágio

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Autoplágio é fazer plágio de si próprio, copiando trechos seus e os distribuindo em diferentes mídias como se fossem originais.[1] Por definição, "consiste na apresentação total ou parcial de textos já publicados pelo mesmo autor, sem as devidas referências aos trabalhos anteriores".[2] Ou seja, ele ocorre quando uma pessoa apresenta uma obra com partes de outra obra de própria autoria, sem qualquer referência a obra anterior. Para Pamplona, "enquanto o plágio é crime, o autoplágio é apenas antiético, a não ser que os direitos da primeira obra não sejam mais do autor".[3] No Brasil, como a CAPES avalia a produtividade de seus cientistas pelo número de publicações, o autoplágio torna-se um meio de burlar a avaliação do sistema. O CNPq considera o "autoplágio" como o quarto principal "crime" cometido pelos cientistas, atrás de plágio, a criação e a alteração de dados, respectivamente.[4]

Casos Famosos[editar | editar código-fonte]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

  • Em março de 2012, a revista Epoca publicou uma reportagem sugerindo que o então ministro da Educação, Aloizio Mercadante, obteve o título de doutor pela Unicamp através de autoplágio.[5]
  • Também em 2012, o deputado Gabriel Chalita foi acusado de usar teses praticamente idênticas para concluir dois mestrados, um em ciências sociais e outro em direito.[6]
  • Ainda no mesmo ano, um candidato a professor titular de Direito Civil da USP fez um pedido de abertura de processo contra o candidato aprovado no concurso, que teria usado trechos de artigos já publicados, mas escritos por ele em parceria com o filho. Além da impugnação da candidatura do candidato aprovado, o denunciante pediu a impugnação da banca do concurso.[7]

Em outros países[editar | editar código-fonte]

 Estados Unidos
  • Jonah Lehrer, jornalista científico americano e autor de três livros sobre psicologia e neurociência, foi acusado em Junho de 2012 de autoplágio.[8]
União Européia
  • O eslovaco Ján Figel, ex-comissário da União Europeia para Educação, foi acusado de autoplágio em sua tese de doutorado, apresentada quando ele estava no cargo, em 2007. Segundo a acusação, sua tese foi copiada de um livro publicado quatro anos antes, 
do qual ele era coautor.[9]

Referências

  1. ufvjm.edu.br/ O que é o Plágio?
  2. ufpe.br/ Ética e Integridade na Prática Científica
  3. vitorpamplona.com/ Autoplágio
  4. folha.uol.com.br/ Governo lança manual de ética científica após Folha divulgar fraude
  5. jc3.uol.com.br/ Tese de doutorado de Mercadante baseia-se em livro já publicado, mostra ÉPOCA
  6. folha.uol.com.br/ Chalita fez autoplágio para obter mestrado
  7. conjur.com.br/ USP não abrirá processo contra acusado de autoplágio
  8. advivo.com.br/ O caso do autoplágio do jornalista Jonah Lehrer
  9. revistapesquisa.fapesp.br/ O ex-comissário e o autoplágio

Links Externos[editar | editar código-fonte]