Avelãs de Cima

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Portugal Portugal Avelãs de Cima 
  Freguesia  
Localização no concelho de Anadia
Localização no concelho de Anadia
Avelãs de Cima está localizado em: Portugal Continental
Avelãs de Cima
Localização de Avelãs de Cima em Portugal
Coordenadas 40° 28' 51" N 8° 25' 15" O
País Portugal Portugal
Concelho 20px Anadia
Administração
- Tipo Junta de freguesia
- Presidente Manuel Batista Veiga (PPD/PSD)
Área
- Total 40,58 km²
População (2011)
 - Total 2 185
    • Densidade 53,8 hab./km²
Código postal 3780
Orago São Pedro

Avelãs de Cima é uma freguesia portuguesa do concelho de Anadia, com 40,58 km² de área e 2 185 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 53,8 hab/km².

Foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX. Era constituído pelas freguesias de Arcos e Avelãs de Cima. Tinha, em 1801, 2 130 habitantes.

População[editar | editar código-fonte]

População da freguesia de Avelãs de Cima [1]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 558 1 653 1 539 1 459 1 633 1 672 1 829 2 019 2 307 2 172 2 086 2 360 2 527 2 446 2 185
Distribuição da População por Grupos Etários
Ano 0-14 Anos 015-24 Anos 25-64 Anos < 65 Anos 0-14 Anos 015-24 Anos 25-64 Anos < 65 Anos
2001 344 333 1 257 512 14,1% 13,6% 51,4% 20,9%
2011 281 205 1 117 582 12,9% 9,4% 51,1% 26,6%

Património[editar | editar código-fonte]

  • Capela de Nossa Senhora das Neves e Fontanário
  • Igreja de São Pedro (matriz)
  • Cruzeiro
  • Núcleo de casas de inícios de Novecentos
  • Capelas de Nossa Senhora do Livramento, de São Simão, de Nossa Senhora dos Remédios, de Pereiro e de São Miguel da Mata
  • Lagares de azeite e azenhas
  • Choupo
  • Lapas escavadas na rocha
  • Pombais

HISTÓRIA ADMINISTRATIVA/BIOGRÁFICA/FAMILIAR[editar | editar código-fonte]

Orago de São Pedro.

Avelãs de Cima foi terra que pertenceu ao Infante D. Pedro e integrou as “Terras de Vouga”. Em 1288, tinha Julgado, a par de Esgueira.

Foi concelho medieval, com imenso território que alcançava Famalicão e terras que ficavam junto a Vila Nova de Monsarros, Ancas e S. Lourenço do Bairro. Teve Foral Velho dos reis D. Dinis e D. Afonso, mas, em 10 de Janeiro de 1514, recebeu Foral Novo de D. Manuel I. Havia de extinguir-se, em 1836, a favor da restauração do concelho de Anadia, povoação que chegou a pertencer-lhe, ainda que por um breve período.

Avelãs de Cima, freguesia, foi constituída por terras também importantes ao tempo pela sua situação geográfica, riqueza do solo, povoamento e desenvolvimento económico: Pereiro que foi Couto e minúsculo concelho, e Boialvo, que foi Ouvidoria do termo do concelho de Aveiro, e igualmente minúsculo concelho, dois enclaves, administrativamente falando. Eram três concelhos integrados no mesmo espaço de uma paróquia.

Desde 1836, a freguesia, a maior de todo o concelho, está integrada no concelho de Anadia, distrito de Aveiro, província da Beira Litoral. Pertence hoje à Comarca de Anadia que, em 1835, era apenas um Julgado. (Já integrou também a Comarca e Provedoria de Esgueira, entre 1533 e 1762, ano em que passava para a Provedoria de Aveiro). Nesta freguesia chegou a haver duas varas de juízes: uma no Couto do Pereiro, que era da Universidade de Coimbra, e outra na Ouvidoria de Boialvo, que era da Correição do ouvidor de Montemor-o-Velho.

Religiosamente, desde o dealbar da nacionalidade sempre pertenceu à Diocese de Coimbra, até que foi criada a de Aveiro (12 de Abril de 1774), mas, com a sua extinção (Setembro de 1882), regressava a Coimbra, até que, depois de várias tentativas, em 16 de Janeiro de 1938, era restaurada a Diocese de Aveiro, sendo nomeado seu bispo, D. João Evangelista de Lima Vidal, que tomou posse solene no dia 11 de Dezembro.

É constituída por 16 lugares, com gente briosa e bairrista. A prova disso é que não há um único lugar, digno desse nome, que não tenha a sua capela, de construção mais antiga, secular, ou mais recente, com o padroeiro ou padroeira de sua devoção, se mais moderna, ou de seus antepassados, se mais antigas.

HISTÓRIA CUSTODIAL E ARQUIVÍSTICA[editar | editar código-fonte]

Esteve na posse da Igreja paroquial até à criação do Registo Civil, em 1911, publicada no Diário do Governo nº 41 de 1911-02-20. Nesta data as paróquias foram obrigadas por lei, a entregar os livros de registos de Batismo, casamento e óbitos às repartições do Registo Civil.

Este fundo esteve na posse do Arquivo da Universidade de Coimbra até ao ano de 1976, já que apesar de ter sido criado em 1965, pelo Decreto nº 46350, de 22 de Maio, o Arquivo Distrital de Aveiro, só viria a dispor de instalações seis anos mais tarde, tendo no ano de 2002 transferido a documentação para as atuais instalações do Arquivo Distrital de Aveiro.

FONTE IMEDIATA DE AQUISIÇÃO OU TRANSFERÊNCIA[editar | editar código-fonte]

Incorporações provenientes do Arquivo da Universidade de Coimbra 1976-04-14, e

da Conservatória do Registo Civil de Anadia em 2012-05-10.


Referências

  1. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  2.Arquivo Distrital de Aveiro https://digitarq.adavr.arquivos.pt/details?id=1082021


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