Baía de Phang Nga

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Baía de Phang Nga
O ilhéu Ko Tapu, também conhecido por ilha de James Bond, ao largo da ilha Ko Khao Phing Kan na baía de Phang Nga
Localização Província de Phang Nga

Mar de Andamão

Coordenadas 8° 17' N 98° 36' E
Oceanos Índico
Países Tailândia
Referências e notas de rodapé

A baía de Phang Nga (em tailandês: อ่าวพังงา; RTGS: ao phangnga; AFI[ʔàːw pʰāŋ.ŋāː]) é uma baía no estreito de Malaca, situada entre a ilha de Phuket e a a parte continental do istmo de Kra, no sul da Tailândia. Desde 1981 que uma grande parte da baía é uma área protegida denominada Parque Nacional de Ao Phang Nga.

Na baía há várias escarpas calcárias com cavernas, sistemas de cavernas desmoronadas e sítios arqueológicos. Há cerca de 10 000 anos, quando o nível do mar era mais baixo, era possível caminhar desde Phuket a Krabi.[carece de fontes?]

Etimologia e história[editar | editar código-fonte]

Phang Nga é a transliteração tailandesa moderna da palavra malaia pangan, que literalmente significa povo bárbaro, pagão ou primitivo; quando usado como nome próprio geralmente refere-se a povos que vivem sobretudo áreas de selva praticamente desabitadas da península malaia e das ilhas ao seu largo. Historicamente, quando as tropas siamesas derrotaram e expulsaram os birmaneses da região em 1824, o rei Rama III rebatizou uma grande área adjacente à baía. Este abastardamento do malaio pangan indica que muito provavelmente a região era habitada por Orang Asli ou outro povo aborígene.[carece de fontes?]

Sítio Ramsar[editar | editar código-fonte]

O Parque Nacional de Ao Phang Nga foi declarado um sítio Ramsar em 2002 pela sua importância ecológico como zona húmida. A baía é pouco profunda, tem 42 ilhas e nela há várias zonas entremarés com florestas com pelo menos 20 espécies de manguezais. Há também zonas com fundos de ervas marinhas e recifes de coral.[1]

A baía é habitat de pelo menos 88 espécies de aves, incluindo as ameaçadas Charadrius peronii e Limnodromus semipalmatus, 82 espécies de peixes, 18 de répteis, 3 de afíbios e 17 de mamíferos. Estas incluem o dugongo (uma espécie vulnerável), o gibão-de-mãos-brancas (Hylobates lar), o serau-de-sumatra (Capricornis sumatraensis) e o boto-do-índico (Neophocaena phocaenoides).[1]

Os habitantes vivem sobretudo da pesca, recolha de folhas de palmeira nipa para telhados de colmo e turismo. Os turistas visitam a região devido sobretudo à beleza turisticas mas também aos seus sítios arqueológicos, nomeadamente os que têm pinturas com mais de mil anos.[1]

Na cultura popular[editar | editar código-fonte]

A mais famosa das muitas ilhas da baía é Ko Tapu, conhecida como ilha de James Bond, situada ao largo da ilha Ko Khao Phing Kan. Trata-se duma agulha de rocha calcária no meio do mar, que aparece nos filmes The Man with the Golden Gun ("007 - O Homem da Pistola Dourada"), de 1974, e 007 - O Amanhã Nunca Morre, de 1997.[carece de fontes?]

A baía foi também usada para as filmagens do planeta Kashyyyk do filme Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith, de 2005.[carece de fontes?]

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c «Thailand designates four excellent new Ramsar sites» (em inglês). Serviço de Informação sobre Sítios Ramsar. rsis.ramsar.org. Consultado em 14 de novembro de 2019 
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